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23 de setembro de 2015 - 13:16F1, WEC

Mmmm…

SÃO PAULO | De vez em quando pingam alguns e-mails sempre com este título, ‘mmmm…’, vindos de um grupo de jornalistas e outros envolvidos do nosso meio para que fiquemos atentos a algumas notícias e rumores. A onomatopeia salta da caixa de entrada e ganha uma extensão maior ao ver esta queixa aberta de Alonso ao desempenho da McLaren em Cingapura e sua definição: “Parece que estamos na pré-temporada“.

Alonso evitou o quanto pôde reclamar. Houve tempos até que manifestou algum apreço por dar um apoio público e dizer que havia uma evolução clara do trabalho feito pela McLaren-Honda. Mas vendo que o negócio não evolui e que há um conflito interno não muito íntimo, resolveu meter a boca no trombone, dando sustentação aos rumores de que já quer se livrar da escuderia de Woking.

Aos 34, Alonso realmente não tem mais tempo a perder na F1. O problema é que não há qualquer caminho que aponte que volte a ter sucesso ou esperança de que volte a brigar por títulos. É ponto pacífico que se trata de um dos maiores de todos os tempos, que ainda é visto como o melhor desta geração e do atual grid por tantos, mas é fácil concluir que Alonso já está perdendo tempo na F1 e insistindo, possivelmente consigo mesmo, em algo que não rende mais. Se decidisse, por exemplo, abraçar novamente o projeto da Renault, estaria numa situação similar à deste ano.

Com dois títulos no bolso e nove anos de hiato, Alonso não fez de nenhuma equipe campeã e colecionou desafetos. As portas se fecharam. Está na hora de abrir outras, e tem uma casa com um amigo que o espera há muito tempo: o WEC, onde está Webber. A Porsche já o queria para este ano, e fatalmente acabaria no time que venceu as 24 Horas de Le Mans e deu uma reerguida na carreira de Hülkenberg.

Alonso tem necessidade de ser o protagonista das ações e campeão. A ida para o Mundial de Endurance é ideal: seria fatalmente o astro da categoria e atrairia muto mais que atenção a um campeonato em franco crescimento e onde é possível juntar montadoras e tecnologia nova. Não é nem questão de pegar o telefone porque já é bem mais fácil mandar uma mensagem pelo whatsapp. Aí é só curtir as últimas provas no fim de ano na F1, fazer uma despedida decente e preparar a mudança com a chave já virada.

É muito mais digno do que ter essa bagagem toda e ter de andar só melhor que a Manor Marussia a cada fim de semana de corrida.

14 comentários

  1. Fábio #11 disse:

    Se fosse o Alonso daria um voto de confiança pra Mclaren/Honda e tentaria mais uns 2/3 anos de F-1.. Deve ser difícil pacas buscar motivação andando no fim do grid, principalmente sendo um bicampeão mundial, mas acredito que nesse prazo algumas coisas podem mudar, outras portas podem se abrir e ele ainda vai ter idade e talento para ser competitivo e tentar um último título antes de passar a régua e buscar outra categoria. Esgotaria todas as possibilidades antes dessa difícil decisão que deve ser largar a F-1.
    Só que acho que ele precisa controlar a boca e tentar ser mais agregador, ele já falou demais, fez algumas merdas bem grandes e parece ter um caráter meio duvidoso. Mas gostaria de ver ele com um carro competitivo de novo.

  2. marcio disse:

    Alonso é superestimado , faz uns brilharecos e todo mundo paga pau. Vettel ganha 4 titulos seguidos, vence com a Ferrari, conquista pole que o Alonso não conseguia desde 2012, vence com Toro Rosso é todo mundo questiona. Esta faltando bom senso !

    Obs: Antes que cornetem meu comentário, Alonso perdeu titulo em Abu Dabhi porque ficou meia corrida atras do Petrov e foi engolido pelo Vettel!!!!

  3. Leo disse:

    Vai pagar até o final da vida por Cingapura/08.
    Corre muito, mas é mal caráter.
    E muito me admira essa história de que não teve carro para ser campeão nestes últimos 10 anos. Em 2010 não o foi por falta de competência pra passar o Petrov (who?) em Abu Dhabi e em 2012 Vettel simplesmente foi melhor (e ainda corria contra o companheiro de equipe), porque carro ele tinha. Ainda estou deixando de lado 2007, em que ele resolveu encrencar com Hamilton e conseguiu perder o título pro Kimi aqui em Interlagos.
    É bom? É. Gênio? Não. Nunca foi capaz de liderar uma equipe no desenvolvimento de um carro vencedor, inclusive por sua postura “eu ganho, a equipe perde”.

  4. Paulo disse:

    Esse papo que ele é o melhor piloto do grid, melhor da sua geração e tudo mais está ficando cada dia mais irreal.

    Ele FOI o melhor piloto em 2005/2006, quando a Michelin em guerra com a Bridgestone fazia de tudo para a Renault vencer a Ferrari.

    Em 2007, foi acossado pelo Hamilton ESTREANTE, que conquistou o apoio da imprensa e posteriormente da equipe e rolou a guerra que acabou dando o título pro Kimi e depois sua saída nada amistosa da equipe.

    Depois disso o que aconteceu? O sujeito mandava e desmandava na Ferrari, que preparou todos os carros de 2010 até 2014 pensando exclusivamente nele. Disputou dois títulos nesse período muito por conta da fragilidade do carro da RBR (2010) e um inicio de temporada atipico, com vários vencedores, ate por conta das mudanças no regulamento que prejudicaram a RBR (2012) que por méritos próprios.

    Para quem falava a plenos pulmões que tinha levado 6 décimos de desempenho para a Mclaren, ficar 5 temporadas na Ferrari sem melhorar o carro, pelo contrário, é de lascar.

    E a decisão de 2010, em que ele ficou acompanhando o Petrov sem esboçar a mínima reação para ultrapassar e depois dando “showzinho” de simpatia com o russo no fim da prova é a melhor imagem que o define..

    Se saísse hoje não sentiria a menor falta dele. O duelo de 2016 já está marcado, Hamilton x Vettel.

    • André Fonseca disse:

      “Ele FOI o melhor piloto em 2005/2006, quando a Michelin em guerra com a Bridgestone fazia de tudo para a Renault vencer a Ferrari.”

      Perfeito!!!

      Não fosse esses dois anos, seria um “Ukyo Katayama” que come “paella”…

  5. André Fonseca disse:

    VM, me desculpe mas hj terei que discordar veementemente de vc!!!

    Aí vc pensa, “grandes merdas esse cara discordar de mim”, mas tudo bem…

    HE HE

    Alonso ser “um dos grandes e melhor do grid atual” é uma das maiores mentiras da F1. Ele só se tornou bicampeão quando tinha toda a Michellin trabalhando para a Renault!!!

    Além disso, levou pau do Hamilton na Mclaren, no ano de estreia do novato na F1, teve a Ferrari inteira para ele por muito tempo e não fez nada demais. Para ser um dos grandes, é preciso saber escolher onde sentar a bunda, e nisso o “Choronso” é horrível!!!

    E olha que nem considero o restante do “pacote”, sendo um cara difícil, que joga pra torcida, ou como vc escreveu, “fecha portas e coleciona desafetos”

    Como é que “saporra” pode ser o “melhor” do grid???

  6. Lucio Dantas disse:

    Vettel é muito melhor que Alonso, mas acredito que ele ainda pode ser campeão e não vai sair da formula 1

  7. Daniela disse:

    Ele não tem escolha. Vai ter que ficar na McLaren mesmo. Não acredito nesses boatos da Red Bull. Eles tradicionalmente apostam em jovens pilotos e tem ótimas opções.

  8. Delgado disse:

    Sem dúvida o Alonso é o melhor piloto da F1 já há mais de dez anos. No entanto, desde 2008 ele não teve a habilidade e a sorte de estar em uma equipe que lhe desse um carro à altura do seu talento. Os anos passaram, e para um piloto como ele deve ser terrível e frustrante não poder lutar pelo título.
    Mas não acho que ele deva sair já da categoria máxima do automobilismo; com 34 anos, um grande talento e boa preparação física, ele pode competir por mais meia década pelo menos. No cenário atual, ele aparentemente não tem possibilidade em nenhuma das atuais equipes vencedoras. A Mercedes parece satisfeita com sua dupla de pilotos, a Ferrari não é uma opção, e ninguém sabe o que vai acontecer com a RBR. Mas Mclaren e Honda não vão ficar nessa situação para sempre. Certamente tudo está sendo feito para sair dessa fase; para este ano já não dá mais, mas com a estrutura e os meios de que dispôem, em 2016 eles pode ser competitivos. Alonso tem de exercitar a virtude da paciência, não dar declarações impensadas, mas internamente pressionar os japoneses e a turma de Woking.

  9. eduardo disse:

    O Alonso é um talento fora do normal mas vai queimando pontes por onde passa,você reparou que entre os mecânicos da Ferrari em estado de graça estava um grupo da Red Bull loucos para comemorar junto,é a diferença entre um piloto que faz ambiente e outro que destrói.

  10. Fernando disse:

    Alonso tem 34 e Schumacher competiu (mesmo com o intervalo fora) até os 41 salvo meu engano. A gente diz que o cara está velho comparando com a molecada, mas com 34 anos tanto ele quanto Button ainda tem bastante lenha pra queimar na F1. Isto porque eles estão na ativa, o corpo e os reflexos ainda estão lá. O que desanima estas caras é que já foram campeões, já ganharam várias corridas, foram protagonistas, não aceitam andar atrás, ainda mais tão atrás assim.
    Enfim, penso que Alonso ainda pode correr fácil por mais umas 3 temporadas, sendo ainda um piloto de alto nível, ou seja, está no limite de talvez, finalmente fazer um escolha acertada na carreira. Se ficar na Mclaren, já sabe que disputar título em 2016 será difícil.

    Quais outras opções lhe sobram?
    Renault: Em 2016 pode andar melhor do que a Mclaren, mesmo assim não creio que irá disputar título.
    RBR: Duvido muito, portas fechadas pois estão bem de piloto, este ano está faltando carro.

    SInceramente, eu no lugar dele ficaria na Mclaren, mesmo que esta equipe esteja em franco declínio e parecendo muito com a Williams no começo dos anos 2000. Possuem conhecimento técnico, possuem uma das melhores estruturas para o desenvolvimento de carro, e AINDA podem conseguir bons patrocínios. Eu não duvido também da capacidade dos japoneses. Podem estar atrasados, mas quando acertarem a mão no motor acredito que andarão na ponta.

    Alonso é um infeliz pelas próprias escolhas que fez, mas sim, é um dos maiores de todos os tempos. Para mim figura no Top 5 fácil.

    • Billy disse:

      Fernando, acho sua análise perfeita. Sou torcedor de Vettel, acho que ele é o melhor atualmente, mas não deixo de considerar a capacidade de Alonso.

      Alonso é um cara marcado por fechar portas: a Red Bull lhe ofereceu um contrato de longa duração assim que ele deixou a Mclaren em 2007; e ele desdenhou. Se soubesse o que a equipe estava aprontando para o novo regulamento de 2009, talvez ele, e não Vettel, tivesse conquistado os títulos com a Red Bull. Alonso também não foi tão bem querido assim na própria Ferrari, com muita cobrança e pouca habilidade em motivar seu grupo de trabalho (a comemoração efusiva dos mecânicos da Ferrari com Vettel em Cingapura, na qual um deles beija o capacete do alemão, evidencia que o espanhol, em pouco tempo, já virou passado na equipe ). Acho que a imagem que melhor retrata as relações do espanhol foi seu abraço público em Flavio Briatore antes da largada em Monza, um cara que foi varrido da Fórmula-1 pelo pior escândalo protagonizado em muito tempo.

      Muitos lembram dos tempos áureos da parceria Mclaren-Honda do fim dos anos 80, mas temos de nos ater ao trabalho da montadora feito recentemente. A Honda comprou a BAR em 2006 e, das três temporadas em que permaneceu, em duas construiu dois dos piores modelos do grid. Quando Ross Brawn acertou a mão no chassi, o carro já era equipado com motores Mercedes.

      Um dos grandes problemas da Honda é que eles não têm experiência com essas novas unidades de potência, algo completamente diferente de qualquer motor turbo ou aspirado já produzido. A Ferrari, dado o fraco desempenho de seu motor em 2014, buscou na rival Mercedes engenheiros capazes de ajudá-los a resolver seus problemas, e nisso a queda do congelamento dos motores durante a temporada contribuiu bastante. Já a cultura dos japoneses os impede de buscar auxílio, pois eles acham que eles mesmos devem resolver seus problemas. E nisso, Mclaren e Alonso estagnam no grid.

      Abraços.

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