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9 de junho de 2013 - 1:38F1

Salut, Gilles

SÃO PAULO | A Red Bull precisou de uma chuvinha, quem diria, para voltar a frequentar o primeiro lugar do grid e enxotar dali Rosberg e sua Mercedes. Embora tivesse andado no ritmo da equipe prateada no pouco tempo que teve em pista seca, ainda faltam uns décimos na hora do vamovê. Hamilton, que era o franquíssimo favorito pelo retrospecto que tem em Montreal e pelo carro, ficou 0s083 atrás só.

É uma primeira fila interessante, e ainda melhor para Vettel que a segunda apresente Bottas e Rosberg, dois paredões para a evolução dos principais rivais do alemão. Por partes: a temporada ruim da Williams impede que se olhe com precisão para o desempenho do finlandês, mas ver que é a quinta vez que ele larga à frente de Maldonado, rapidíssimo em volta única, e esta habilidade para guiar em chuva dão claros indícios de que se trata de um piloto bom. A corrida deste domingo pode, sim, definir o que Valtteri será na F1 – como aconteceu com Senna em 1984 com a Toleman em Mônaco ou Vettel em 2008 com a Toro Rosso em Monza. Sobre Rosberg, é até estranho vê-lo numa segunda fila, mas haveria de acontecer. E os concorrentes de Vettel, Alonso e Räikkönen, estão mal no grid, sexto e décimo, respectivamente. Têm carros bons para brigar pela vitória, mas muita gente a passar até chegar em Sebastian.

Será esta a tônica da boa corrida que se desenha no Canadá – e, sim, já estou eliminando Webber deste cenário, já que o australiano fará questão de perder uma posição na largada, como sempre tem acontecido. “Mas você crê que Bottas vai segurar a rapa, ainda mais considerando que não deve chover?” Não, claro que não, mas o jovem vai querer aparecer e fazer justamente a corrida da vida. A habilidade será testada aí, em como segurar o ímpeto da cambada. Rosberg e Hamilton aguentam o tranco até a primeira parada. Alonso e Räikkönen, por sua vez, torcem para que a corrida lote de safety-cars.

Quanto a Massa, já pode pedir uma música no Fantástico pelo terceiro acidente seguido. A vida de Felipe é uma montanha-russa: uma hora está lá no topo, andando bem, e de repente a sequência de acidentes vêm aí para abalar o psicológico. O brasileiro, 16º no grid, fatalmente vai vir para o ataque, mas muito preocupado em não ocasionar mais uma avaria. Justamente num circuito afeito às batidas, não só com seus muros próximos, mas com uma largada em um trecho estreito em que o pessoal do meio do pelotão se mistura nas duas primeiras curvas. E essa derrocada de Massa vem na pior hora possível quando se vê que Kanaan e Castroneves estão se dando bem demais na Indy, olhando pelo lado do torcedor brasileiro.

A primeira vitória de Vettel e da Red Bull no Canadá está bem próxima, dados os ingredientes. Mas se Mônaco é a corrida mais previsível do mundo quando o grid é formado, a de Montreal está no outro extremo. Quando se vê os resultados das provas anteriores, o pódio de Pérez com a Sauber no ano passado, a vitória de Button em 2011 e tantos outros fatos, só se pode falar que tudo pode acontecer. #clichê

Pena que o povo só vai ver a primeira parte da corrida…

4 comentários

  1. Evaldo disse:

    É na chuva que se ve quem é quem na F1

    • Fernando Cruz disse:

      Esta performance de Bottas faz lembrar um pouco a performance de Senna em Spa com a Lotus. Nessa altura Senna ainda nao tinha muitos GP em cima e era mesmo a sua estreia com um F1 de verdade. Fazer o que ele fez entrando a meio do ano quando os outros ja tinham 11 GP em cima e talvez ainda mais dificil do que fazer o que Bottas fez agora apenas no seu setimo GP. Em materia de talento puro ao volante, pelo menos em pista molhada, e dificil escolher entre Senna e Bottas. Senna foi aquele que passou tudo e todos na Malasia enquanto a pista esteve molhada. Acho que a diferença maior esta na parte mental, parece-me que Bottas lida melhor com a pressao. Tem tambem a vantagem de ser bem mais novo e ter condiçoes que Senna nunca teve na F1. Ter mais GP em cima nem sempre e uma vantagem, sobretudo no caso de alguem que começou a correr tao tarde e, pior do que isso, teve tantas interrupçoes na carreira depois de falhar a entrada na F1 em 2009, no melhor da sua forma.

      Dito isto, acho que Bottas ja justificou a sua entrada como titular. Acho que a dupla ideal para a Williams este ano, pelo que se viu ate agora, seria a dupla Senna/Bottas. Com este carro mais fraco Maldonado nao tem feito nada e ate nas qualificaçoes ja perde 5 a 2 para o Bottas. Em corrida continua o mesmo de sempre, Senna seria bem melhor. Mas na altura em que a equipa tinha que decidir isto nao era nada evidente e tambem acredito que se o carro fosse tao bom como o ano passado Maldonado continuaria a voar nas qualificaçoes, ou seja, continuaria a ser indispensavel para a Williams.

  2. Jorge disse:

    Nao tenho nada contra o Massa, ele é um piloto mediano (só) mas suas três batidas servem para o Galvão parar de criticar tanto os outros como fez com o Grosjean e sempre enaltecer os brasileiros. Essa história de ” pedir música no fantástico ” é uma chatice, quero ver o Galvão falar agora sobre isso rsrsr

    • Miguel disse:

      A F1 já não “anda” muito bem de ibope e quem começa assistir fica com a cara no muro, por causa do jogo amistoso da seleção, interrompe a transmissão ao vivo e vai reprisar mais tarde. Poderiam pelo menos abrir um dos canais SporTv ao vivo…completa falta de respeito.

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