MENU

1 de outubro de 2017 - 8:54F1

S17E15_MAL1

20171016968_P-20171001-00539_news_DR



SÃO PAULO | O campeonato de 2017 ganhou neste domingo novos contornos na Malásia que não mais vai fazer parte da F1. Para a Ferrari, o desastre de Singapura se prolongou, mas há uma evidência de que seu carro está novamente à frente do da Mercedes em ritmo de corrida — e isso numa pista em que não se esperava isso. O fortíssimo ritmo de Vettel e sua capacidade minimizaram quase ao máximo o prejuízo que sabia que teria depois de não participar da classificação. Mas mesmo tendo 34 pontos de desvantagem, o alemão tem um aliado: sua antiga equipe.

Sem Räikkönen, a Red Bull sobrou. Verstappen controlou a corrida depois de passar Hamilton e só a perderia se voltasse a ter um de seus milhares de azares. Ricciardo tinha um desempenho melhor que o do inglês, mas perdeu muito tempo no começo atrás de Bottas. A Red Bull já havia meio que jogado a toalha depois que saiu de Singapura sem a vitória, mas se a gente analisar a performance da dupla energética na segunda parte da temporada, é notório que houve uma grandiosa evolução a ponto de se pensar que estarão presentes ali na frente com mais frequência.

Até porque, como dupla, Verstappen-Ricciardo estão à frente dos demais. OK que Kimi teve o pior dos destinos hoje, mas arrisco dizer que não seria o vencedor mesmo com melhor carro. E Bottas foi um horror, como tem sido depois das férias: insosso, desmotivado, desnecessário. E se houver um cenário destes em que Vettel está à frente e as Red Bull lhe servem de ajuda, Hamilton já não olha para o lado e encontra um escudo.

Hamilton foi cerebral na prova deste domingo. Não afrontou Verstappen porque teria muito a perder — a lição da prova passada foi bem aprendida. Mas também não pode pensar em disputar as últimas cinco provas na tiriça e na preguiça apresentada por Rosberg no ano passado. Vettel ainda pode ser campeão com seus próprios resultados — vencendo as cinco, Seb teria 1 ponto a mais que Lewis se este terminasse todas em segundo. De qualquer forma, o inglês está na dúbia situação da vida mansa com a pulga atrás da orelha: tem um campeonato na mão, mas não está com esta mão beijada.

O problema para Vettel foi o pós-corrida: aquele acidente com Stroll — que teve um repente do piloto que foi no início do ano e moveu o carro para a direita na curva à esquerda — pode custar uma punição de cinco lugares no grid por uma eventual troca de câmbio. E aí, fio, é uma vitória a menos na conta: largaria na melhor das hipóteses em sexto.

Stroll que deu piti quando Massa disputou posição com ele. A Williams recebeu dinheiro bom e comprou a melhor papinha para o rapaz. Alimentaram demais e criaram um monstrinho rico e mimado. E Felipe também não fez muito para defender o lugar, tal qual contra Ocon em duas situações. Ficou mais uma vez atrás do companheiro. E assim fica difícil argumentar qualquer coisa a favor.

Ocon, aliás, envolveu-se em um incidente com Sainz na curva 1 que mostrou que os comissários ou estavam sonados ou ligaram o foda-se de vez. O espanhol deu no carro do francês, que rodou. Aliás, aquele espaço da pista foi ímã de tretas: teve a de Magnussen com Alonso — que fez este concordar com Hülkenberg e chamou o nobre danês de ‘idiota’ — e teve a de Palmer com Magnussen, em um encontro histórico. Ainda estou no aguardo do momento lindo de Palmer rodando duas curvas antes, emparelhando com Kevin para disputar posição bem à frente do líder Verstappen, e depois terminando em nova rodada. Jolyon já poderia ser sacado pela Renault.

Alonso foi outro que agiu como os citados acima: andou mal, muito mal, bem atrás de Vandoorne — que foi excelente e ultrapassou o companheiro no Mundial —, e ainda teve um ato deplorável ao abrir passagem escandalosamente para Ricciardo e fechar em cima de Vettel. Com 36 anos, trata-se de um apequenamento desnecessário para quem se acha grande e maior que todos os demais o tempo todo. E atitudes como esta só reverberam o que tem colhido de dissabor nos últimos anos.

Na próxima etapa, Suzuka. Que começa desde já com a expectativa da confirmação da Ferrari sobre o câmbio de Vettel: se tiver de trocar mesmo, Hamilton já tem uma grande vitória. Daquelas de gravar de vez o tetra na taça.

6 comentários

  1. Alexandre Soucha disse:

    A Ferrari sempre foi e sempre será uma equipe de um piloto só, agora está pagando por isso, caso contrário teria outra opção ,ter um piloto mais jovem, competitivo e comprometido com a equipe, como diz o “mestre” Edgard Mello Filho .
    “Se o Rubens Barrichello não foi campeão pela Ferrari,o azar foi da F-1″ !!

  2. Charles Câmara disse:

    Victor, o que a Ferrari está colhendo é o que ela plantou: opta por manter um piloto descompromissado e em fase decadente como é Raikkonen para privilegiar o outro piloto, Vettel, sem falar nas manobras descaradas pra inverter posição e tirar o número “2″ da frente, é um castigo divino, pois se ela tivesse “dois número 2″ como red Bull e Mercedes, ela estaria com dois pilotos disputando o título e não um só, bem feito.

  3. Jorge disse:

    Victor ótimo texto, parabéns!!! Hamilton realmente terá de se preocupar, só o fato de largar próximo ao Max, já preocupa, tem também Ricciardo que é osso duro de roer, sem contar que as Ferraris em ritimo de corrida estão melhores que as Mercedes, essa falácia de que os prateados estão melhores é para jogar o peso pra cima da equipe alemã, devido ao retrospecto, Hamilton terá que ter sabedoria e sagacidade se quiser vender o campeonato, pois se for pra contar com o companheiro, estará perdido.

  4. Fernando disse:

    Bom dia Victor gostaria de te fazer uma pergunta, por que você tem tanta bronca do Alonso? Pergunto na moral, sem sacanagem! Abraço.

Deixe uma resposta para Charles Câmara Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>