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20 de outubro de 2011 - 11:50F-Indy

A segurança da Indy

SÃO PAULO | Nos próximos dias, o leitor vai encontrar na Revista Warm Up uma entrevista completa e ampla com Tony Kanaan a respeito da morte de Dan Wheldon e do que vai ser da Indy daqui pra frente. Deixo um ponto aqui para discussão dos caros internautas, quando mencionei a grita de ex-pilotos como Nigel Mansell e David Coulthard a respeito da segurança dos carros da categoria americana e que os da F1 estão “20 anos à frente”:

“Bota o carro de F1 no oval. Quando eles usaram meia parte em Indianápolis, o Ralf Schumacher deu uma porrada lá que quase morreu. Os carros são de papel. É fácil falar agora. Quando a suspensão entrou na cabeça do Senna e matou o (Roland) Ratzenberger no mesmo fim de semana, a F1 era o quê? Eu não estou defendendo ninguém porque eu perdi meu melhor amigo — eu podia estar bem puto e meter a boca em todo mundo. (…) Minha batida em Indianápolis, quando quebrou a suspensão, foi a 220 km/h. Eu desci do carro com uma costela quebrada. É um carro extremamente seguro. Só que 100% de segurança você não vai ter em nenhum lugar.”

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29 comentários

  1. Cristiano disse:

    Lembro quando dos incidentes de Imola 94 desciam a lenha na segurança da F1 e elogiavam da Indy. Basta lembrar que todo aquele salseiro de Vegas, a Pippa machucou a mão e outro o osso do peito, mas estão fora de perigo, e todos estavam a 300 km/h, dos 15, um morreu, dois se machucaram, 12 nada sofreram. O pior foi o jeito que bateu e onde bateu, qualquer coisa que bata na cabeça já viu, está aí o Massa se arrastando desde a mola na testa… Qualquer piloto de qualquer carro que bata a cabeça em alguma coisa tem o sério risco de morrer, tal qual o rapaz da F2 …
    E sinceramente colocar uma bolha de acrílico ou outro material pode resolver na questão de mola na testa ou pneu na cabeça, mas se for prensar a cabeça contra algo em alta velocidade, tal como Greg Morre, Krosnoff e Wheldon, não vai segurar a pancada.

  2. Ricardo Arcuri disse:

    Para ser bem honesto, li gente que disse que “todo mundo sabe” que os carros da Indy sao mais seguros que o da F-1. Bom, eu sei que nao sao. Sao obsoletos e eu ja temia por isso ha algum tempo.

    Agora, o que o Tony falou tem razao tambem. Nego da F-1 fazendo maior alvoroço por causa disso, falando que a F-1 é o “supra sumo” da segurança. Nao nego que, em materia de carros de formula, eles estao mesmo um degrau acima, mas os da NASCAR sao muito mais seguros. E corridas em ovais aconteceram sem mortes ha mais de 10 anos (o caso de Paul Dana foi em warm up). Mais uma vez, nego da Europa que nao sabe NADA do que ta comentando querendo dar pitaco. O Mansell mesmo nem viu o que a categoria evoluiu nos ulimos 20 anos (para ele, os carros sao os mesmos de 1993/94). Entao, tratem de comentar as categorias que acompanham. É muito facil bater quando acontece algo ruim. Ve se alguem falava algo qdo tava “tudo bem”…

  3. André disse:

    Ainda acho que é preciso ficar atento as palavras do Mario Andretti. O problema não é nem a quantidade de carros, mas sim a capacidade deles em andarem tão colados e tão lado a lado a uma velocidade alta demais nas curvas. Um pouco mais ágeis nas retas e com menos downforce nas curvas seria o ideal, independente do nivel de segurança que o carro proporciona em batidas. Tem de se pensar em minimizar as batidas, e não apenas as consequencias delas. ninguém quer ver uma corrida de foguetes invenciveis em um big one, mas sim uma corrida sem essa desgraça toda na pista.
    André / Piloto no http://www.f1bc.com

  4. Marques disse:

    Sei lá. O acidente do Kubica em 2007 lembra o que matou o Greg Moore. Um morreu, o outro sofreu uma torção no pé (claro que as velocidades eram distintas). Não adianta o Tony esbravejar, o acidente foi absurdo e completamente evitável. Correr lá foi loucura. É lógico que os carros da Indy aguentam mais impacto que os de F1, eles têm de aguentar, afinal andam mais rápido e em situações perigosas. Mas isso não quer dizer que eles sejam mais seguros. Cada carro é feito para as necessidades exigidas, e se compararmos e analisarmos proporcionalmente, acredito que os F1 tem um desempenho melhor no quesito segurança.

  5. Junior disse:

    Ainda acho que todo segredo é o carro não levantar voar.
    Não acompanho muito a Nascar, mas lá eles não usam uma espécie de flaps no teto, que se abrem caso o carro saia do chão e empurram ele de volta para o solo, evitando decolagens e capotagens?
    Será que não seria viável colocar algo parecido na Indy? Por exemplo asas dianteiras e traseiras móveis, mas que só se movimentam quando as rodas saem do chão, de modo a aumentar o downforce puxando o carro para baixo novamente.

  6. RMTA disse:

    Não sei se o Tony foi muito feliz nas declarações dele. Todo mundo sabe que os carros da Indy são mais seguros que os da F-1, sempre foram pela necessidade de se andar em oval e aguentar as porradas decorrentes disso.

    Em muitas entrevistas que já li do Emerson ele mesmo sempre disse isso, que os carros da F-1 são mais frágeis que os da Indy, inclusive no livro do Ernesto Rodrigues sobre a vida do Ayrton Senna (O Herói Revelado), há um trecho que reproduz uma fala do Emerson quando soube da morte do Ayrton, onde ele dizia algo do estilo: “Malditos carros de Fórmula-1, com aquele cockpit baixo, na altura do ombro, dá uma porrada, não tem como sobreviver, não tem como!”

    Em suma, o problema é o que já foi dito aqui, qualquer carro, por mais seguro que seja, não aguentaria uma porrada invertida, a mais de 300km/h numa tela de proteção de aço, que rasga, destroça o carro. Pode ser Nascar, F-1, Le Mans, o carro que for, que não tinha salvado a vida do piloto, infelizmente…

  7. Fabiano Regra disse:

    O problema desse caso não é o carro ser ou não ser seguro, se um é melhor que o outro, se muro é melhor que area de escape… nada disso.

    O problema é que são monopostos abertos… o problema é que o cabra fica com a cabeça pra fora !!!

    Podem transformar os carros em locomotivas !!! não adianta nada !!! a proteção do pioto é o casco, 10cm do melhor material do universo não vai salvar ninguém quando é jogado amarrado ao um peso de 600kg contra algo imovel, como um muro, uma arvore, um poste…

    O que não é 100% seguro é o conceito… tanto da F1 como da Indy, como da formula vee, do kart, da F-Ford… de qualquer “Formula”…..

  8. Anderson disse:

    É o que eu falo desde o dia do acidente: Se fossem carros da F1, pelo menos o will power morreria tb. O carro de F1 nao é submetido ao que o carro da Indy é, aí os espertalhoes ficam comparando laranja com maçã. Me admira personalidades falando merda.

    O risco está na velocidade, não na segurança do carro. O carro é o mais seguro possível, e o próximo será ainda mais.

  9. Joaq disse:

    Bem, a F1 comecou a tratar verdadeiramente da seguranca apos o fatidico GP de Imola em 1994. DEsde entao nao temos mais pilotos mortos na F1. E certo que 100% de seguranca nao existe, como exemplo, o acidente de Massa na Hungria em 2009. Existe coisa mais bizarra que ser acertado por uma mola? Mas ele esta vivo gracas as evolucoes na seguranca: capacete mais rsistente, o apoio para a cabeca, hans (talvez eles tenham evitado uma fratura na base do cranio, como aconteceu com Senna) e uma longa area de escape e os pneus para amortecer o impacto no guard-rail. O mesmo podemos dizer do acidente espetaculoso no Canada em 2007, de Robert Kubica, que teve apenas uma torcao no pe.
    Que eu me lembre agora, a Indy ja usava o cockpit alto que protegia tambem a cabeca do piloto desde os anos 80. O hans tambem ja era usado na categoria norteamericana bem antes da F1. Entretanto, na F1 os circuitos se tornaram bem mais seguros, excepto monaco, onde ha varias areas de escape, uma evolucao que pode ter evitado algumas mortes, nunca sabemos, pois elas nao aconteceram. Ao contrariop do que nao muda na Indy, onde eles continuam com aquele muro a centimetros da morte.

  10. Vitor disse:

    Pra ser justo com o Couthard, e com a maioria das pessoas que falaram (Webber, etc.), eles reclamaram mais do tipo de corrida do que do carro em si.
    É bem consenso que o carro da indy, apesar de ser velho e sem ser muito bem adaptado aos mistos, é (MUITO) mais seguro que um F1, e quando estrear o novo, será incomparavelmente mais seguro. O problema é o tipo de pista que eles vão andar, e isso eles têm que pensar bem no futuro.

  11. Paulo disse:

    O problema não são os carros. São as pistas!

  12. Luciano Silveira disse:

    Concordo com o Tony. O problema está realmente nos ovais curtos com muitos carros ao redor. Receita pra desastre.
    .
    Mas gostaria de saber é a opinião do ilustre dono do blog, que tanto criticou o ‘jogo de equipe’, sobre os comentários do Vettel, dizendo que VAI ajudar o Webber a conquistar o vice, entregando vitórias se preciso…

  13. Rui disse:

    olha, o ponto em questão não são os carros, e sim as atitudes da organização. como dar relargada em pista molhada, insistir nessa bobagem de relargada em fila dupla, e achar q dá p colocar 34 carros num oval 1,5 milha com 20 de inclinação. é nessas coisas q a segurança da Indy falha, não nos carros.
    tem gente dizendo q foi apenas mera fatalidade, como assim? 3 carros voaram contra os alambrados, alguém já viu isso antes? 1 carro voar sim, mas 3 ao mesmo tempo? superestimaram a segurança da pista.
    outra coisa q a Indy vai ter q lidar é a velocidade exagerada dos carros e a qualidade discutível de alguns pilotos.
    é por aí.

  14. Richarley Menescal disse:

    Falando especificamente dos carros da Indy, acho que o detalhe mais grave que precisa ser revisto é de que eles não voem como foguetes desgovernados em acidentes como esse do último domingo. O Webber comentou isso numa entrevista, e embora isso seja um risco que até carros da F1 venham a sofrer, as altíssimas velocidades e inclinação das pistas favorecem pra que acidentes assim se transformem em uma tragédia.

  15. EduardoRS disse:

    Concordo que o problema não é (principalmente) os carros da Indy, mas as pistas que eles usam. Antigamente, os únicos superspeedways que haviam no calendário eram Indianápolis e Michigan. O resto eram ovais curtos como Milwaukee, New Hampshire, Nazareth, Phoenix… Mas hoje a Indy corre em mega-ovais, onde é pé embaixo 100% do tempo, tipo Charlotte, Las Vegas, Fort Worth, etc. Isso é pista de Nascar, não dá pra correr de fórmula nesses lugares. Qualquer toque gera um desastre. Aí eles colocam 30 carros de fórmula num superoval, com alguns pilotos de qualidade questionável, andando a 350km/h a menos de um palmo de distância um do outro, tocando rodas… uma hora acaba estourando.

  16. Thiago Barbosa disse:

    Criticam bastante a segurança do automobilismo americano quando algo acontece por lá, é fato que existem milhões de eventos amadores que beiram o ridículo, assim como muitos que acontecem aqui no Brasil, tipo daqueles que Flavio Gomes sempre critica em seu blog, mas se a F1 é mais evoluída na segurança, de onde vieram os apoios de cabeça? De onde veio o HANS? A falsa sensação de segurança na F1 vem dos Tilkodromos e autódromos que eles obrigaram a mutilar, de fato é mais seguro andar a 20km/h do que 200 km/h. Agora, que a Indy investigue, descubra onde pode melhorar, e melhore, que os pilotos façam como Paul Tracy propôs e se unam, e não sejam bundões como os pilotos da Stock, outra coisa que o Tracy tem falado bastante é sobre as cercas de alambrado, que se deve pesquisar outro tipo de material e uma outra forma de proteger o publico que represente menos risco aos pilotos. Mas o principal ponto é o conselho discutir as medidas adotadas pelos senhores Bernard e Barnhardt ao longo do ano, só fizeram merda o ano todo.

  17. Marcos disse:

    falou tudo o Tony. o problema maior foi por 34 carros lá. o chassi de 2012 é mais seguro, mas não se salvaria o wheldon também. Puseram a indyCar na cruz e tão apedrejando, mas acho que foi uma fatalidade o acidente. e 100% de segurança nenhuma categoria tem. nem mesmo a F1.

  18. Rodrigo disse:

    O problema é o dinheiro, sempre ele. O cara enfia 34 carros andando a 350 km/h numa pista de 2km, pra poder ganhar uns trocados a mais. Ia dar merda, na realidade sempre dá. Só estamos falando disso agora porque DAN WHELDON morreu, do contrário seria só mais uma das 300 batidas que ocorrem em todas as corridas em ovais.
    Nós leitores, como os promotores e jornalistas, só nos preocupamos com as coisas depois que as fatalidades acontecem.

  19. Bruno disse:

    Victor, eu acho que a F1 esta sim a frente da Indy, mas só porque já passou por todos esse trauma de ter uma (na verdade duas) mortes em 1994. Vale lembrar tambem que o carro de F1 não é projetado para andar em ovais. Aquela curva inclinada na China é a coisa mais parecida que se tem com um oval na categoria, por isso uma comparação com a F1 não é válida nesse ponto, entao não dá pra comparar a Indy com a Formula 1 nesse tipo de situação.

    • Thiago Barbosa disse:

      Se o carro da F1 não é projetado para andar nos ovais e o velho Dallara não é projetado para andar nos mistos então então comparar as categorias é besteira.

    • alexandre disse:

      Vc diz: “não dá pra comparar a Indy com a Formula 1 nesse tipo de situação”. Antes vc falou: “eu acho que a F1 esta sim a frente da Indy”. Como vc diz q ñ da pra comparar se vc acabou de fazer isso!!! É cada uma, aff!!!

  20. Thiago disse:

    Concordo com o Tony. O carro da Indy não foi o vilão no acidente do Dan. Ou alguém acha que ele sobreviveria se fosse um F1? Respeito quem pensar diferente, mas eu não.

  21. Valdner disse:

    O problema da Indy é que os circuitos não acompanharam a evolução da segurança dos carros. Mas no caso deste acidente de Dan Wheldon foi mais falta de bom senso do que falha de segurança do circuito ou do carro. Era nítido que o circuito foi feito pra Nascar e não pra Indy e o número grande de carros na pista piorou mais ainda a situação.

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