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11 de novembro de 2017 - 17:54Sem categoria

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INTERLAGOS | Uma constatação, cá entre nós aqui, de pronto: por que diabos a Mercedes saiu tão rápido com os dois pilotos, a ponto de andarem colados, assim que o sinal verde se fez presente? Não era só uma tática eventual com medo de que viesse a garoar ou chover tão logo. Reparem que os dois carros, com Hamilton à frente, saíram desembestados dos pits, passando Wehrlein no fim da reta oposta como se disputassem a classificação de suas vidas. A pista estava levemente úmida, e as zebras interlaguianas são um perigo nesta situação. Mal preparado, Lewis beliscou a do Laranjinha e catapimba!, deu na proteção de pneus. Um erro incomum de um tetracampeão que vinha focado e obstinado e tudo mais.

Ao menos, e como tem acontecido com carros de ponta que ficam no fundo do grid, Hamilton vai ser o showman do GP do Brasil. Um sexto lugar há de ser sua meta, com chance de quinto, já que Ricciardo também larga ali na zona do rebolo final. Problema para Lewis vai ser o tempo perdido atrás de carros mais lentos num circuito com poucos pontos claros de ultrapassagem. A estratégia e safety-cars que pintarem serão seus aliados.

Bottas tomou a pole de Vettel lindamente. OK que o alemão freou demais em sua última tentativa na entrada do S do Senna, mas azar dele. Aliás, como diria Evelyn Guimarães, Bottas, em finlandês, significa ‘curto circuito’: o piloto da Mercedes também foi pole no GP da Áustria, cujo tempo de volta é cerca de 3 ou 4 segundos menor que o de Interlagos. É a chance dele em apagar a péssima segunda parte de temporada que faz e de dar algum gosto de disputa no fim do campeonato — a diferença entre ele e Vettel no Mundial de Pilotos é de 15 pontos, ou seja, mesmo com duas vitórias, aqui em Abu Dhabi, teria de torcer para em uma delas o alemão da Ferrari não ser segundo. Se bem que, convenhamos, não deve ser lá muito tesão brigar por um segundo lugar.

Vettel, por sua vez, apresentou feição gluteoflácida; Räikkönen, em terceiro, a de sempre. Nunca há muito o que dizer sobre Kimi além do trivial. Aliás, na sala de imprensa, antes dos treinos, a FOM tem exibido alguns vídeos de corridas anteriores no Brasil, e uma delas é a de 2007. Um pouco mais robusto, Kimi era feliz. Hoje é um piloto enfadado e cansado que poderia arrumar outra coisa mais proveitosa da vida ou onde pudesse ser mais competitivo. Mas cada um sabe o que faz.

A classificação brasileira poderia ter um tiquinho de emoção se a chuva que rondou o autódromo o dia inteiro agisse. No mais, evidenciou a deficiência dos motores Renault e Honda. Verstappen reclamou do meio segundo que tomava nas retas. Alonso era 15 ou 16 km/h mais lento que os demais. Ainda assim os dois estão ali na frente, prontos para ciscar nesta corrida. O primeiro há de brigar pelo pódio, provavelmente o terceiro lugar; o segundo, se alcançar um top-5, pega a cadeira tradicional e senta no meio da linha de chegada para comemorar, imponente.

A treta do dia foi a entre Massa e Sainz. No Q3, o espanhol atrapalhou visivelmente o brasileiro. Que disse que o primeiro lhe confessou ter feito de propósito. Carlos fez a linha debochada, ‘eeeeeeu?’, negou tudo. Eu duvido que Felipe inventasse uma fala dessas, ainda mais a duas corridas do fim da carreira da F1. Muito embora Sainz não tenha cara de dissimulado. No fim das contas, deve ficar por isso mesmo.

Palpites? Um pódio Vettel-Bottas-Verstappen parece justo. Hamilton vem pra quinto.

 

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