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16 de janeiro de 2014 - 15:24F1

A nova equipe americana

SÃO PAULO | A sempre bem informada Auto Motor und Sport revelou hoje que há uma pré-lista de três equipes interessadas em entrar na F1 em 2015, no processo rápido e rasteiro que a FIA abriu e que se encerra neste mês: Haas Racing, Stefan GP e um time de nome não revelado comandado por Colin Kolles.

Kolles é o nome mais habituado à F1. Foi chefe de equipe do grupo que começou como Midland, foi rebatizado de Spyker e hoje é a Force India entre 2005 e 2009. Depois de um período sabático, tentou salvar a HRT da bancarrota em 2011. Por trás do projeto tem empresas estatais da Romênia, seu berço, e a montadora Dacia pode abraçá-lo também. Tem lá quem lhe torça o nariz — Bruno Senna, por exemplo. Se está habituado a lidar com times pequenos, também sabe ver algum fim neles. Um zica do pântano, em suma.

A Stefan volta à cena depois de algum tempo — e neste ínterim, tantas foram as vezes que tentamos contatar Zoran Stefanovic. Foi o mais ousado dos inscritos da última safra, comprando chassi da Toyota e anunciando acordo com Villeneuve. No fim, a FIA deu-lhe as costas achando que se tratava de um aventureiro sérvio.

Mas eis que surge um nome conhecido do automobilismo americano. Haas, que não tem relação com Carl Haas, aquele dos tempos de Indy, apresenta uma forte base na Nascar aliado a Tony Stewart na Carolina do Norte, com um túnel de vento avançado, patrocinadores fortes e uma pilota que chama a atenção.

Então é assim: se forem estas as opções e tiverem de escolher apenas uma, não há a menor dúvida de que a F1 se abre para uma equipe americana e um nome com a potência de Haas, até para tirar o fel deixado pela USF1. O pacote pode levar Danica Patrick à F1 e enfim fincar a tal corrida em New Jersey, algo atraente demais num momento em que a categoria passa por uma crise econômica e pede um corte de gastos violento.

Interessante.

21 comentários

  1. Valdemar Domingos ( Valsenninha) disse:

    Querido Victor Martins:

    Será interessante para a F1 ter uma equipe dos EUA. Mas espero que o time ianque – se aceito pela FIA – não traga a Danica Patrick, pois ela seria uma espécie de “Bruno Senna de saias”. O Bruno Senna é mais famoso por ser o sobrinho do Ayrton do que pelo desempenho nas pistas e a Danica Patrick, por ser uma formosa mulher do que pela performance como piloto. Parabéns pelo blog!

  2. Antonio J. P. Pinheiro disse:

    Agora essa, mais uma empreitada de caipiras norte americanos se engraçando com a F. 1.
    FIA, tio Barnie e seus ‘comparsas não aprendem: lá vão eles de novo dar ouvidos a grupeto de yankes que, de repente, acham que podem entrar na F. 1 e, sem mais nem menos, fazer mais que ser mais uma decepção.
    A F. 1 até parece mulher de malando: apanha das esquisitires que de tempos em tempos surgem nos EUA e, no fim, nem morrem na praia pois não chegam a tanto.
    Não é só uma questão técnica, construir chassi próprio, achar um fornecedor de motores, etc, etc. Tem o fator “$”, ou alguém ainda acredita que tem dinheiro sobrando no cenário esportino na terra de tio sam!?
    Verdade que é urgente engordar o grid da F. 1, mas melhor evitar Hispania e suas congênres.

  3. Anchor disse:

    Acredito que nenhuma equipe americana tenha estrutura para fazer o próprio carro, no máximo contratar alguma empresa para tal como a Dallara, Reynard, etc. Por uma questão de logistíca teria que ter sede na europa, o que diminuaria o interesse, patrocinadores, que já não é muito grande dos americanos. Americano quer ver, tocar nos carros, quer apertar a mão, pedir autografo aos pilotos. O fan service da F1 é bem diferente disso.

  4. Ricardo disse:

    Danica na F1? Não, pois a NASCAR aposta muito em tê-la associada a sua categoria máxima. No way thanks… Gene Haas colocando seu nome na F1? Difícil hein, mais ainda num momento em que acabam de colocar mais um carro na operação deles na NASCAR.

    Se fosse um grupo de empresas e Gene Haas fosse parte desse grupo que quer estar na F1 tinha mais chance de acreditar…

    Então acho que não teremos novas equipes na F1 a partir de 2015.

    • Diego disse:

      Acho que uma equipe consolidada, ainda mais americana não entraria na F1 se não soubesse com o que está lidando. Se eles estão pleiteando uma vaga na F1 com certeza já tem empresas ou fundos de investimento envolvidos, ainda mais sabendo o quanto os donos de equipe americanos sentem receio da F1 e também a forma como a FIA instaurou esse processo seletivo relâmpago, já que desde 2010 não se cogitava a entrada de equipes novas e as equipes estabelecidas também não se mostravam favoráveis à chegada de mais gente (embora sempre tenham se mostrado favoráveis à chegada de um time americano). E digo mais: eu até desconfio que o processo seletivo de 2009 tenha sido uma desculpa pra admitirem a USF1 e escolheram aleatoriamente mais duas equipes (Campos [HRT] e Manor [ex-Virgin e hoje Marussia]) para disfarçar e para que estas fossem companheiras no fundo do grid e por fim escolheram a Lotus (Caterham) quando a BMW debandou e a Sauber ficou à deriva (e mesmo tendo que recomeçar quase do zero e em 2010 ter tido quase o mesmo orçamento das nanicas ainda foi bem melhor que estas, pois marcou alguns pontos). Mas dessa vez esse processo seletivo não parece ser um tiro no escuro como o de 2009, as exigências dessa vez são mais rígidas e tem pouco tempo hábil para se enquadrar nos requisitos. Se os inscritos são esses 3, é a Haas ou então não é ninguém.

  5. Marcus-Franca disse:

    A duvida é a seguinte: a Dacia é da Renault, e a Renault entraria na categoria somente com o nome Dacia-Kolles, ou qualquer coisa parecida?
    Sei não, acho que ele ta é usando o nome indevidamente atras de patrocionio, isso sim, dada a pessoa que é…

    • Diego disse:

      Também acho. A Renault dificilmente apoiaria mais uma equipe através de uma outra marca do grupo Renaut-Nissan, já que na RBR já há o apoio da Infinity (a ideia era a Infinity dar nome ao motor mas a Renault não deixou pra não perder visibilidade). E mesmo a Dacia tendo sua importância no grupo, não vejo sentido nela querer se associar à F1 (mesmo sendo da Romênia, terra da suposta equipe), pois mesmo que a Renault-Nissan quisesse associar mais uma marca ao esporte faria bem mais sentido que fosse a Nissan (por ter o nome mais forte e pra fazer uma concorrência japonesa à Honda) ou então a Lada (já que a Rússia anda tão em evidência na F1, e nesse caso a equipe contemplada seria a STR, que é quem tem um piloto russo, e poderia ser a Marussia ou a Sauber se elas não fossem Ferrari). Além do mais, a Renault já tem 4 equipes e o novo regulamento proíbe um mesmo fornecedor em mais de 4 equipes, embora a Renault já tenha infringido antes ao fornecer pra 4 equipes no tempo em que o limite era de 3 (só a Cosworth que poderia fornecer pra 4 equipes em 2010, mas em 2011 ficou com 3 porque perdeu a Lotus (Caterham) pra Renault e não perdeu a Williams porque a Renault já tinha chegado ao limite, mas deram um jeitinho pra 2012).

  6. A equipe é americana, mas como eu adoraria ver o Will Power andando de F1

  7. Cristiano disse:

    Equipes Interessadas em entrar sempre há, então não sei porque não voltam aos 26 carros de uma vez, ou até mais. Ah, sim, pra não ter mais um para dividir o dinheiro. Pela ideia fixa nos EUA, não temos dúvida do resultado desse processo.

  8. Diego disse:

    Sem dúvida a Haas é quem possui mais chances de ser escolhida entre essas, mesmo porque muita gente, inclusive eu já vinha imaginando que essa atitude da FIA lançar um edital repentinamente (pegou todo mundo de surpresa) e de tiro curto (o prazo dado é curtíssimo se levado em conta todas as garantias que os interessados precisam apresentar) seja pra selecionar alguma equipe que já tenha apalavrado na surdina ou então foi uma manobra pra atrair somente quem já está atento e com um projeto avançado. A Haas representaria algo que falta à F1 e ela sabe disso, que é o espírito americano, uma equipe no melhor estilo estadunidense, e tem respaldo até mesmo da Ferrari (que não é muito fã de times nanicos, embora tenha aceitado recentemente adotar a Marussia). Quanto aos pilotos, acho que a Danica não é uma alternativa viável, pois ela não guia bem em circuitos mistos e a idade dela não contribui, pois ela estrearia já sendo uma das pessoas mais velhas do grid, se é pra colocar um americano é melhor o Alexander Rossi, que já correu GP2. Se for pra ser alguém da Indy, os americanos mais aptos são o Marco Andretti, Hunter-Reay (são não sei se ele rende bem em mistos) e o jovem Newgarden (os outros americanos da categoria só andam bem em ovais) e os estrangeiros da Indy que teriam grandes chances de ir bem são os jovens Pagenaud e Hinchcliffe, a piloto Simona de Silvestro (não tem o mesmo marketing da Danica, mas é simpática, jovem e tem mais talento), além do Will Power e do Mike Conway (um se dá melhor em circuitos mistos e o outro sequer corre em oval). Se a palavra de ordem for experiência tem o Justin Wilson (que já pilotou a Minardi), o Bourdais, o Sato e a velha guarda da Indy (Hélio Castroneves, Scott Dixon, Tony Kanaan, Tagliani, Servià) que tem a longa quilometragem a favor mas a idade avançada dificultaria a adaptação, se bem que os F1 são “na mão” que os Indy.

  9. Maxwell disse:

    Sou mais a Simona de Silvestro. Essa Danica é só Marketing!

    • Mauricio MCJ disse:

      Sei, a Danica venceu corrida fazendo propaganda pra TV…

      • Diego disse:

        Venceu uma única corrida na Indy e foi em circuito oval, sem falar que ela corria pela Andretti, que é uma das equipes gigantes da Indy (é a equipe que alinha mais carros, em uma categoria onde muitas equipes alinham apenas um carro e algumas competem esporadicamente, a Andretti alinha regularmente 4 carros [com exceção de 2012], mesma quantidade que a outra gigante Chip Ganassi, porém é esse é o número limite do time vermelho enquanto que a Andretti às vezes alinha um quinto carro e já chegou a increver seis carros para as 500 milhas) cujos carros vencem regularmente e já foi campeã com pilotos como Dan Weldon, Tony Kanaan, Dario Franchitti e Ryan Hunter-Reay, sendo que ambos foram companheiros de equipe dela em algum momento. Então vencer uma corrida em 7 temporadas por um time de ponta não me parece ser um bom número.

  10. Daniel Ramos disse:

    Das três anunciadas, sem dúvida a Hass é a única que poderia ter um futuro promissor na F1, o cara têm uma baita estrutura nos EUA, têm dinheiro, têm vontade e principalmente têm gente que lhe apoie, sem dúvida muitas empresas estadunidenses iriam entrar com ele.Agora a Danica Patrick na F1? Seria muito interessante para a F1,por poder ter uma mulher experiente e já habituada ao automobilismo, mas como já foi comentado ela saiu da Indy por conta dos circuitos mistos, então a grande questão é: Ela aceitaria? Eu não sei, a não ser que o $$$ oferecido fosse muito bom. Acredito que se ela não for opção, a equipe pode pegar alguém da Indy.

  11. sydnei alves disse:

    A Marússia agradece por alguém se candidatar ao fim do grid. Espero que o Nash não seja segundo piloto da Danica.

  12. Ronaldo disse:

    Danica, sempre a mais superestimada dos pilotos quando se fala em algo em terras americanas, piloto fraca, vive de mídia pq na pista nunca mostrou muita coisa, de mediana pra baixo. Tomara que a Haas entre na F1 mas deixe a Danica ralando os muros na Nascar por favor.

    Ah, e ela saiu da Indy pq falou que não gosta de misto e a Indy estava voltando a ter vários mistos na época, então será que ela iria para a F1 já que misto não é a praia dela?

  13. AGS disse:

    ….VM…..Foi o tempo de aparecer novas equipes, com o valor de cada temporada, é mais fácil ficar de hotel a hotel, circuito a circuito, do que bancar uma temporada..
    Diga-mos OXALA que venha mais uma equipe, pilotos é o que não falta..rsss
    Tem até reserva de reserva querendo sentar..rrr

  14. Pedro disse:

    Equipe nova é sempre bom!

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