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2 de setembro de 2012 - 15:10F1

Terra do Sinal de Botrange, 3

SÃO PAULO | Logo mais vem uma linda análise da corrida belga, um espetáculo daqueles, mas tamo aqui pensando muito, agora que Grosjean foi devidamente suspenso: e se já fosse para dar o carro na mão de D’Ambrosio, Eric Boullier, também empresário do rapaz, já teria dado. Mas não, vai só anunciar o substituto “mais tarde”, não muito provavelmente depois de um ou dois cafés longos. Considerando que a corrida que vem é Monza e os treinos começam sexta-feira, a Lotus tem um prazo de até quarta pra decidir.

D’Ambrosio é a opção mais óbvia por ser o reserva, mas não tem experiência alguma em corrida com um carro de verde. Jérôme foi piloto da Virgin, atual Marussia, e nunca fez lá grande coisa – nunca ninguém reparou. O que pode pintar a seu favor é que o circuito italiano não tem muito segredo, é reta, variante, mais reta, mais variante, outra reta e uma parabólica.

Mas a Lotus quer vencer (jura?), e D’Ambrosio não é nome muito forte para tal. A análise da Lotus vai levar em consideração alguéns que sejam familiares e que não estão há tempo tempo longe de um carro de F1. Três nomes saltam à vista.

Di Grassi seria a opção mais proveitosa porque foi cria da então Renault e é piloto de testes da Pirelli, o que significa dizer que não perdeu o fio da meada depois que deixou de correr para a Virgin e que conhece muito bem o funcionamento dos pneus. A não ser que compromissos com a Audi e o WEC (o Mundial de Endurance) impeçam, é comprar a passagem pela Alitalia e cair em Milão e dirigir uns 20 km.

Heidfeld foi enxotado da própria Lotus no ano passado quando o culparam pela não evolução do carro, feito ao gosto de Kubica, o então primeiro piloto. Acabou substituído por Senna e ninguém mais o viu num carro de F1. Mas o viu em Spa-Francorchamps. Tá ali, ó, prontinho para agarrar a chance. E conhece bem Raikkonen dos tempos de Sauber.

Sutil vai e vem nos paddocks da vida pedindo pelamordedeus pra voltar. Ótimo piloto, chegou a ter até seu nome ventilado para fazer parte da equipe, mas tem um histórico negativo com um dos diretores do grupo Genii, que era sócio majoritário da Lotus. O caso foi parar na Justiça, e Adrian só não foi preso porque pediu desculpas formais e tudo mais. Se o caso estiver devidamente posto debaixo do tapete, vale a pena pensar nele. Mas como diz Juliana Tesser, “eu não daria chance pra ninguém que me deu uma garrafada na balada”.

E aí outros aparecem, com menor chance, numa visão holística. Buemi é piloto de testes da Red Bull, que usa motores Renault. Não faz muita coisa na vida. Alguersuari vai a todas as corridas na condição de comentarista da TV espanhola. Barrichello só espera um telefonema – largaria a corrida em Baltimore sem nenhum problema se Boullier lhe ligasse.
D’Ambrosio vai ter de pedir muito a seu Dieu para correr.

10 comentários

  1. celso disse:

    Victor,

    Fico imaginando se fosse o Koba que estivesse fazendo todas essas barbeiragens e lambanças, tal qual Grosjean e Maldonado.
    O japonês já não estaria na F1 há algum tempo, além de ser vítima de piadinhas e gozações por todos os cantos.
    O próprio Reginaldo Leme não vê a hora de falar mal do Koba, só por ser japonês.
    Nesses quase 3 anos de F1, é um piloto que cometeu pouquíssimos erros, acho que uma das únicas vítimas dele foi o Massa em Valência 2012 e Nakajima no Brasil em 2010.
    E o “Regi” continua falando que o japonês comete erros demais. Vai entender.

    Abraço!

  2. celso disse:

    Victor, viu isso?

    Koba-mito no momento do acidente e suas reações ao volante quadro a quadro:

    http://imgur.com/a/ETPea

    O reflexo desses caras é inacreditável!

    Abraço!

  3. Mauricio disse:

    Victor, se tá meio lerdo. Mesmo sendo um circuito “fácil”, as velocidades atingidas em Monza o tornam muito perigoso para marinheiros de primeira viagem. Por isso a dúvida de Bouillier.
    Tenho certeza de que ele está preocupadíssimo. Não quer perder outro carro destroçado.

  4. Eudes disse:

    Se fosse o GP dos EUA e não batesse com o calendário da NASCAR – como monza não bate – apostaria no Nelsinho. Já é um nome conhecido nos EUA, a equipe é lotus e não mais renault e é muito querido pelo pessoal que ainda trabalha lá, palavras do eng. de motores da lotus. Seria interessante para promover o GP dos EUA. Mas monza… quem sabe vem um surpresa??? Quem sabe chamam o Rubinho mesmo, acho que logísticamente não teria nenhum problema.

  5. Di Grassi e Barrichello seriam nomes até mais prováveis que o Ambrosia. Monza não é exatamente a pista mais complexa da F1 e mesmo pilotos de calibre ausentes há um certo tempo teriam condições de andar bem. Rubens ganhou por lá 3x, vai estar de folga da Indy, já conhece os pneus, KERS e DRS… não vou ficar surpreso se for chamado assim, pra “dar umazinha”

  6. antonio carlos garcia disse:

    O nome certo éRubems Barrichello;obrigado.

  7. Victor disse:

    Tomara que seja o Heidfeld

  8. Eu colocaria o Trulli.

    Merece uma despedida digna, assim como o Rubinho que deixou a F1 sem despedida, deixar o Trulli correr na Itália seria uma boa e merecida homenagem, sem falar que ele não é nó cego, acabaria beliscando uns pontinhos… Rubinho não dá correrá em Fontana só em 15/09… dá pra fazer um bate-e-volta pra Milão…

  9. Murilo disse:

    Eu fico imaginando se o Alonso sofresse algum ferimento nessa cagada do Grosjean.
    Com certeza esse cara não seria apenas suspenso por uma corrida.

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