MENU

28 de julho de 2013 - 16:34F1

Magia magiar, 3

SÃO PAULO | 50%. Deu Hamilton e não Vettel, mesmo terminando. E a corrida foi xexelenta. Algumas boas ultrapassagens, protagonizadas pelo próprio Lewis, mas nada muito além. Ninguém morreu de sede, não houve surpresas, nada. E aí somos brindados com a notícia de que renovaram o acordo de Hungaroring até 2021. Bernie, sacana, não vai estar lá para firmar o próximo. É o legado, hão de dizer.

Bom, Hamilton tem um caso sério com Hungaroring – não tão amoroso quanto o que tinha com Nicole Scherzinger, mas mais próximo, já que ela se foi; snif! =(. É a quarta vitória dele, mas diferente das demais: Lewis não tinha o melhor carro. Deu uma baita sorte de, mesmo parando na volta 10 e antes que todos, se livrar de Button com facilidade. Vettel e Grosjean ficaram empacados de tal forma que a diferença de menos de 1s foi parar em 13. Se não tinha o melhor, também não sofreu ameaça de quem podia: as Lotus. Grosjean não passou Jenson incolumemente, teve de antecipar a parada e jogou a corrida no limbo, e Vettel não dispunha de um ritmo tão melhor assim para alcançá-lo. É o Boy Magia da Hungria. Como é na Hungria, é Boy Magiar </galhofa>.

Lewis estava endiabrado. Só os dois passões que deu por fora em Webber na curva 3 valeram a corrida – que foi chata; quase peguei um bilboquê para brincar. E quando se diz que teve ajuda de Button, é evidente que ninguém há de dizer que Jenson relembrou os tempos de McLaren e o protegeu. O tempo que Vettel e Grosjean perderam foi crucial para esta vitória. Foi o ‘milagre’ que o piloto da Mercedes esperava ontem.

Assim, Hamilton chega a marcas legais: depois de 58 anos, um britânico voltou a vencer com um carro da Mercedes – havia sido Stirling Moss. E Hamilton iguala Juan Manuel Fangio como os únicos da história a vencerem uma corrida em todas as suas sete primeiras temporadas. E Hamilton rompe a barreira dos 100 pontos, chega a 124 e tem 48 a menos que Vettel. É a diferença de pontos de duas corridas. Faltam nove para o fim. Continha rápida: Vettel marcou em média 17 pontos por prova. Se houvesse esta pontuação e se Lewis fosse engatando uma sequência de triunfos, descontaria 8 por etapa. Só na Índia que empataria. “Mas aonde você quer chegar?” Simples: Hamilton não vai vencer todas – até porque, de fato, não tem o melhor carro. Mas Vettel é capaz de manter essa média até o fim. O inglês vai feliz para as férias, mas consciente de que título é impossível.

Aí é Räikkönen quem me aparece em segundo. A Lotus é como a Ferrari em classificação, um horror. Mas em corridas se recupera muito bem. Na Alemanha, tinha equipamento igual ao da Red Bull; neste da Hungria, era o melhor carro na pista. Logo no começo da prova, aliás, Grosjean já dizia via rádio que “eu sou muito mais rápido que os caras da frente”. Kimi empacou no começo atrás de Massa. Uma vez livre, escalou rapidamente o pelotão até porque parou uma vez a menos que os demais. Lamentou muito hoje, disse que poderia ter vencido não fosse a má posição no grid. Rápido e sempre, Räikkönen volta à vice-liderança e tem 38 de desvantagem para Vettel – a quem fechou, na boa, no fim da corrida. O alemão ficou de chorume e mimimi, mas depois levou de boa também. Afinal são amigos e provavelmente companheiros em 2014.

Um detalhe final sobre Kimi: toda vez que Hamilton venceu na Hungria, ele foi segundo.

Terceiro, Vettel era outro que poderia ter tentado coisa melhor. Hoje, teve performance ruim – abaixo do que se espera dele. Enquanto todo mundo foi passando aqui e ali, empacou na McLaren-Mula e só passou no desgaste dos pneus médios do adversário. Ficou em segundo a maior parte do tempo, mas como a Lotus deu o bote com sua tática, partiu para o ataque em cima de Räikkonen no fim. Só uma ameaçada, e nada mais. Nada além, também, para se preocupar. Vettel tem o campeonato no bolso.

Webber fez uma corrida boa em quarto. Mas se desligou nos dois momentos em que Hamilton o superou, ingenuamente. Na primeira vez, tinha Alonso na frente o atrapalhando com uma lesma rossa; na segunda, era o retardatário Hülkenberg quem dava trabalho. A real é que Mark é uma peça de figuração que vai colecionando problemas em todos os finais de semana e tenta se divertir se recuperando nas provas. Corre em ritmo de despedida.

Alonso foi quinto, mas deveria ser sexto ou sétimo se Rosberg e Grosjean mantivessem seu ritmos normais. É inacreditável ver um carro que no começo do ano tinha um ritmo de corrida espetacular e agora se arrasta diante das demais. Não é normal vê-lo acabando mais de 30s depois do vencedor sem ter problema algum. Aí mandou seu empresário ir falar com a Red Bull. Sacumé, né, já viu que a Ferrari não vai, como é o modus operandi, que o negócio só devia funcionar bem na época de Schumacher, e que as juras de amor eterno podem ser desfeitas no confessionário assim que o Papa Chico voltar ao Vaticano. A notícia há de dar uma chacolhada no noticiário neste intervalo e vai alimentar os rumores de uma impensável transferência para ocupar o lugar do amigo Webber. “Ah, você tem dois neurônios, é? Acredita nisso?”. Calma, fétido que cheira mal. Que o empresário foi negociar, foi. Que a Red Bull adoraria ter Alonso, provavelmente. Que vai rolar, creio ser difícil. Bem difícil. Neste caso, se tiver o poder de veto no contrato, Vettel seria contra.

Grosjean. Pô, coitado. Paga pelo conjunto da obra. Hoje, realmente, me passou a impressão de perseguição. O toque com Button se explica da seguinte forma: Button contornou o curvão à direita e no tangenciamento espalhou um pouco além da zebra, permitindo que Romain emparelhasse. A imagem aérea mostra que Button recoloca o carro na pista enquanto Grosjean não lhe dá espaço. O fato de não dar espaço não significa que ele tenha movido o carro na direção de Button. Foi um toque de corrida. Mas essa FIA, palhaça, cretina, que acha que lida com jogadores de peteca ou creem que pilotos são cavaleiros sobre seus Baloubet de Rouets da vida, agem como mães que criam filhos à base de leite com pera, sem conhecer os ralados de bunda em carrinhos de rolimã, cortes na mão por causa de pipa ou quedas no skate. Dizer o que, então, da ultrapassagem por fora sobre Massa na curva 4. O camarada nem saiu com as quatro rodas totalmente do traçado. Daí toma drive-through. A FIA reprime os pilotos. Aí depois faz questionamentos ao público querendo saber o tem de fazer para agradar. Apaputaquepariu.

Num lado mais cômico, Grosjean parece Willie, o coiote. Tá sempre perto de se dar bem e conquistar seu objetivo, mas sempre dá errado e vê uma fumacinha saindo na cabeça (de nervoso, no caso).

E Massa foi lá tocar a parte esquerda de sua asa no carro de Rosberg e ferrou sua vida. Bom, aí me perde um tempão em pista porque tem o desempenho afetado, mas depois diz que foi a opção certa porque teria perdido muito tempo na troca. Sei lá, mas entre ser oitavo e nada, tenta arrumar a bagaça do carro para andar direito, pô. Aí toma passão de Räikkönen, anda lá atrás, não faz nada, passa má impressão e tchum. Felipe volta a enfrentar uma má fase e ir para as férias da F1 ameaçado e pressionado. E com essa Ferrari que provavelmente não vai se achar por ter um carro novo no ano que vem a cuidar, a tendência é que Massa ande sempre na mesma toada sem ir a lugar algum.

O campeonato deu uma esfriada nas últimas corridas no sentido de que não apresentou provas exuberantes. Pessoal agora vai curtir uma folguinha para voltar e cair na Bélgica, aquela linda, com sua Spa-Francorchamps. Se o pessoal deve aproveitar o verão, quente ficará o período com o que deve surgir de burburinhos. E não é só de Alonso, não.

13 comentários

  1. eduardo disse:

    O Grojean poderia vencer a corrida sem o fator Button fazendo duas paradas,o Vettel mesmo tendo duas ou tres voltas mais de pneus só conseguiria atacar o Hamultom nas voltas finais sem nenhuma chance de passar,alias o grande problema do Vettel é que a Rad Bull perdeia muinta pressão aerodinamica e ficava com a frente sulta quando se aproximava demais do carro da frente problema que o Hamiltom não teve.O Button resolvel dificultar a vida de pilotos que estavam em estrategias diferentes enquanto o Webber deve ter ficado feliz por se livrar da disputa com o Hamilton rapidamente,o primeiro levou dois toques e teve sorte de não ter um pneu furado ou uma asa quebrada enquanto o segundo fez sua corrida sem sobresaltos concentrado em fazer sua corrida sem sobresaltos,qual dos dois foi mais inteligente?

    em fazer o seu trabalho,qual dos dois foi mais sabio?

  2. O Hamilton finalmente vence, mas o título esse ano fica difícil, pelo menos ele saiu da McLaren na hora certa! O Massa já está acostumado a fazer esse tipo de corrida sofrível na Ferrari, afinal ser chofer da Ferrari não é pra qualquer um! O Alonso está querendo dar uma sacudida na Ferrari com essa história de Red Bull como um último recurso na luta contra o Vettel. O Raikkonem vem se aventurando sem compromisso e já é segundo!O Maldonado tirou sua carroça Williams do Zero Absoluto! Pegaram o Grosjean pra Cristo! E agora, férias!

  3. LH disse:

    “Deu uma baita sorte de, mesmo parando na volta 10 e antes que todos, se livrar de Button com facilidade”

    Faz-me rir….sorte??? Isso se chama competência!!!!

  4. Danilo Junqueira disse:

    OK. Só não concordo que a corrida foi “xexelenta”.
    Pelo contrário…Achei muito boa. Especialmente pela contribuição do Willie, o coiote.

  5. Aloísio disse:

    Tudo bem Victor, em resumo é isso aí sim. Acontece que voce não menciona o que está por trás disso tudo, a grana pesada da Mercedes que joga pesado em tudo o que faz. Ela entra para derrubar e mudar tudo. O Schumacker e o Vettel são crias dela. Quem seriam eles sem a Mercedes ? Nada disso. A Red Bull é uma escuderia mantida com grana dela meu. Eu não sou profeta mas sou capaz de advinhar que esse campeonato é Hamilton. A Mercedes vai derrubar o Vettel no final fazendo tudo parecer que é uma competição. Aguarde. O Sena foi vítima desse poder. Ele era o único empecilho do Schumi. Deu no que deu.

    • Victor disse:

      VM responde: Caramba, ainda bem que você mencionou todo este complô. Ficaremos de olhos atentos!

    • Rs…
      Nossa essa foi realmente uma teoria conspiratória forte. Mas eu que sou fã do Schumacher e também do Lewis torço pra que seja verdade… realisticamente falando seria no mínimo INCRÍVEL Hamilton vencer o título esse ano.
      Só não entendi umas coisas, a Mercedes e seu dinheiro ajudaram a Ferrari com Schumacher a ganhar títulos e tb a RedBull com Vettel a troco de que???

    • Bob disse:

      Nossa !!! Que viagem !!!

      • luiz alberto disse:

        O triste é quando uma pessoa tem antipatia por determinada marca ou piloto e fica delirando desta forma,esquecendo que MERCEDES BENS não precisa mostrar nada a ninguém em competições,seus produtos,recheados do que ha de mais moderno em tecnologia automotiva , sua qualidade de acabamento e satisfação de seus privilegiados clientes falam por si, ela não é um simples e aventureiro fabricante de energéticos que contratou a peso de ouro o mais competente projetista de F1 da atualidade(coisa feita com muita competência,coisa que a Ferrari não teve por estar acéfala) e tem construído os mais vitoriosos carros e ainda tem um piloto entre os melhores já surgidos na F1,é muito desconhecimento de automobilismo ou infantilidade mesmo,achar que um fabricante do porte de uma Mercedes não iria encontrar o caminho da vitória depois de um determinado tempo,desde os tempo dos carros chamados Gran Prix a Mercedes sempre fez carros vencedores,antes de escrever besteiras,deveria se informar mais sobre a história do automobilismo desde seu principio e saber quem é quem neste mundo .

  6. Cyro Ferraz De Cicco disse:

    “E não é só de Alonso, não” Hummm, tá sabendo de alguma coisa quente!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>