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3 de março de 2014 - 11:32F1

O que será de 2014

SÃO PAULO | As três semanas de testes em Jerez e Sakhir ensinaram claramente que aquela F1 perfeitinha não existe mais e é deveras complicada. Em pleno 2014, com todas as evoluções à disposição e respostas praticamente em tempo real, as 11 equipes vão empacotar seus pertences rumo à Austrália com carros em versão beta, experimentais, sem a certeza fidedigna de que vão passar incólumes os três dias daquele final de semana.

A tabela que aponta a quantidade de km rodados é diretamente proporcional ao desempenho em pista, considerando o combinado dos tempos e as voltas rápidas. Mercedes (974 voltas, 4.967 km) e Williams (936, 4.893) são as favoritas à vitória – e ninguém em sã consciência poderia imaginar o salto dado pelo time de Frank. Claramente, o sucesso da Williams está na mudança para os motores da estrela de três pontas, muito mais confiáveis e rápidos que a rapa. Mas a reinvenção promovida pela filha Claire surtiu efeito: com quase uma nova equipe nos bastidores e um piloto saído da Ferrari também buscando um renascimento na categoria, as coisas casaram. O fluxo de dinheiro e patrocinadores foi o maior visto na F1. Foi de Massa o melhor tempo no Bahrein, e é claro que ver o nome no primeiro lugar massageia o ego de quem vinha se acostumando a andar por andar.

A McLaren (812 voltas, 4.153 km) deixou um pouco a desejar nesta última semana, apresentando sucessivos problemas. Se antes havia um otimismo crescente de que a temporada passada foi uma exceção, alguns já começaram a coçar a cabeça. O falante novato Magnussen foi preciso ao avaliar que o MP4-29 parece um carro de F1, diferente do modelo do ano passado, mas que ainda não está tinindo para lutar com o pelotão da frente. E tem a Force India (761, 3.974), que se achou em termos de confiabilidade e só precisa mostrar que tem um carro multicolorido que é rápido em ritmo de classificação ou pouca gasolina. A expectativa é grande pelos lados do time indiano, sobretudo com Hülkenberg – o ex-zica do pântano que tirou a sorte grande ao não assinar com a Lotus

O domínio dos aliados da Mercedes só pode ser eventualmente quebrado pela Ferrari (875 voltas, 4.488 km). Assumidamente, o time italiano já se vê atrás das concorrentes acima, mas traz várias pontas de dúvida sobre o que pode fazer neste início de campeonato. Há quem diga que a F14T é bem nascida e não mostrou seu potencial nos treinos, escondendo seus segredos; por outro lado, guardar algumas peças para que as demais não se atentem e se apressem para copiar acaba sendo um tiro no pé na medida em que tudo ainda é muito novo e precisa ser exaustivamente checado para ter seu desempenho avaliado – além de que não é tão simples assim para as demais verem e começarem a elaborar um clone mirabolante da ideia alheia sem que modifiquem consideravelmente seus próprios projetos.

A Sauber (776 voltas, 4.039 km) só começou a engatar a sétima no dia final de testes, quando Sutil andou à beça. No mais, tende a repetir o fiasco do início do ano passado, em que teve de usar a primeira parte do ano para acertar o carro. O C33 é fraquinho, por ora. E tem essa Marussia (317, 1.686), que andou muito pouco – só mais que a Lotus –, mas que não fez o pior dos carros, não. A meta de andar o Q2 em Melbourne é absolutamente plausível.

A Caterham (626 voltas, 3.313 km) foi a equipe que mais quilometragem deu ao parco motor Renault. Mas isso não quer dizer que o CT05 tenha sido bem concebido. Além de faltar velocidade, o desempenho em termos de tempos deixou muito a desejar. No Bahrein, foi em média 5 segundos mais lento que os melhores tempos. Kobayashi pediu o carro da GP2, em todo caso. O pobre Ericsson vai estrear na F1 com um quê de sofrimento. Quanto à Toro Rosso (465, 2.463), é por enquanto a equipe mais insossa do grid: tá lá, né, fazer o quê, sem aparecer muito, sem brilhar, porém com tempos razoáveis para quem resolveu ser Renault na vida.

Por fim, quem diria que Red Bull (320 voltas, 1.711 km) e Lotus (238, 1.288), que encerraram 2013 com os melhores carros do grid, estivessem mastigando o maná que o coisa-ruim amassou. Não houve um só dia que ambas não sofreram. A Red Bull, quando conseguiu, andou no ritmo da equipe irmã; a Lotus se arrastou e periga nem conseguir colocar Grosjean e Maldonado dentro dos 107% que os liberam para correr. Os rivais são relutantes em descartar os taurinos da luta pelo título – afinal, um time que vem de um tetra consecutivo não perdeu a mão do negócio e está de pires estendido por causa do propulsor que mal a empurra. Só que, se alcançar as rivais, tende o fazer em um ponto em que as coisas já estejam bem encaminhadas na temporada. Vettel vai sofrer um bocado, para deleite de seus detratores.

Diante deste cenário, a questão que fica é a seguinte: a velocidade pura de Hamilton ou a inteligência de Rosberg em poupar equipamento? A resposta aponta boa parte do que pode ser o resultado deste campeonato.

40 comentários

  1. IZAEL disse:

    SOU SEM% HAMILTON ESSE E O CARA

  2. Zica Man disse:

    A competitividade e imprevisibilidade do campeonato realmente empolga, mas pouco se fala da segurança. Temo por problemas mais sérios este ano.

  3. Rafa N disse:

    Todo ano a galera bota fé no Felipe Massa e na Williams, todo ano…

    e o que sempre acontece com os dois? Nada rs

    Espero estar enganado

  4. roxxon valdez disse:

    vamos ver se todas essa previsões estão certas ou a maioria dá errado. como sempre!!!!!

  5. Eduardo disse:

    Os pneus desse ano desgastam menos do que os do ano passado e a perda sensível de pressão aerodinâmica e a maior dificuldade para mater o carro na linha com o grande torque dos novos motores turbo irá privilegiar os pilotos com maior talento natural em detrimento dos racionais.
    Bottas disse não ter precisado poupar combustível nas suas simulações enquanto houve gente com Renault reclamando que temiam precisar tirar o pé pra chegar o final.
    A Williams vêm como a equipe com maior confiabilidade para a primeira prova.
    Além disso, ao final dos testes, Bottas disse que a equipe havia melhorado constantemente o acerto durante todo o dia e reclamou por não ter conseguido realizar o seu teste de classificação com os super soft devido a quebra do motor de alta quilometragem. Por todos esses fatores acredito que a Williams poderia ter virado ainda mais rápido.
    Por fim, houve equipes declarando estarem preocupadas por alguns times estarem assustadoramente rápidos.
    Se vai levar o caneco eu não sei, mas se não houver uma reviravolta a equipe azul luta por vitórias esse ano.

  6. Alberto disse:

    O que será de 2014?
    Nada pode ser dito até agora…. ou quase nada porque podemos dizer que:
    - o Renault é, de longe, o pior dos 3 motores, Mercedes bem na frente e Ferrari próxima
    - a RedBull que tem motor Renault começou muito mal a temporada. O carro não anda e parece não só ser o motor Renault, parece ter algo grave. Nem devem ter começado o desenvolvimento aerodinâmico e do chassis pois tem antes que achar 2 sec para depois pensar em acerto de carro.
    - Apesar da velocidade nem Williams nem Mercedes são favoritas. O favorito será quem não quebrar e ponto! O carro não quebre e os sistemas de recuperação de energia do motor funcionem é o favorito, independente da velocidade na pista.
    - a Lotus….. bem não se pode dizer nada mesmo.
    - a McLarem esta confiante….em 2015
    - Toro Rosso parece estar melhor que a RedBull e isso pode ser muito útil no próprio desenvolvimento da RedBull, em um ano de novidades onde as informações de testes valem ouro qualquer evolução da Toro Rosso deverá ser logo assimilada pela RedBull
    - A Sauber estará na mesma situação que terminou 2013
    - A Force India parece hoje ser o terceiro time; andou bem, quebrou pouco e parece estar trabalhando muito bem o desgaste de pneus. Não é tão rápida quanto Williams e Mercedes, mas em corrida tem grande chances e tem motores Mercedes!
    - ao menos por agora a Marussia deixará de se uma nanica
    - Pilotos: é difícil dizer algo sobre pilotos em uma pré-temporada que andar já foi um mérito. Mas o Kvyat andou sempre mais rápido que o Verge(apesar de no último treino tomar 0.4sec). O Ericsson andou bem. Quanto ao Nasr é difícil de dizer pois por ser piloto de testes não se sabe a condição que foi colocado na pista, andou de forma consistente e não errou(isso já é muito bom!); mas se foi rápido, só lá dentro da Williams olhando a telemetria é possível dizer. Alonso parece que não terá problemas com o companheiro este ano novamente. Rosberg e Hamilton estão novamente no mesmo ritmo, vai sair faísca. Massa tem a oportunidade da vida de mostrar o que é. O Frijns (que é um excelente piloto) vai nos mostrar novamente o que acontece quando um talento entra pela porta errada na F-1. Se o Hulk andar o que andou ano passado poderá surpreender com a Force India. Vettel terá a oportunidade de mostrar se sabe fazer mágica e tirar coelho da cartola.

  7. AGS disse:

    VM……..Bons dias…Ainda que estamos há poucos dias do inicio da temporada de2014, sinto informar aos sofridos torcedores do linguinha plesa, que esse ano o massarico não vai fazer P nenhuma..
    Não vai ser fácil para a SF, segurar a RD, mesmo porque, nos laboratórios da RD, eles sempre tiram pequenas pecinhas que vai empurrar a baratinha..
    Hamilton, tem um big problema, é o seu parceiro de equipe..
    O germânico, quer por que quer ser o numero uno do team..
    Pega de frente o inglês, que passou 2013, só fazendo acertos para colher em 2014..
    Nada vai mudar se apenas Fernando El papito…vier babando para fazer uma Ferrari manca, rodar na frente de alguns..
    Resumindo….É da Mercedes oficial esse ano..Podem chorar piriguetes amassdas..kkkkkkkk
    Valeu VM,…Blogueiro que fala por entende…não é como alguns psdeu jornalistas que falam fafas…

  8. Regi´s Campos disse:

    Minha aposta é o de que todos os competidores estão é escondendo o jogo, incluso a Red Bull e a família Renault. Verdades só poderão ser vislumbradas nos treinos livres da Austrália, quando não haverá mais tempo para manobras. Agora se Vettel conseguir andar na rabeira dos supercarros alemães com o até agora velotrol rubrotaurino, vai ter muita viúva do Alonso em pé de guerra com as ibagens.

    • luiz alberto disse:

      Também acredito que possivelmente a Renault que nos anos 80 fazia um motor de treino, turbo com 1500 c.c. e 1200 hp tenha esquecido como se faz um motor potente e durável,o comando de válvula com molas pneumáticas também foi criação da Renault,o que possibilitou essas vertiginosas rpm sem problema da flutuação de válvulas ou quebra por fadiga.Então o melhor mesmo é esperar o inicio do campeonato para saber onde esta a verdade e quem tem um inicio de campeonato melhor,eu espero que a equipe do Sr. Frank Williams tenha muito sucesso nesta temporada,mesmo não gostando do pilotinho de Botucatu que acho sem personalidade vencedora(embora seja um bom piloto,como Damon Hill era,quem sabe?????)

    • Carinhoso disse:

      Acho que você é uma viúva do Vettel, acertei? Digo viúva porque seu sex symbol e sua lata velha estão irremediavalmente mortos em 2014 e, quicá, por mais alguns anos.

  9. Celso disse:

    Penso que Massa e Hamilton podem até ganhar algumas corridas, mas são ‘pés pesados’ demais e têm um estilo muito bruto para esses carros atuais.
    Acredito que esse novo regulamento vai premiar pilotos mais cerebrais, de tocada suave e estrategistas, que havia bastante nos anos 80.
    Aposto que a taça deve ficar entre: Alonso, Raikonen, Rosberg ou Button.

    • Eduardo disse:

      Celso, eu tenho uma outra visão.
      A perda de aerodinâmica e a maior duração dos pneus junto ao elevado torque dos motores turbo (que dificultam o controle do carro) irão privilegiar os pilotos mais talentosos. Além disso, Bottas disse não ter precisado poupar combustível na sua simulação de corrida; ao contrário da turma de Renault, onde uma equipe manifestou preocupação com o consumo.
      Me parece que nessa nova F1 o talento terá mais destaque.

  10. paulo oliveira disse:

    eu assistoe gravo corridas ja ha algum tempo,e quando foi confirmado a ida de massa para a Williams,o Galvao Bueno falava que foi uma boa escolha,ja que na se da empresa ja se trabalhava mto no novo projeto,e que o motor mercedes se mostrava o mais desenvolvido,no começo pensei(pelo que a williams vinha mostrando),vai ser igual o barrichello,mais acho que o galvao acertou,tomara,qm sabe o hino nacional volte a tocar na f1,mais tem o antigo desafeto,Hamilton .. dureza ja que o hamilton é mais piloto que o massa,e tem o carro mto bom,nao sei melhor ou parecido em termos mais…..vou torcer,,,ainda bem que nao tem um tal de alonso por la,,,palpite de qm adora f1 podio da australia ,,, hamilton,massa, button,nao vou votar no rosberg pra nao monopolizar,apesar das chances….. coitado do maldonado deve ta se rasgando kkkkkk,agora q saiu o carro ficou bom e a lotus?

  11. Ordinei disse:

    Quero ver se o Vettel for campeão por causa da pontuaçao dobrada em Abu Dhabi, que cara ficaram os que inventaram essa regra pra dificultar a vida dele…

  12. Victor disse:

    Vale notar que, de acordo com Mark Gillan, ex-diretor de equipes como Williams, Jaguar e Toyota, nenhuma dessas equipes atingiu a quilometragem necessária para que as peças fossem testadas a fim de durarem as corridas todas que elas terão que aguentar antes que as equipes possam trocar sem punições.

  13. Rodrigo Brayner disse:

    Meu caro Victor, esse campeonato que vc tanto estava pedindo para começar nos fins do ano passado me lembra e muito os que aconteceram nos anos 80, quando os motores começaram a serem turbos, começaram as parcerias, pois desde os fins dos 70, Renault, Ferrari e Alfa-Romeo já vinham mostrando sua força, depois Vieram as parcerias entre BMW-Brabham, Williams-Honda, Mclaren-TAG Porsche entre outras… o que me chama atenção neste ano de transição de regulamento são alguns aspectos, o primeiro é que sem testes avulsos não há possibilidade de evoluções em curto prazo (ou seja vai melhorar sem testes quem tiver mais grana – ai a Red Bull); segundo é que que quem acertou agora pode errar na frente (questões relacionadas a confiabilidade dos conjuntos); Terceira é que a Red Bull errou a mão desse carro, li em vários lugares e aqui tb que ele fez um trabalho onde ficou tudo muito apertado, com aquele jeito de tentar fazer um carro de perfil mais aerodinâmico possível dentro das limitações a ele impostas, ai surgem problemas com as baterias, o que vai ser comum este ano… Acredito sim que a Red Bull durante o ano vai quebrar muito, vai talvez TALVEZ andar no início do ano atrás, possa até ganhar uma corrida, me lembra a Brabham de 82 andando na frente em uma porrada de corridas mas Nelson quebrou em várias delas por causa de confiabilidade para em 83 ganhar o campeonato… acho sim que isso pode acontecer conm eles… Com relação a Lotus, eles se proclamaram quem melhor estavam em termos de preparação, sem testes avulsos estão com problemas de conjunto… o carro ao que eu pesquisei é um dos mais ousados em termos de aerodinâmica de todos e um dos mais eficientes, mas…. o Início vai ser Mercedes dominando a parada, vamos ver Massa ganhando sim, ele vai ganhar corridas esse ano (e vamos nos emocionar sim com ele pq ele tá lutando e é bacana o esforço de um cara que ama correr) e vou palpitar uma coisa: Raikkonen ganha este campeonato, é puro faro e um pouco de estudo, mas acho que essa potência toda e esse torque de motores tem tudo a ver com ele, com o estilo dele de tocar um F1 Moderno… mas …deixa rolar e Victor, te falar, que campeonato interessante esse que vem, e pensar que ano que vem temos Honda de volta e para mim alguma outra montadora vai voltar tb como fornecedora, aposto em Ford (Com seus programas de Turbo bem avançadinhos) e a Toyota pq essa gosta de competir com a Honda, e japoneses adoram competir uns contra os outros… vida a MotoGP…

  14. Sergio Teixeira disse:

    Quem sabe não teremos uma reedição do confronto Massa X Hamilton ?

  15. Fernando Passos disse:

    Acho que o que vai determinar qual será o campeão de 2014 é o piloto que melhor utilizar seu motor Mercedes, utilizando combustível com inteligência e acertando na escolha da relação de marchas em seu câmbio.

  16. sydnei disse:

    Somente 100 quilos de combustível. É aí que o bicho vai pegar. Quem vai conseguir acelerar a bagaça e chegar ao fim dos GP’s com combustível suficiente para a FIA retirar amostra para análise? Se o motor Mercedes for econômico dá Hamilton, se beber um pouco mais Rosberg e Massa ficarão bem na foto, mano a mano. Mas duvido que a RedBull demore mais do que 3 corridas para acertar o brinquedinho do Fettel. Ele certamente vai chegar forte no fim do campeonato.

  17. Antonio G. Falleiros disse:

    Vou deixar o meu humilde palpite, as equipes que vão mais se destacar nesse campeonato são a Mercedes e a Williams, essa virou uma Phenix resurgindo das cinzas…

    • Eduardo disse:

      Esse é o ano do time azul, com grandes contratações tem tudo para ressurgir. Até o Pizzonia se mostrou surpreso, pois tio Frank sempre foi mão fechada e nunca gostou de gastar dinheiro contratando equipe técnica. Segundo o PIzzonia a decadencia da Williams começou em meio a parceria com a BMW, quando muitos técnicos importantes saíram da equipe. Nesse ano, ao contrário, muitos foram contratados.

  18. lucius Perisse disse:

    Aqui na Italia ja estao um pouco aborrecidos por que e o ano de renascimento do Felipe Massa com uma Williams nas maos… espero tambem..

  19. Álvaro Caldas disse:

    Realmente existe uma correlação negativa entre as voltas (e consequentemente a quilometragem) e diferença do tempo da melhor volta, promovida por Felipe Massa, no combinado dos dias no Bahrein, estatisticamente significativa em 1%, com um r de Pearson de -0,676.

    Em relação a uma possível descrição estatística por regressão linear, foi possível observar, com a inclusão de variáveis dummies para os motores, que, enquanto que cada volta dada favoreceu a diminuição de 9 milésimos de segundo em relação a volta mais rápida, o fato de ter usado motor Ferrari aumentou o tempo em 1,175 segundos em relação ao Mercedes, sendo que para o Renault o aumento foi de 1,797 segundos em relação ao Mercedes. O modelo de regressão teve um poder de explicação (r^2) de 60,5%, isto é, que as variáveis giro e as dummies conseguem explicar, em média, este percentual no comportamento da diferença para a melhor volta (variável dependente).

    Em relação aos pressupostos da regressão, a amostra apresentou uma multicolinearidade aceitável entre as variáveis independentes. O teste para ausência de autocorrelação entre os resíduos da amostra por Durbin-Watson, de 1,235, assim, com o tamanho da amostra n=23 e variáveis independentes k=3, apresentou-se entre os valores críticos, portanto, nada se pode concluir para este teste. Os demais pressupostos não foram testados (normalidade dos resíduos, homocedasticidade e linearidade dos coeficientes).

    Este texto é apenas para treinar minhas necessidades de conhecimento estatístico para minha pós-graduação. As sugestões e críticas construtivas são bem vindas. Agradeço a compreensão.

    • sydnei disse:

      Compreender o quê? Falou tipo Catito.

    • Fernando Passos disse:

      Na área de avaliações imobiliárias utilizo o SISREN. Pode te ajudar.

    • Rodrigo Brayner disse:

      Gostei do seu texto meu querido, boa sorte na sua pós… se possível gostaria de vê-lo aprofundado (eu sei que é pedir muito…)

    • Francisco M disse:

      Variáveis dummies?? A cada volta dada favoreceu a diminuição de 9 milésimos de segundo em relação a volta mais rápida? Não seria aumento e décimos? Na verdade, há menor variação de tempo por volta em ritmo de corrida, já que os carros largam com cerca de 30% menos combustível que no ano passado. Ou seja, a diferença entre a pole e as primeiras voltas do stint serão menores. Os pneus mais resistentes também favoreceram a menor diferença entre os tempos de volta, há menos degradação. Cuidado com os dados que você analisar, tipo de pneu, temperatura da pista, carga de combustível, tudo isso influência no tempo de volta. Mas eu acho que você deve tomar um copo de leite, viajou legal.

    • Álvaro Caldas disse:

      Variáveis dummies são variáveis estatísticas que servem para analisar o impacto de uma variável categórica (tipo sim/não) em um modelo estatístico. Basta observar que os motores que menos rodaram tiveram desempenho menor no geral, em relação aos Mercedes.

      A cada volta, segundo o modelo de regressão e a correlação calculada e, ainda, concordando com a análise do Victor Martins, em função dos sucessivos testes e não em função da diminuição de gasolina, peso, pneus etc., foi possível uma melhora do desempenho, isso em média, registrado pelo modelo de regressão, construído com base nas melhores voltas de cada piloto conseguiu dar, com base numa análise construída no programa IBM SPSS, versão 20.

      É claro que o que foi levantado pelo Francisco M tem muito sentido, mas a análise vale apenas para demonstrar que estatisticamente há alguma explicação inferencial de que quanto mais voltas as equipes e, consequentemente, os pilotos puderam dar nos testes favoreceram o melhor desempenho, e que o modelo não explica tudo, apenas, como falei, 60,5% dos dados que foram analisados, isto é, os 23 registros da amostra. Também poderia se questionar que não foram usadas uma média das voltas ou todas as voltas, mas não tive acesso a todos os dados, apenas os divulgados pela mídia, especialmente, no site do Grande Prémio.

      A variação de peso, entre outras variáveis, não foi considerada, já que o foco era analisar se o desempenho nos testes tinha relação com a quantidade de voltas dadas, no sentido de afirmar que as equipes e pilotos estariam mais “preparados”, pelo menos em termos de desempenho, ao passo que testavam mais seus carros. E isso tem algum sentido estatisticamente.

      Uma análise melhor poderia ser feita com todos os dados e acrescentando peso, desgaste de pneu e as dummies por equipe, para avaliar o chassi de cada um, além de outros aspectos, mas isso não seria possível, alguns destes dados são sigilosos entre equipes.

  20. Rodrigo Monassa disse:

    Tudo aponta até o momento que vai haver equilibrio e surpresas. de repente podemos ver o primeiro ponto de uma nanica, force índia subindo no pódio ou até, quem sabe, vitória da Williams. seria muito bom.

  21. Cristiano Landim disse:

    Torço para que Felipe Massa cale a boca de muitos idiotas que não entendem nada de automobilismo e decretaram o fim da carreira dele. Esta temporada está me cheirando a temporada de 2008, ano em que a Brawn surpreendeu as favoritas e faturou o campeonato de construtores e pilotos com sobras. Contudo, a Brawn deste ano não estará sozinha. O ano sera da Mercedes e Williams. Apostaria todas as minhas fichas nessas duas equipes.

  22. Francisco M disse:

    A Ferrari não escondeu peças. Tiveram uma aproximação conservadora, tanto é que usaram um bico sem muitas aletas na asa e não usaram, por exemplo, o monkey seat. Ainda há espaço também para uma traseira mais estreita, já que temperatura não foi problema. Vale lembrar que grande parte dos testes em Jerez e Bahrein serviram para correlacionar os dados do túnel de vento com a pista, grande problema do carro Ferrari no ano passado. Sem esses parâmetros não seria interessante buscar evoluir o carro aerodinamicamente. Vettel não vai sofrer nada, ele é trabalhador (!) fez até uma toro rosso vencedora e desenvolveu a RedBull. Ahhh, só que esses carro nunca foram ruins. Vettel foi um bom produto, mas venceu. Quero ver um pódio dele até a China, ou passar ao Q3. Com carro bom até Maldonado ganha corrida.

  23. Antonio Ribeiro disse:

    Meu palpite daqui do conforto do meu sofá: esse é o ano do Rosberg.

    Vai dar gosto assistir essa temporada de 2014.

    • mario freitas disse:

      eu acredito que esse é o ano do Felipe Massa, por que além de se livrar das amarras e da pressão da ferrari podendo assim mostrar aquele talento de 2008, onde a ferrari tirou o título dele, ele encontrou um, ótimo cockpit pra correr, esse é o ano do Massa.

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