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15 de julho de 2013 - 10:59F1

Mundo russo

SÃO PAULO | A garantia de sobrevivência da Sauber não passa pelo mundo árabe, mas pela grana que a Rússia tem. O anúncio feito hoje praticamente transfere a base da equipe na pacata Hinwil para o maior país do mundo em extensão territorial e tira o caráter garagista da equipe agora comandada por Monisha Kaltenborn.

Depois da temporada de maior brilho desde que estreou na F1, a Sauber vinha atrasando os salários de Hülkenberg num ano em que errou a mão do carro e, como consequência, não atraiu um patrocinador capaz de manter as contas no azul. O time acabou, assim, se vendendo a quem podia pagar, uma nação com fundos de investimento e um instituto de aviação, travestidos em apoio e divulgação do GP que há de acontecer em Sochi no ano que vem.

Em contrapartida ao dinheiro e à tecnologia investidos, a Sauber vai ter de abrir uma de suas vagas a Sergei Sirostin, atualmente competindo na World Series. Ao longo do ano, a equipe vai vestir o avental de professora e desenvolver as capacidades do jovem. Se o contrato de Gutiérrez não estiver muito bem amarrado, claro que é un abrazo, cabrón, y hasta. Mas Hülk, que não leva patrocínio algum, não anda lá muito satisfeito com o andor e já andou ciscando ali pela Lotus.

Lotus que já andou dizendo que não tem intenção de trocar sua dupla, e trololó. Lotus que anda fazendo brincadeirinhas, as costumeiras, de bom gosto, para tentar manter Räikkönen. Räikkönen que não há de ficar naquela casa porque quer conquistar títulos e adora beber Red Bull. Lotus que vai querer um piloto extremamente bom, e não Grosjean, para ser seu líder.

O mundo russo, inesperadamente, pode ter esclarecido mais coisas sobre 2014.

11 comentários

  1. Pedro Jungbluth disse:

    Minha opinião deve ser meio cruel, mas é sincera: acho a Sauber dispensável, no momento que não está lá para ganhar. “Ah, o que vale é competir” é uma frase que se aplica a quem faz tudo que pode para ganhar. Um time que pede para seu piloto ir com calma na única chance de vitória que teve em sua história é um time sem paixão e totalmente dispensável.
    Essa grana Russa deveria ir para time melhor, ao meu ver.
    Lógico, muda tanto o caráter do time que nem Sauber mais vai ser, aí é ótimo.
    Fica a vitória que o time teve com a BMW no Canadá, e só.

  2. Tiago Oliveira disse:

    O Bandeira Verde fez um post muito bom sobre ambos, o fundo de investimento e o piloto. Mudou meu ponto de vista sobre o assunto;

    http://bandeiraverde.com.br/2013/07/15/o-grande-jogo/

  3. Mauricio disse:

    A Sauber vai virar uma equipe russa, com dois pilotos pagantes, o nada brilhante Gutierrez e o desconhecido jovem russo que é apenas oitavo na World Series (cuja qualidade é inferior que a da GP2…).
    Acho que o Kimi continua na Lotus. Tem participação acionária na equipe e ela está evoluindo, fora que fechou recentemente com investidores endinheirados e pode concorrer com força com Red Bull, Mercedes e Ferrari (aliás, vejo essa última em uma crise não declarada e o Felipe Massa é o bode expiatório,,, ela só volta a ser competitiva se fizer uma grande alteração em sua estrutura).

  4. Fabio disse:

    Victor, torço para que o cenário de 2014 seja este que você relatou, pois o Räikkönen, na Red Bull, será mais um a brigar pelo título; o Hülkenberg merece ter um carro do nível da Lotus.
    Vejo outras possibilidades: a Telmex tira o patrocínio da Sauber e foca na McLaren. Assim, o Gutiérrez fica a pé e a Sauber põe o Sirostkin no lugar dele, para correr com o Hülkenberg. O Kimi continua na Lotus e a Red Bull promove um piloto da Toro Rosso. É uma possibilidade, não?

  5. Danilo Fé disse:

    Mas, eu acho que o fator Massa também pode pesar. Não sei, mas, acho que um vínculo com a Lotus seria muito bom para ele e bem razoável para a equipe. Talvez até correndo junto com o Hulk. A impressão que tenho é que está faltando piloto de qualidade no grid, e saindo o Kimi, a Lotus vai ter que se contentar com uma dupla não tão boa quanto o carro.

  6. Gustavo Reis disse:

    a Sauber vinha atrasando os salários de Hülkenberg num ano em que errou a mão do carro e, como consequência, não atraiu um patrocinador capaz de manter as contas no vermelho.

    você quis dizer ‘no azul’, não?

  7. Ags... disse:

    Olá boa tarde..
    Victor, com sua experiência, no meio automobilístico, será que Barrichelo tem alguma chance de voltar a F1..em 2014?
    Ou fica prá sempre nesse istoki bolha no paisinho?
    Abraços..
    Melhor blog do esporte a motor do brasil..paisinho..rss

    • Victor disse:

      VM responde: Nenhuma chance. Abs.

    • Sandro Marques disse:

      Será que não? Se levarmos em consideração que o Räikkönen pode ficar na Lotus e ano que vem todos vão começar o desenvolvimento dos carros praticamente do zero acredito que o Barrichello seria uma boa pedida. Continua em forma e sempre foi reconhecido como excelente acertador de carros. Eu não acharia nada estranho se isso viesse a acontecer.

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