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12 de maio de 2009 - 11:50F1

Fico assim sem você

SÃO PAULO | Tem coisas no mundo que, por possível que seja, não se consegue dissociar. Copa do Mundo sem o Brasil, TV sem Silvio Santos, circo sem palhaço, Piu-Piu sem Frajola e Buchecha sem Claudinho. E F1 sem Ferrari.

Neste momento, estão reunidos os homens fortes da equipe italiana em Maranello para averiguarem se vale a pena continuar na F1. É uma sequência do beicinho que Toyota e Red Bull (ativar modo Toro Rosso, também) já fizeram e que deve ser seguida pela Renault — se esta já não tomou a decisão… Também porque está na moda ameaçar sair. É fashion. É legal. Enfim, a Ferrari, segundo a respeitada “La Gazzetta dello Sport” pode anunciar que, por conta do tal teto orçamentário, não tem interesse em continuar.

Na vida, só não tem jeito para a morte. A F1, mal ou bem, vai seguir sem a Ferrari, como diz Max Mosley. Mas qual é a graça da F1 sem ter a italianada, os tiffosi, a figura de Montezemolo, o vermelho Ferrari? E qual é a razão de ser da Ferrari sem ter a plataforma da F1? Mais do que a associação, F1 e Ferrari formam uma relação de simbiose. Uma se alimenta da outra. 

Difícil, portanto, que a Ferrari comunique sua saída. Talvez seja só mais um capítulo do que se transformou a F1, em um grande reality show. Logo a categoria, com Ferrari e todo mundo, anuncia acordo com a Endemol.

13 comentários

  1. Marcelo POA disse:

    Se pq implaram um teto orçamentário a Ferrari deixar de correr na F1, em qual categoria ela correria? Na Indy, com chassi padrão e motor Honda? Acho difícil essa história de sair da F1

  2. sidewinder disse:

    Então, que voltem a Brabham, a Lotus, a Ligier, a Jordan, a Tyrrel, a Minardi e saiam a montadoras ( mas deixem os motores ).

  3. Victor, beleza? Rapaz, é aquela coisa, vou dizer uma heresia. Nasci em 1986 e fui testemunha dos anos áureos de Williams e McLaren quando comecei a assistir F-1. Sou do tempo do Nelson Piquet na Brabham e tenho como provar isso!

    Ou seja, da mesma forma que vi a Ferrari mandar com o Schummy, vi a Ferrari ser relegada à equipe média com Berger, Alesi, etc. Pra Lucas Rafael Chianello, o herege, a F-1 pode sobreviver sem a Ferrari.

    O que não pode é o futebol sobreviver sem a gloriosa Associação Atlética Caldense, daqui da minha cidade. Um abraço!

  4. Jackson disse:

    Desculpa escrever novamente, mas respondendo ao Kennedy Vitorette, todas as não montadoras sempre precisaram das montadoras, senão não teríam motores. Acho que vai ficar bem interessante (nada contra a história da Mclaren, Williams), Brawn Gp (motor cosworth/ chassis Lola -um dia chega lá), Red Bull (motor cosworth, chassis lola), Toro Rosso ……………………………
    Acho que quem sempre construiu motores, participou como equipe e investindo no espetáculo durante esses 60 anos, não deveria ser desprezado, e sim laureado por sempre investir para proporcionar belos espetáculos nos mais variados tipos de corridas do mundo. Se a Mercedes, a Renault e a Toyota saírem também da F1, que motores as outras equipes utilizarão?

  5. Jackson disse:

    A Lotus era tão tão boa e tão apaixonada por corridas, e tão bem administrada que não continuou na Formula 1, e nem seus carros de rua possuem motor Lotus, usam Toyota. A não ser no começo da Formula 1, a Ferrari sempre fez as principais partes de seus carros. Enzo Ferrari viveu 42 anos dentro das corridas com seu próprio dinheiro e paixão, enfrentou sim, 20 anos sem título, mas mesmo assim não saiu das corridas, como Porsche, Lamborghini e a equipe Lotus, e como tantas vezes outras fizeram, a Ford, Mercedes e outras: gastavam horrores em duas ou 4 temporadas apenas para destruir Enzo/Ferrari e saíam, não continuavam competindo e investindo. Henry Ford não aceitou o preço da montadora e equipe Ferrari e o jeito turrão de Enzo, e investiu 4 vezes mais para ganhar algumas temporadas de F1 e provas de longa duração GT.

    A Lotus fez parte da história da F1, a Ferrari é inerente a história das corridas, é parte fundadora, desde há muito tempo, quando viu Maseratis e Bugattis com muito mais dinheiro do que ela, correrem dos campeonatos e nunca mais voltarem.

    Amigo, a F1 cresceu junto com o mundo, não foi porque a Ferrari ficou 20 anos sem ganhar nada, ou porque ficou 6 anos seguidos ganhando construtores. Se você não lembra, a televisão entrou forte como meio de massa a partir do fim dos anos 60. E se a Ferrari fizesse como a maioria de seus concorrentes, ai sim a F1 não existiria.

    Corridas apenas com equipes são entusiastas, que as fórmulas americanas tem uma grande repercussão no mundo com seus Lolas e motores Honda. As corridas mais emocionantes do mundo possuem grandes montadoras brigando por títulos, até porque somos apaixonados por carros e marcas, e torcemos por pilotos. Torcer por carros que você sabe que só usam uma carroceria de fibra sobre um mesmo chassis e motor não é o tipo de corrida líder em todo o mundo.

  6. Kennedy Vitorette disse:

    40 milhões de libras, se for isso mesmo só os direitos televisivos cobrem os custos. E ninguém vai precisar de montadora nenhuma. Pronto, a formula 1 continua e tchau para as montadoras.
    Esporte a motor nenhum acaba se uma equipe sair, pode ser a equipe que for.
    E se sair, a Ferrari, logo logo vem com o rabinho entre as pernas para correr novamente.

  7. Gran DBabu disse:

    O problema, além do teto orçamentário é o lance dos dois regulamentos. O Max Mosley, para forçar uma redução mais acentuada veio com essa de dar privilégios aos que seguirem o teto… Mas, me diga, quanto de Tunel de Vento e outras regalias consegue-se usar e ainda assim manter-se sob o teto orçamentário. Deveriam ouvir a FOTA, pegar o teto que ela acha mais adequado e usar 80%~75% desse valor. Simples assim.
    Amplexos.

  8. Lucius disse:

    Ferrari passou 20 anos sem ganhar título e a f1 só cresceu. Não dar a devida importância a Lotus é não sabe nada de F1.

  9. ZacaMen disse:

    Queria ver eles sairem…..o mundo anda mto chato, sempre os mesmos, as mesmas pessoas, as mesmas coisas….tá na hora de mudar isso.
    TCHAU FERRARI!!

  10. Washington disse:

    Quando a F1 (Bernie o anão do mal) precisou das grandes montadoras todos bateram palmas e fizeram de tudo para elas entrarem no “circo”, agora que já não precisam (o anão já não consegue mais tirar dinheiro das montadoras) tentam por pra fora em troca de equipes de garagens (próximo filão para o anão do mal explorar). No fim, não se trata de “uma F1 melhor e mais competitiva ou nostálgica, trata-se apenas do Anão do mal (que já ta devendo hora pra a morte) conseguir mais dinheiro.

  11. Jackson disse:

    Comparar a Ferrari com a Lotus e as outras mencionadas no comentário acima, é no mínimo não saber nada de história.

    Acho que as montadoras deveriam sair e criar uma categoria própria, onde a Ferrari poderia fornecer mais uma equipe com a Maserati, a Mercedes fazer A AMG GP, a BMW fazer com a sua divisão M Sports, a Toyota com outra equipe como Lexus, a Renault com outra equipe como Nissan GTR, convidar a Volks/Porsche para inscrever duas equipes (ex.: Porsche e Bugatti) e disponibilizar mais 5 vagas com fornecimento de motor e outras partes. O os custos desta nova categoria seria pagos por uma divisão de todos os recursos entre as montadoras, e um outro montante em acordo com o lucros para as equipes que somarem mais pontos.

    Acho melhor isso, do que Gagas metendo a mão pra tudo o que é lado, e dando de chicotinho em que verdadeiramente pões a mão no bolso.

  12. Felipe Mazorca disse:

    Endemol?

  13. Gustavo Lucena disse:

    Não entendo porque as pessoas não lamentaram quando nomes como Lotus, Brabham, Tyrrell, Ligier e Jordan desapareceram da F-1.

    Esse furdunço já era pra ter acontecido há muito tempo, porém agora que atingiram o bolo da cereja é que começam a chorar?

    Eu mesmo prefiria a Lotus do que a Ferrari na F-1.

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