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31 de julho de 2009 - 19:34F-Indy

As palavras de Gancia

SÃO PAULO | As palavras de Carlo Gancia, representante da Indy no Brasil, a mim:

No caso do Rio ser escolhido, pergunto qual seria o interesse de se gastar uma fortuna para reestruturar Jacarepaguá para depois desmanchar tudo — caso o Rio seja o escolhido para sediar as Olimpíadas de 2016. Jacarepaguá há muitos anos é classificado de circuito de nível 7 na escala da FIA quando a F-Indy requer circuitos de no mínimo nível 3.

Além do mais — tal qual o caso de Valencia, na Espanha, que tem um super autódromo nas cercanias da cidade, mas acaba fazendo a prova de F1 num circuito de rua —, as cidades candidatas têm o maior interesse em mostrar a cidade e sua região para fomentar o turismo e os investimentos, e, portanto, não interessa a elas confinar num autódromo um espetáculo que vai para o mundo inteiro. É preferível mostrar a pujança do mar de cana-de-açúcar de Ribeirão Preto ou o Pão de Açúcar, os coqueiros de Itapoã ou outra beleza deste lindo e talentoso país para ser veiculada pelo mundo afora.”

Um detalhe: Gancia não falou em nenhum momento que o Rio é favorito, para ficar claro.

10 comentários

  1. Luiz Fernando disse:

    Realmene Ribeirão Preto o “mar de cana-de-açúcar” está longe de ser um adjetivo para se qualificar, prefencialmente, uma cidade. Já Savador e Rio são charmosas e agradáveis

  2. Walter S. disse:

    Interlagos ainda tem um oval maravilhoso, seria o lugar natural para uma corrida dessa magnitude, mas não daria tempo para preparar o asfalto nem os muros ao redor da pista.
    Brasília também tem oval, assim como Goiânia.
    Aqueles carros não foram feitos para correr na rua.
    São pesados e lentos para isso.

    Prova nas ruas do Rio?
    Ainda bem que os capacetes dos pilotos hoje em dia são à prova de bala!

    Mas me digam aí: qual lugar vcs escolheram para visitar em Detroit?
    Ou em St. Pefersburgo?
    Afinal, são cidades que, segundo a teoria do Sr. Gancia, são mostrados em todo o seu explendor durante as corridas por suas ruas.
    Singapura talvez? Olha, o melhor lugar dali é um barzinho numa pracinha meio escondida, chamado Elvis’ . Fica a uns 200 metros da pista, mas não consegui ver por trás dos rails e outdoors que montam ao redor das pistas…e ainda tem o maldito enquadramento!…ficam mostrando carros, quando a gente queria mesmo é ver as cidades…

    Fala sério!

  3. Side Show Bob disse:

    “Pujança de um mar de cana-de-açucar?”.

    Não considero isto um bom exemplo para qualificar uma cidade para acolher uma prova de automobilismo.

  4. Eu discordo do Douglas. Acho que Jacarepaguá precisa ser revitalizado e é vergonhoso que o autódromo esteja nessa situação. Não só ele, como quase todas as pistas, exceção feita a Interlagos e Curitiba, que recebem eventos A da FIA. A prefeitura antecessora tentou matar o autódromo e a atual quer enterrá-lo. Em vez de destruir o que resta, vamos reerguer o que existe. Custará menos, não acham? Ou vocês acreditam nesse papo de “revitalização” do Rio de Janeiro destruindo um patrimônio tombado pelo IPHAN feito o Aterro do Flamengo?
    Fala sério…

  5. Douglas disse:

    Victor, eu concordo que Jacarepaguá não vai ser a solução. O caso do aterro do flamengo deve ser o mais provável. Ele não disse, mas o Rio é favorito sim. Acho o Rio favorito em qualquer coisa no Brasil em termos de evento internacional. Charme, visibilidade internacional, rede de hotéis, transporte (o metro do Rio é, PROPORCIONALMENTE ao tamanho da cidade, o maior do Brasil). Todos estes fatores levam o Rio a uma situação de favoritismos. Além dos eventos já realizados no passado que dão bagagem. Se de lambuja vier um novo autódromo ai sim ficava “bala”. O prefeito prometeu e o Rio merece.

  6. Mauro disse:

    Cara, é ridículo ter um autódromo internacional e fazer uma corrida num parque. Ok, o Aterro do Flamengo é lindo, pra mim é o lugar mais bonito da cidade, mas o autódromo está lá em Jacarepaguá e eu o quero de volta! Não quero um monte de condomínios e arenas olímpicas em cima da pista.

    Aliás, já viram o comercial do Bradesco em que surgem prédios e indústrias no meio do gramado do Maracanã? Parece uma brincadeira com o que está acontecendo no autódromo de Jacarepaguá. A situação é a mesma.

  7. Turco disse:

    nao sou contra uma corrida nas ruas do rio, sou contra o que se fez com a infra-estrutura usada no pan. jacarepagua estava às moscas antes do pan e, como carioca, de modo geral, nao dá a mínima pra corridas de carros, mais cedo ou mais tarde o autódromo iria seguir o abandono atual… o problema é que destruiram o que restava dele a troco de nada, não há aproveitamento nenhum do que foi construído ali.

  8. André Pedralho disse:

    Uma informação que não vi no Grande Premio, onde sempre vejo as notícias confiáveis: Pizzonia está negociando com a Manor de acordo com jornal de Manaus: http://pastebin.org/5628

  9. Fuel disse:

    Eu ainda acho um desperdício gigantesco de dinheiro, acabar com um autódromo como o de Jacarepaguá, para sediar um evento que durou 15 dias e, construir uma pista de rua, todo o ano, para sediar a Indy. Mais um dos excelentes legados do Pan. Gosto muito de automobilismo e de futebol, mas sediar a Indy nessas condições é um absurdo tão grande quanto o Brasil sediar uma copa do mundo.

  10. André Buriti disse:

    O Rio de Janeiro já é por demais conhecido no mundo, acho justo levar a prova para outras praças, como Ribeirão Preto,Salvador, Brasília, tirar do eixo Rio-São Paulo alguns eventos para aumentar o público e o número de praças esportivas, mesmo que sejam pista provisórias.
    A questão interna do Rio de Janeiro, com o futuro do autódromo, é coisa para ser resolvida sem pressão de outros eventos, seria até bom ter a corrida de volta a Jacarepaguá, mas já que a idéia é promover a imagem da cidade, faz um evento tipo o da Petrobrás com uns F-Indy fazendo zerinho no asfalto do Aterro, e a corrida no autódromo como deve ser.
    Em uma entrevista o detentor dos direitos de transmissão da Indy Willy Hermann disse que não interessava fazer a corrida no Oval de jacarepaguá porque “a categoria já tem ovais demais”, pois bem lá no meu humilde bloguinho tem a solução, a Variante A, opção que a CBA negociou com a prefeitura antes das obras do Pan, e que é perfeitamente factível e custaria uma fração de dinheiro, e principalmente, problemas, de se fazer uma prova no Aterro.

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