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1 de novembro de 2014 - 19:48F1

Austin Powers

SÃO PAULO | A pole de Rosberg é uma das mais surpreendentes – se não for a mais – da temporada. Primeiro que a fase era totalmente de Hamilton: apesar da minguada liderança de ontem nos treinos por 0s003, era ele quem vinha vendo seu nome no topo há algum tempo e corridas. A classificação chegou, e Nico tirou do bolso muito mais do que o desempenho que estava guardado. No Q2, o alemão colocou 1 segundo sobre o companheiro. Em números finais, foram 0s376. É muita coisa. E tem o fato de que Austin é um circuito muito mais afeito às características de Hamilton, de maior arrojo e ímpeto e que ataca mais as curvas.

Aliás, um campeonato em que Rosberg conquista mais poles que Hamilton redefine alguns conceitos.

O alemão precisa muito da vitória neste domingo para reduzir a diferença a no mínimo 10 pontos e, no cálculo adiante, a 3 se ganhar no Brasil – o que deixaria a disputa em Abu Dhabi num emocionante confronto direto. Deixaria o campeonato que foi bom com um fim brilhante. Um novo êxito de Hamilton amanhã fecharia o caixão.

Seja como for, os dois vão correr sozinhos. O resto largou mão de tentar se aproximar, e quem tem a certeza de que sobrevive, já pensa em 2015.

Assim como acontece na Mercedes em favor de Rosberg, Bottas mais uma vez se impôs sobre Massa. Esta é a 12ª vez que o finlandês ganha do brasileiro em grids – 70%. Também cai um tabu de que Massa é mais rápido que o companheiro. O resultado nas corridas é refletido também nos pontos e na distância absurda que os separa. Felipe também é outro que tem uma necessidade de se apresentar bem para apagar a péssima apresentação da Rússia – ou porque ainda não tenha lido o manual de como passar Pérez. E o resultado não lhe pode ser outro que não o pódio.

A Williams também é outra que deve fazer uma corrida só dela. A Red Bull e a Ferrari não parecem ter carro para acompanhar o ritmo. Aliás, vai ser interessante ver Vettel largando dos boxes e escalando o pelotão. Terminar na zona de pontos é possível, porém difícil. Mais difícil ainda será ver Sutil se manter entre os dez primeiros para tirar a Sauber do limbo – e provavelmente já sabendo que não corre na equipe no ano que vem, perdendo sua vaga para o abastado e fraco Van der Garde; Ericsson toma a vaga de Gutiérrez.

Com os 18 carros devidamente alinhados – boicote foi às favas –, a expectativa para a corrida realmente se debruça entre os postulantes ao título. Mesmo sob grande pressão, a tendência pelo que se viu hoje é que Rosberg devolva uma das vitórias que Hamilton aplicou dominando o parceiro. E Bottas há de ir para o sexto pódio no ano.

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