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10 de junho de 2015 - 10:21F1

O sofá que o amante não usa

SÃO PAULO | Depois de uma lida rápida nas redes sociais para aprender que Messi vive de lampejos e é menos constante que Marcelinho Carioca, eis que surge a ideia de Christian Horner. Chefe da equipe que um dia foi tetracampeã e hoje se encontra no fundo do poço rezando para o vexame não ser grande no GP da Áustria, o dirigente lançou no ar uma proposta: diminuir a distância das corridas.

Horner um dia foi apontado como o sucessor natural de Bernie Ecclestone no comando da F1 porque era visto como um cara com um conhecimento amplo e comandante de uma equipe que superou as tradicionais e as montadoras com amplos recursos. Mas bastou a Red Bull se perder na F1, e em grandíssima parte por conta do péssimo trabalho feito pela Renault, que o outro lado do gestor aflorasse.

Ainda que não tão intensamente, Horner chegou a corroborar com os discursos de Dietrich Mateschitz e do consultor Helmut Marko que indicavam uma saída à austríaca da Red Bull da F1 pela falta de resultados, mesmo com a assinatura do Pacto da Concórdia que prende a equipe à categoria. Pouco se sabe das propostas eficazes dele como membro do Grupo de Estratégia, mas não é bem visto pelo grupo rebelde das medianas — Sauber, Force India e Lotus, sobretudo —, que estudam chacoalhar a F1 entregando-a à União Europeia pelo modo os negócios vêm sendo conduzidos. Agora, Horner propõe como solução encurtar os GPs.

A sugestão tem com base a falta de ação durante as corridas. Mas se não há ação, o que a traz é reduzir seu tempo? É isso realmente que vai fazer a F1 competitiva? Pelo jeito que Horner pensa, os pilotos esperam o tempo passar porque têm condições apenas de atacar em um determinado momento das provas. Eu não vejo a Red Bull fazendo Ricciardo e Kvyat serem competitivos, até pegando pelo Canadá, com o equipamento que tem seja em 15 minutos ou 2 horas. Também não creio que Rosberg fosse para cima de Hamilton só porque tem menos voltas para isso.

Horner talvez esteja envergonhado por seus carros aparecerem na TV tomando volta do líder. Com menos tempo, a chance de isso acontecer é menor. Só isso explica esta teoria da venda do sofá para que o amante não pegue a mulher do marido traído. Não adianta muito a F1 ter uma patota para estratégias ou até mesmo fazer pesquisas com o público quando quem pode mudar a categoria pensa coisas tão rasas.

15 comentários

  1. Emerson disse:

    Ok, é um pensamento raso mesmo. Mas ver essa palhaçada no rádio corrida após corrida de engenheiro mandando piloto economizar isso e aquilo… porra, eu preferia ver 5 voltas à menos mas nenhuma mensagem dessas no rádio, acho que de imediato seria sim um bom paliativo.

    • Lucas disse:

      Eu concordo. Isso não pode ser pensado só assim, mas iria salvar as corridas restantes dessa temporada pelo menos. É um verdadeiro pé no saco mesmo essas comunicações pelo rádio, os pilotos têm que ficar por voltas e mais voltas e fila indiana simplesmente porque não podem pisar pra não gastar gasolina. Isso nunca vai ser corrida de verdade. Tira 5 voltas e deixem os caras andarem com o pé embaixo a corrida inteira.

  2. Filipe disse:

    Manda esse almofadinha assistir as duas primeiras etapas do WEC dessa temporada. Duas corridas repletas de ação por 6 horas, com disputas acirradas e ferrenhas, especialmente entre Audi e Porsche nos LMP1 e Aston e Ferrari nos GTE.

  3. Arthur Luz disse:

    Incrível como os dirigentes querem reinventar a roda da F1.

    A coisa poderia ser tão simples. Mas não, estão sempre fugindo do óbvio.
    Poucas coisas podem fazer a F1 voltar a empolgar

    * Fim da Asa Móvel
    * Aumento da aderência mecânica
    * Pneus mais largos, de alta performance e duradouros
    * Escolha livre de pneus pra cada piloto, podendo usar 2 compostos diferentes ao mesmo tempo
    * Motores híbridos são pra Endurance. Se for usar turbo, que seja bi-turbo de 1000cv
    * Áreas de escape pra “destruir” um jogo de pneus. Assim o piloto tem que ficar na pista e não passear fora dela sem pagar nada por isso.

    Só isso!

  4. Daviks disse:

    Ótimo texto, Victor. É isso aí. Quando tudo dá certo, é fácil ser otimista e apontar o melhor caminho, afinal, você está nele, está ganhando tudo e sendo “benevolente” com os outros. Bom, só bastou a Dona Mercedes gritar mais alto e a Renault cochichar que as coisas mudaram. Tudo passou a ser “o melhor para o show”, “vamos embora da F1″, “não precisamos disso”. Etc. Caso outras equipes pensassem covardemente assim, teríamos dado adeus a Williams e a Force India há tempos. E isso uma Williams que dominou a F1, sempre esteve entre os ponteiros e teve grandes pilotos em seus carros. Horner vai mesmo sendo o que foi apontado: sucessor de Bernie, tamanha as estapafúrdias ideias de ambos.

  5. Juarez disse:

    Ele pode suceder o Bernie. Propondo este monte de m….
    Mau perdedor ele é. A Red Bull é uma equipe vergonhosa. Cadê o Red Bulletin. Começou competir o humor foi embora. Começou perder e fica de choramingo.
    Eu acho que a Mercedes não tem que ceder nada. A regra existe e é para ser cumprida. prefiro corrida chata que virada de mesa. Sempre teve equipe dominante, contudo, os carros quebravam, ficavam atolados na brita, etc.
    Aliás, é muito estranho a Red Bull. É muita grana. 2 equipes de f1 patrocinio a n categorias de automobilismo, times de futebol pelo planeta, atletas de esportes radicais, corrida aérea, cinema. Não conheço outra multinacional tão envolvida assim. Se um esporte depender muito de um mecena qualquer pode ser temerário.

  6. Marques disse:

    Horner demonstrou mais uma vez que não sabe perder. Veja que até a Ferrari, uma das equipes mais mimizentas da história, parou de reclamar e foi trabalhar.
    Sandálias da humildade para o senhor Horner.

  7. luigi disse:

    Uma coisa que não entendo é que alemães e austríacos falam o mesmo idioma ,são praticamente da mesma raiz genética então porque a Red Bull preferiu os motores Franceses para a equipe principal e italianos para a subalterna ?
    Se até a Lotus que não tem a mesma grana dos fabricantes de energéticos trocou o Renault por Mercedes e esta andando melhor mesmo tendo o Maldanado como piloto, porque a Red Bull continua com os anêmicos Renault ? Seria alguma rusga entre grandões da Red Bull e os da Mercedes ?

  8. Mauro Andres disse:

    A Formula 1 atualmente vive uma das piores fases da sua história.

    As regras que a própria categoria define para si se tornam um tremendo tiro no pé prejudicando o espetáculo. Atualmente temos carros que produzem ultrapassagens artificiais, um bando de pilotos mimados que são gênios somente quando largam na frente e chegam na frente. Qualquer coisa diferente disso se transformam em moleques birrentos. Do outro lado você tem equipes e pilotos acomodados (ou sem competência) e o resyultado é esse cenário horrível com corridas extremamente previsíveis e sem graça.

    A proposta de Horner só é mais uma daquelas que não acrescenta nada de útil ao esporte da Formula 1. Você nunca vai conseguir impedir que a criatividade e competencia de uma equipe sejam um diferencial, porém a base de como tudo isso é essencial. Não deveria ser um Horner e similares a estarem nessas reuniões de estratégia e sim Adrian Newey, Rory Byrne entre outros.

    O futuro da Formula 1 é desanimador… não por acaso meu esporte de velocidade favorito hoje em dia é a MotoGP.

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