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6 de setembro de 2015 - 13:54F1

Vendo Monza 86 único dono

SÃO PAULO | Concordamos todos que a corrida na Itália foi uma porcaria inominável? OK, então passemos ao que deu alguma emoção e agito no domingo: o rádio da Mercedes a Hamilton pedindo que ele acelerasse no fim da corrida em ritmo de classificação sem que ele questionasse a razão.

A Mercedes acabara de ser informada que a FIA havia verificado de um dos pneus de seu carro, o esquerdo traseiro, tinha uma calibragem de pneu abaixo da permitida pelas indicações atualizadas pela Pirelli e pela entidade. Cônscia do erro, a equipe imaginava que, se houvesse uma punição, ela poderia ser de 25s — então a meta era abrir tal distância a Vettel. Conseguiu raspando, por 0s042. O mesmo problema foi averiguado no carro de Rosberg, que pouco importava até então por seu abandono a duas voltas do fim pelo estouro do motor.

Enquanto a Mercedes dava suas explicações aos comissários, levando a tiracolo seus pilotos, todos os engenheiros das demais equipes apontaram que se tratava de um caso não de apenas acréscimo de tempo de corrida, mas de exclusão da prova. A Pirelli e a FIA, segundo eles, haviam sido enfáticos em relação ao caso da baixa pressão dos pneus. Questionado, Paul Hembery, diretor da fabricante italiana, cutucou para então confirmar que, sim, havia ocorrido um ganho de performance.

Assim, não deixa de ser surpreendente que Hamilton tenha saído sem qualquer pena, mantendo sua vitória no GP da Itália.

Por quê? Nem precisa ir tão longe: classificação da GP2 na sexta-feira. Mitch Evans e Sergio Canamasas foram excluídos de suas posições no grid, respectivamente segundo e nono, porque seus pneus estavam com a pressão mais baixa do que o estabelecido. As determinações se deram a todas as categorias. E isso basta para a única e grande questão: por que outro peso para a mesma medida?

Não fez diferença alguma para Hamilton no passeio dominical em Monza? Provavelmente não. 25s em 53s voltas são quase meio segundo por volta. Não é o pneu mais frio ou com menor pressão que fez dele o vencedor — e, na verdade, o pneu averiguado foi o do primeiro stint, o que o livra teoricamente de qualquer irregularidade no segundo trecho de corrida. Mudar de vencedor assim, depois da corrida, sem que Vettel tivesse sequer liderado uma voltinha, é ruim e chato? Pra cacete. Mas regra é regra, filhão, ainda mais quando houve um precedente similar que resultou numa desclassificação.

Tem outra: o comunicado que os comissários soltaram acaba sendo um puxão de orelha à Pirelli porque indica “protocolos mais claros da medição” da pressão. Porra, precisa realmente de protocolo para medir a calibragem do pneu? A F1 está tão cretina assim que precisa estabelecer como se deve medir como foi calibrada uma borracha redonda? E mais: do que adianta reunir Pirelli, pilotos e equipes, estabelecer uma normativa e depois não segui-la? Também desmerece todo o trabalho e todas as recomendações feitas pela Pirelli. É uma perda de tempo e um desgaste que se cria com a fabricante. Se ela saiu por baixo desde os episódios dos estouros dos pneus em Spa, fica ainda mais para baixo do tapete, mas agora sem razão. Como e por que seguir uma sugestão da Pirelli se ela simplesmente pode não ser obedecida?

Na Bélgica, teve o caso de Bottas andando com três pneus de uma cor/especificação e um com outra. Que é um caso clássico também para desclassificação — e só deram um drive-through. Corrida a corrida, sempre há uma interferência ou decisão que mina o esporte. A FIA é uma grande CBA, no fim das contas. É uma várzea de rodas com caráter mundial.

E parabéns a Hamilton, que hoje garantiu de vez o título de 2015. Nunca que este Rosberg, sem ação, moribundo, que com pneu mais frio no começo da prova só ameaçou uma vez Bottas, vai reverter uma situação de 53 pontos num Mundial em que Lewis sobra.

50 comentários

  1. israel disse:

    Nessa história toda, eu fico com o Fábio Seixas, me pareceu bastante coerente a explicação de uma coisa ser “recomendação” e outra “obrigação”. Aposto que a FIA vai adicionar um parágrafo no regulamento afirmando que “caso a recomendação não seja seguida, haverá punição.” O fato que você mencionou também do Vettel não ter andado nenhuma voltinha na frente acho que também ajudou.

  2. Fernando disse:

    Perdão Victor, é impossível discordar das bobagens que a FIA faz, destas regras estúpidas, dos casos de dois pesos e duas medidas e de como estão acabando com a F1, mas este definitivamente não foi o caso.

    O limite de temperatura em que a pressão dos pneus pode ser medida é 110 graus C, A FIA e a Pirelli reconheceram que os pneus das Mercedes estavam abaixo desta temperatura, porque os cobertores estavam desconectados da energia na hora da medição. Era impossível saber a quanto tempo estavam desconectados, logo, era impossível saber em que temperatura estavam os pneus – até porque isso não foi informado -, o que quer dizer que os pneus poderiam estar com a calibragem correta a 110 graus C.

    Resumindo, a medição foi feita de forma ERRADA, todo o processo foi mal elaborado e executado, e a Mercedes e Hamilton não tem culpa alguma das trapalhadas da FIA e da Pirelli.

    Já critiquei a postura “tendenciosa” do GP lá no blog do Flávio. Porque omitir estes detalhes que estou escrevendo aqui? Para criticar mais ainda a FIA e a F1? A FIA é um lixo, todos sabemos, mas não desvalorizem uma vitória limpa da Mercedes por causa de mais uma trapalhada da organização. Como escrevi lá no Flávio, vocês são ótimos, e muito melhores do que isso. Perdão novamente pela crítica/colaboração. Abraços.

  3. Jorge Ortiz disse:

    Sério que acha justo uma desclassificação?

    Acompanho a F1 desde os anos 70, e nunca vi regras tão estupidas, tipo essa que coloca o piloto com perda 150 lugares na posição de largada, por troca de motor ou seja lá o que for.

    Agora mais essa do pneu, incrível, desclassificar alguém por 0, qualquer-coisa.

    Não é a Pirelli que fornece pneus pra todos? Que já o faça montado no aro e calibrado por ela então, seria mais justo.

    E depois não sabem porque perdem audiência ano a ano.

  4. Pedro disse:

    Vc tem razão em tudo. Mas porcaria mesmo foi a transmissão da corrida, nas últimas 3 voltas ficar reprisando a quebra do motor da mercedes em vez da briga pelo pódio de Massa e Botas, foi uma coisa ridícula de se ver. Por essas que a F1 esta perdendo telespectadores..

  5. Alberto disse:

    “…precisa realmente de protocolo para medir a calibragem do pneu? “
    Precisa sim, Victor.
    A alegação da Mercedes esta correta pois existe uma relação direta da temperatura do pneu com a calibragem. É necessário que, havendo uma medida mínima de pressão, esta seja feita com uma temperatura específica do pneu, mais temperatura significa maior calibragem.
    Não é um protocolo simples pois a temperatura flui em diversos sistemas na roda montada no carro. Por exemplo: Se o freio esta aquecido passa temperatura para a roda e consequentemente para parte interna do pneu. Aquecer um pneu com o carro em movimento é completamente diferente de colocá-lo apenas no cobertor elétrico. Tecnicamente a medida de pressão sofre inúmeras variações e foi nisso que a Mercedes se baseou.
    Concordo que se foi medido sem protocolo seria melhor não medir, pois sem esse protocolo qualquer equipe tem toda a possibilidade de protestar.
    abraço!

  6. Junior disse:

    Victor, muito bom o post. Só discordo da sua indignação quanto à cretinice da F-1 ter que estabelecer uma p**** de procedimento para se aferir a pressão de uma borracha redonda. Há que haver um procedimento, sim, detalhando faixa de temperatura a que tal borracha esteja submetida no momento da medição porque quanto maior a temperatura, maior a pressão do gás dentro da tal borracha. Como eu digo a minhas amigas que não entendem o porquê marmanjos ficam às 9h da manhã de um domingo vendo carrinhos darem voltas e mais voltas, F-1 é um laboratório de alta tecnologia para desenvolver componentes pros nossos carros de rua. Assim, tem que haver regras, procedimentos, protocolos para tudo. É isso. Abraço.

  7. João Eduardo disse:

    Fico pensando….foi sempre assim ? nas décadas de 80 e 90 também havia isso VM ?
    Pra mim muita regra besta, tudo muito enlatado. Artificial.
    Controlar pressão de pneu pra mim é demais….

  8. eduardo disse:

    O problema foi a demora,se a irregularidade fosse detectada e os pilotos punidos durante a corrida não seria ruim e o Hamilton teria sua merecida vitoria do mesmo jeito, decidindo depois da corrida e desclassificando o piloto por uma besteira técnica seria uma puta sacanagem

  9. Miguel disse:

    Você está defendendo que o Rosberg ao invés de punido fosse beneficiado. Ele saiu com desvantagem de 53 pontos e sairia com desvantagem de 28, caso as duas Mercedes fossem desclassificadas. Ou seja, ele ganharia 25 pontos com esta “punição”.

  10. Jonatas disse:

    Se não me engano em 99 a FIA deixou de punir a Ferrari em Sepang por causa de umas haletas fora de especificação e tal….Daria ali o título ao Hakkinen sem que ele sequer mesmo com carro superior atacasse o Irvine ou o Schumacher que fazia o papel de n°2.

  11. Pedro Jungbluth disse:

    O Pneu não estava corretamente aquecido no momento da medição, o que reduz a pressão. Ao averiguarem que foi isso que causou a pressão diferente, retiraram a punição. Uma questão técnica. Ainda bem que não puniram.

  12. Sanzio disse:

    E a gente aqui achando que só a CBA era uma zona…

  13. Andre Hiroshi disse:

    Este episódio do pneu murcho me lembra o episódio da bola murcha do Tom Brady na NFL do ano passado. E assim como lá, não deu nada.
    Esporte onde rola muito dinheiro, não tem regras… tem interesses!
    F1 já não é um esporte há décadas. É um espetáculo. E assim como no WWE (também conhecida como “luta livre”), é tudo jogo de cena, combinado pra dar show e aumentar os lucros. Não tem “que vença o melhor”. Esqueçam isto…

  14. Antonio Amorim disse:

    Só não concordo com os palavrões proferidos pelo jornalista. Muito vulgar .
    De resto, concordo que a FIA está mais perdida que filho da puta no dia dos pais.
    kkkkkkkkhahahahaha!!!!

  15. Eduardo disse:

    é muito mimimi!! o inglês ganharia a prova com 1 libra a mais ou a menos. Não vejo motivos para tirar a vitória do ingles que foi conseguida na pista e com autoridade, o resto é chororô!!!

  16. Luis disse:

    Por isso que a Formula 1 está cada vez mais chata e sem graça. A cada corrida tem uma regra diferente e a mesma não respeitada. Eu, se fosse a Pirelli, retirava-me dessa joça, pois associar minha marca a Fórmula 1 atual para ser colocada em cheque é complicado. Alguns pilotos já perceberam isso e hoje se aventuram em outras categorias. O mesmo em breve deve acontecer com alguns patrocinadores e circuitos.

  17. Cícero disse:

    VM. A minha dúvida é: pode um único pneu fazer tanta diferença assim? Tudo bem que Hamilton ganhou, mas não foi com esse único pneu e, outra coisa, com esses carros cheios de frescura da atual f1 seria normal que o carros ficasse desiqulibrado, já que um pneu estaria fora do padrão. A verdade, se é que ela existe, é que os caras estão perdidos.

  18. carlão disse:

    Um piloto arrisca a vida em monza e isto parece que não vale nada.multar a equipe e a organização me parece logico. tudo se resume a negocios e orgulho ferido.principalmente quem não esta dentro de um veiculo destes.

  19. Osvaldo disse:

    precisa aprender com a indy

  20. Eicardo disse:

    Victor, não seja torcedor e sim o articulista que sabemos bem que vc é e dos melhores! Qualquer instrumento tem uma tolerância pois as medidas não são absolutas e sim relativas! Se a temperatura do pneu cair 1 grau a pressão indicada pelo instrumento de medição pode variar em até 5% seja pra cima ou pra baixo, Outro erro crasso nessa medição.! Tem Q fixar a temperatura do pneu! Enfim corrida se ganha na pista e foi o quebaconteceu! Parabéns a FIA e seus comissários que reconheceram a imprecisão do processo! Bora esperar Cingapura!

  21. Osvaldo disse:

    Victor,
    Se a medição é feita antes da corrida e o motivo é a segurança do(s) piloto(s), por que só informaram a Mercedes pouco mais de 5 voltas antes do fim? Pior: por que deixaram o cara dar uma volta sequer? A medição é feita para dar segurança aos pilotos ou para gerar punições? Se é para segurança de todos, a medição (e divulgação dos resultados) deveria ser feita num momento em que as escuderias ainda pudessem resolver o problema, certo?

  22. Palhaçada disse:

    O problema em todos os esportes hoje é que, quem tem mais grana, manda mais. A FIA mudou as regras visando barrar o domínio da Red Bull e agradar a Mercedes, que, segundo o Bernie, soube das novas regras antes de todos e começou a construir o carro de 2014 ainda em 2012, segundo o Lauda.

    Parece que, para não perder as grandes equipes, a FIA tenta agradar a todos e vira essa bagunça, se fosse uma Marussia correndo com a pressão não permitida, iria ser excluída e era capaz de se cobrar uma multa alta, agora como é a Mercedes, aquela que já ameaçou abandonar a categoria quando não ganhava…

    Hamilton tri-campeão será uma lástima, é o piloto mais rápido do grid, mas no geral, se for o terceiro melhor piloto é muito, egocêntrico, prepotente, se acha um super star entre os artistas, não sabe perder… e a FIA ainda da essa mãozinha não o punindo em uma regra que ela mesmo definiu, depois não sabem o porque da F1 estar perdendo audiência.

  23. Lucas Cunha disse:

    A Formula 1 virou palhaçada, tem tanta regra besta q eles fazem questão de cumprir, e fazem vista grossa pra uma regra de maior importância. Deram dois tiros no pé: um pq deixou claro a preferencia (ou favorecimento) da FIA por equipes grandes (duvido q eles fizessem o mesmo se fosse uma Marussia da vida) e dois pq se houvesse a punição seria pelo menos um pouquinho de emoção nesse campeonato tão sem graça (a diferença de Hamilton pra Rosberg no campeonato não seria tão grande).

  24. Bob disse:

    “Tendo ouvido o encarregado técnico, os representantes da equipe e o engenheiro da Pirelli na equipe, os comissários determinaram que as pressões nos pneus estavam na pressão mínima recomendada quando foram montados no carro”, disse um comunicado da FIA.
    “Ao fazer essa determinação sobre as pressões, os comissários observaram que os cobertores de aquecimento de pneus tinham sido desligados da sua fonte de energia como um procedimento normal e os pneus estavam significativamente abaixo do máximo permitido no momento da medição da FIA no grid e a temperaturas significativamente diferentes de outros carros medidos no grid”.

    “Além disso, os comissários estão satisfeitos que a equipe seguiu o procedimento atualmente especificado, supervisionada pela fabricante de pneus, para a operação segura dos pneus”.

    “Portanto, os comissários decidiram não tomar nenhuma ação”.

    PORTANDO A MERCEDES NÃO ESTAVA IRREGULAR !!

  25. Victor disse:

    Como se diz rabo preso em Inglês e Alemão?

  26. Bruno disse:

    Chegou a uma conclusão com base em argumetos precipitados. A lei é pra ser cumprida, de fato, mas não é porque alguém foi punido antes que outros vão ser diretamente sem chance de defesa. As coisas não funcionam assim. Cada caso é um caso e é necessário um contraditório para averiguar se houve mesmo a irregularidade e de que teria sido a culpa.

    No caso da Mercedes, segundo a FIA, logo após a investigação foi concluído que os pneus estavam com a calibragem correta quando os carros sairam da garagem, e pelo fato do pneu ter esfriado no grid que a pressão baixou para um valor inferior ao permitido.

    E o protocolo mais claro para medição da pressão deve ser em relação a qual momento deve ser aferido esse valor, seja nos boxes, antes dos carros irem pra pista, imediantamente quando se alinham no grid ou mesmo antes de sairem pra volta de apresentação. Dependendo do momento e circunstâncias que é auferido essa medição, o resultado pode ser diferente. Nada mais compreensível que pedir regras mais claras.

  27. Willian disse:

    Tarso… a pressão de pneu dinerente do especificado poderia resultar num desgaste imprevisto, e portanto num estouro, o que colocaria em risco a integridade física do piloto ou outro acidente indesejável.
    Victor, porcaria inominável tb não né… a recuperação do Raikonen até que foi bacana, e só… o torcedor do Massa (me incluo) gostou do estouro do motor do Rosberg. E não entendi a razão da fabricante Mercedes fornecer um motor melhor apenas ao Hamilton, sendo que os demais carros que usam esse motor poderiam ter um resultado melhor, até mesmo melhor que as Ferraris.
    Por fim, regra é regra… Não pode-se admitir uma infração da regra sem a devida punição, excluindo assim o Hamilton da corrida como demonstração de que todos estão sujeitos á ela.

    • Andre Hiroshi disse:

      Achar que o pneu murcho foi “acidente” é ser muito inocente. Com milhões e milhões de US$ em jogo meu caro, nenhuma configuração alí é “acidente”.
      Agora a história do motor foi clara. A Mercedes disse: Nico, nosso campeão é o Hamilton. Entendeu?

    • walker disse:

      o motor do rosberg novo não se encaixou direito com o carro, por isso que foi utilizado o antigo. outra coisa, se o problema de pressão fosse nos 4 pneus, ainda vai, mas em um só? o que pode acontecer é um desiquilibrio em um dos lados, e como você disse, ocasionando um desgaste maior.

    • Wilson disse:

      O motor novo dele deu defeito, Ai colocaram o velho, sem penalidades.

  28. ricardo disse:

    A Ferrari não vai fazer nada ????? Época do Montezemulo ia dar confusão

    • MARCIUS VINICIUS disse:

      Se fosse há 15 anos e o piloto que chegou em segundo fosse Michael Schumacher na Ferrari em Monza, com o piloto vencedor de outra equipe com a mesma infração ao regulamento, a punição e desclassificação sairia antes dos pilotos chegarem ao pódio! Mas os tempos são outros e a Ferrari não manda mais como mandava em passado recente…

  29. Paulo Barbosa disse:

    Caro Victor, eu concordo contigo em partes e discordo em outra, pois porque os pneus das Mercedes forma medidos 5 minutos antes da prova e os outros dos boxes?
    o pneu da Pirelli não segura a pressão em uma volta de apresentação? é muito mimimi pra porca coisa, a FIA é uma várzea em ouvir os engenheiros de ambos os lados? para mim ela fez o certo e chegou em um veredicto claro que falta um procedimento claro,,,, ou mede na pista antes da largada ou no boxe antes da volta de apresentação, pois sabemos que 1 grau na temperatura influência na calibragem de um pneu, ainda mais de alta performance.

    • Junior disse:

      Ok, Paulo, concordo que temperatura externa influencia na calibragem de um pneu mas os boxes têm temperatura mais baixa que a pista, não? Assim, se a pressão do pneu de Hamilton na pista já era abaixo daquela especificada, na medição dos boxes seria mais baixa ainda, correto?

      • Alberto disse:

        Júnior,
        Com cobertores elétricos dentro dos boxes a temperatura dos pneus fica acima da temperatura na pista mesmo depois de uma volta de aquecimento. Após um ou dois minutos parado no grid a temperatura dos pneus já cai bem rápido, basta ver que ao fazer a troca as equipes retiram o cobertor no último segundo antes de colocar os pneus nos carros.

        • Júnior disse:

          Alberto, permita-me discordar de vc. Imaginando-se que as medições sejam feitas com os pneus nos carros, já em condições de rodagem, é óbvio que os cobertores foram sacados. Como as provas são feitas no verão, em horário próximos ao meio dia local, a temperatura nas pistas está mais elevada que a dos boxes. Mas, lembre-se: estou tentando imaginar como é o procedimento, já que não tive acesso ao protocolo, ok?

          • Alberto disse:

            Entendo sua argumentação Júnior, o problema é saber quando os cobertores foram sacados, pois independente do carro estar nos boxes ou no grid (que realmente é bem mais quente que o interior dos boxes ) a temperatura gerada pelos cobertores no pneu é muito maior que qualquer ambiente pode proporcionar. O temperatura do pneu gira em torno de 90 a 110 graus Celsius durante a prova, o cobertor elétrico consegue levar a temperatura aos mesmos 110 graus. Parado no grid, mesmo no verão europeu, a temperatura do pneu cai rapidamente. Pode estar certo que se houver uma medição de temperatura com o carro no grid 5 minutos depois de sacados os cobertores, esta será bem mais baixa que uma medição com o carro nos boxes 1 minuto depois de tirado os cobertores.

  30. Alesi disse:

    Você só ‘esqueceu’ de citar que foi um delegado da FIA, junto a um representante da Pirelli que atestou que o Pneu em questão estava dentro da normalidade antes do início da prova.(Segundo Pady Lowee)
    Então, com base nisso, é justo punir a equipe uma vez que a mesma recebeu o OK para utilizar o pneu nessa condição?
    Vai desqualificar a mesma por um erro que não foi ela que cometeu?

    • Victor disse:

      VM responde: O que Paddy Lowe disse foi que a medição foi feita pela FIA e pela Pirelli, não que estava dentro da normalidade.

      • Alesi disse:

        Paddy Lowe e os engenheiros e comissários saem da sala de reunião. Lowe afirma: “Achamos que não há nenhum problema com a pressão dos pneus”. Ele tem cara séria e de preocupação”. Informação do jornalista espanhol Albert Fabrega.

      • David Santos disse:

        Então não seria justo punir Hamilton e a equipe pelo erro do delegado da FIA e da Pirelli não éh? Quem deveria de ser penalizado são a FIA e a Pirelli.

      • Kennedy disse:

        Me desculpe, mas segundo Paddy Lowe a calibragem estava sim dentro do permitido de acordo com a mediação efetuada pela Própria Pirelli e a FIA, vide matérias do próprio UOL, e mais, a diferença foi de 0.3 em um único pneu, o que não faz ganhar performance , pelo contrário desequilibra, já que é em um único pneu.

      • Kennedy disse:

        Por último, se a medição foi efetuada pela FIA e pela Pirelli, porque deram o OK para equipe alinhar no gride? já que estava irregular, pq não orientar a corrigir, qual o interesse em avisar apenas no final da prova? Embora a diferente segundo a FIA foi por conta do cobertor que aquece os pneus, que ligados aumenta a calibragem e desligados diminuem, questão de física, o ar se expande no calor. Daí a necessidade de se estabelecer um protocolo específico de medição.

  31. tarso marques disse:

    teoricamente a f-1 é uma categoria feita para se obter o maximo desempenho dos componentes, certo? entao pq diabos estabelecem uma faixa de trabalho em que o componente não está em sua melhor performance? Se é feito pra trabalhar acima de 19.5, pq trabalha melhor se estiver com menos pressao?

    • Juliano disse:

      Porque com o pneu menos rígido a área de contato com o solo aumenta gerando mais atrito e consequentemente melhor tração, por outro lado pode gerar superaquecimento e desgaste irregular podendo vir a falhar como aconteceu com Vettel em Spa.

    • MARCIUS VINICIUS disse:

      Teoricamente, o pneu com menos pressão significa mais área em contato com o solo e por consequência mais aderência, só que isso pode gerar também maior desgaste do pneu e um possível estouro do mesmo.

    • Pedro Jungbluth disse:

      Boa pergunta. Mas estava revendo algumas antigas temporadas, de 2007 em diante, e vi como era espantosa a quantidade de bridgestones que furavam sem grandes detritos na pista. Mesmo quando era fornecedora única.
      Então essa sua dúvida técnica é algo que deveríamos nos perguntar a vários anos. Porque fazem pneus que não aguentam seu trabalho na F1?

    • Alberto disse:

      A pressão ideial dos pneus não é absoluta, é bem relativa! Para se chegar a esta pressão ideal é necessário considerar as pressões de mola e amortecedor, as regulagens de suspensão(caster, convergência e cambagem), pressão aerodinamica, peso do carro(a pressão do primeiro set de pneus normalmente é um pouco maior que a pressão do último pois o carro esta mais leve), diferencial, altura do carro, estre outras características, isso sem falar na própria construção do carro já que na F-1 cada equipe faz o seu começando do zero. A pessão ideal para a Ferrari pode ser completamnete diferente da pressão ideal para a Mercedes

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