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26 de agosto de 2010 - 11:59F1

Tempos modernos

SÃO PAULO | De volta, e vamos lá.

A notícia do dia lá de Spa avec Francorchamps é o pedido de desculpas de Schumacher a Barrichello por aquela manobra de arremesso ao muro na Hungria. Não por site, frio, informal, meio que para bovino adormecer. Mas pessoal.

Via mensagem de celular.

Quer dizer, o cara tá ali a metros de distância do outro, espera três semanas do ocorrido, acorda, vê uma baita chuva, se espreguiça, toma o café e resolve mandar um SMS pedindo desculpa, meio que reiterando o que ele havia escrito na página oficial.

É página virada, como Barrichello depois falou, mas a atitude de Schumacher, aparte a covardia, revela que esta presença destes tempos modernos de multicomunicação faz do cara-a-cara fato raro em nossas vidas.

2 comentários

  1. Aliandro Miranda disse:

    Recomendo aqui um livro chamado “Aprendendo Inteligência”, de Pierluigi Piazzi.

    Neste livro o autor fala de como o cérebro pode se atrofiar por conta das facilidades deste mundo moderno em que vivemos. Lá pelas tantas ele fala até do MSN, por onde é muito comum adolescentes que estão relativamente perto — em uma LAN house, para ser mais preciso — se comunicarem, descartando o contato pessoal. Piazzi depois apareceu em um programa de TV, onde disse que os efeitos deste uso abusivo do MSN é comparável ao da maconha (ele apareceu como galhofa no “Top Five” do CQC por conta desta declaração).

    Exageros a parte, tenho que concordar que esta onda de facilidades inibe relacionamentos e nos deixa mais preguiçosos a cada dia.

  2. Claudio disse:

    É que ultimamente, Victor, as pessoas tem preferido (ou tem sido melhor para elas, não sei) se dirigirem umas às outras quase que somente para se ofender.
    Nos blogs, por exemplo, ocorre muito isso. Um quer agredir o outro porque não concorda com a opinião. Se o cara falou besteira, e daí, é a opinião dele, quem se expõe ao ridículo é ele e acabou.
    Claro que há exceções, algumas opiniões inteligentes, outras engraçadas, mas… na boa, com raras exceções, esses bichos de duas patas que chamamos de gente são muito perigosos.

    Um abraço pra você e quero deixar claro que você faz parte das exceções que eu citei acima, ok ? Eu me divirto e me informo muito com o que você escreve.

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