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7 de junho de 2018 - 13:45F1

Mini Verstappen

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SÃO PAULO | Daí que foram entrevistar Verstappen lá em Montreal sobre sua postura nas pistas, sobretudo diante de um companheiro que entrega e faz as coisas muito melhor que ele. O moleque, com dois aerolitos nas mãos, se disse farto de tanta pergunta e, no fim das contas, ameaçou a dar uma cabeçada em quem voltasse a falar novamente.

Verstappen é resultado direto de quando o programa de pilotos da Red Bull identificava e produzia em boa escala de qualidade talentos para o automobilismo. Mas desde que disputou seu primeiro campeonato de monopostos, a F3 em 2014, era possível enxergar que sua imensa capacidade, habilidade e arrojo traziam, agarrada, a imaturidade de pensar nas consequências e em frente. Até então, isso era relevado pela doce desculpa da adolescência.

Mas logo deram um carro de F1 nas mãos dele, e até o GP de Mônaco passado, a avaliação segue praticamente a mesma: que Verstappen é um exímio piloto, só que as falhas lhe são inerentes. Com o carro que tem nas mãos, o holandês tem apenas 3 pontos mais que Alonso, por exemplo. Verstappen errou em absolutamente todos os finais de semana da temporada — uma projeção de seus resultados o colocaria com 90 pontos.

Em baixa, Verstappen desconta na imprensa sua imensa frustração, mas, mais do que isso, ignora todos os conselhos que a própria equipe indica de aprender ou com Ricciardo ou com os próprios erros. Antes de querer resolver as coisas no confronto físico, o piloto disse que não ia mudar sua forma e seu estilo porque foram eles que o levaram aonde está.

Talvez ele não pense que são os mesmos que podem tirá-lo de lá. Porque a Red Bull, no fim das contas, sabe que tem grande parcela de culpa de ter alimentado este monstro — em vez de cortar, deu as asas fazendo jus a seu slogan. E se a gente for pensar no cenário como um todo, sem ter piloto lá na sua base e assediando a molecada de outras equipes, logo vão entender que a Toro Rosso não tem razão de existir e vão querer passar o time B para a frente. Aí do pouco que resta, hão de fazer uma análise: o que seria melhor ter hoje no time principal: um Sainz que, apesar de um começo claudicante na Renault em 2018, é ótimo piloto; um Gasly que mostrou o que pode fazer, por exemplo, no GP do Bahrein; ou este Verstappen que é melhor do que os três, mas se recusa a mudar e a aprender, não tem resultados condizentes e, pior, tem um comportamento agressivo?

Em seus anos iniciais de F1, Verstappen deu declarações absurdas e ofensivas. Parecia ter mudado, mas hoje mostrou que seu molde permanece o mesmo. Max, o que quer dar cabeçada em repórter — e eu realmente espero que nenhum repórter se sinta intimidado e pergunte a ele o que deve ser perguntado para ver se ele cumpre a palavra —, é míni. Sendo assim, pequeno. Ínfimo. Nada.

PS: De onde vocês tiram essas ideias/informações de que Hartley está na Toro Rosso para paparicar a Porsche? Vocês realmente acham que a Toro Rosso ia se queimar e queimar um piloto desse jeito sabendo que tem um motor só para ela no momento e que a Red Bull teria, em outro cenário, a Aston Martin como possível parceira? Cêis também, viu…

26 comentários

  1. Antonio Carlos Mello Cesar disse:

    Senna bateu muito, encheu a traseira do Rosberg, do Mansell, fora outras…..Uma vez questionado por Stuwart que, era ele, o piloto mais envolvido em acidentes, a resposta veio imediata:
    No momento, sou o piloto que mais vence corridas e faz poles, eu não corro para chegar em segundo, terceiro, quinto, entro na pista para ganhar, e arrisco tudo, pois o dia que deixar de agir assim, também deixarei de ser um piloto.
    Verstappen é da estirpe de Senna, Villeneuve, como até o momento as Red Bulls, estavam inferiores, frente Mercedes e Ferrari, tem arriscado tudo, inconformado de ficar ali em quarto, quinto lugar.
    Todos tem endeusado Ricciardo, méritos pela pole em Monaco, que propiciou vencer com um carro apresentando falha mecanica, num GP onde é impossivel ultrapassar. O triunfo anterior foi da parada estratégica e sortuda, onde retornou a pista infinitamente mais rápido que os outros.

  2. Danir disse:

    Faz sentido sim. Ninguem questiona o talento e a rapidez do Mansell, mas com certeza todo mundo sabe que junto com o talento vinha um pacote de bobagens e porraloquices.
    Verstapen é a mesma coisa, muito talento e rapidez com uma monumental falta de regularidade devida a um temperamento arrogante e sem muito contrôle emocional. Ele trabalha no piloto automático e com isto o cérebro não desenvolve o que poderia. Se cair a ficha e mudar o comportamento, será um piloto para ser lembrado. A dúvida e saber se tem a “manha” para tal mudança. Numa ambiente de competição que nos últimos anos tem olhado para custos, o balanço é negativo; muito mais custos do que glórias, apesar do talento inegável. Ele vai ter que se esforçar bastante. E, elas por elas, o Mansell foi melhor do que o Verstapen é. Se alguem quiser pensar em um talento natural aliado a uma dose de porraloquice que deu certo, e só lembrar do Villeneuve. Não fosse o acidente fatal, teríamos muito mais coisas boas para lembrá-lo, mesmo com o custo eventual de algumas porcas, parafusos, pneus, rodas, carrocerias e motores. Quando estava num bom dia o Villeneuve era do mesmo nível de um Airton Senna. Já o Verstapen!!!!!!!!!!!!!…….Num bom dia é do mesmo nível de um Mansell.

  3. Will disse:

    Pelo pai que tem (que já foi condenado por ter agredido uma ex-namorada), não se espera comportamento diferente. Esse é o “exemplo” que ele tem em casa.

  4. Glauber Jefferson Carrico disse:

    Sempre digo: como este rapazinho já apareceram vários na F1. Talentosos ao extremo, como, por exemplo, Jean Alesi e outros “canhões” que já despontaram na F1, mas nenhum arrogante como este moleque.
    No final, acontece sempre o mesmo: deixam a F1 sem ter ganho nada de relevante. E é o que vai acontecer com o Max. Vai sair sem ser campeão.

  5. Jessica disse:

    Deixem o Verstappen, dps que ele entrou a f1 ficou mais animada, deixou de ser aquele tédio sempre previsível..

  6. Davi de Oliveira disse:

    Já escrevi isso em alguns fóruns, mas sempre bom relembrar. A Red Bull começou a gerir muito mal sua categoria de base no final de 2011, com a dispensa da dupla Jaime Alguersuari e Sebastian Buemi da STR. Na época eles poderiam contratar o Barrichello e colocá-lo com Ricciardo, já experiente com a metade de 2011 feito na HRT.
    Daí pra frente, seguir com as duplas na Toro Rosso:
    2012: Barrichello e Ricciardo
    2013: aposenta o Barrichello, mantém o Ricciardo e promove o Jean Eric Vergne
    2014: promove Ricciardo pra RBR no lugar do Webber, e traz o Antonio Felix da Costa pra correr com o Vergne.
    2015: promove o Vergne pra RBR no lugar do Vettel, mantém o Felix da Costa e aí poderia trazer o Kvyat ou o Sainz Jr.
    2016 para frente: trabalhar pra RBR ter um trio de pilotos de ponta como opções (Ricciardo, Vergne ou Felix da Costa) e trocar conforme a opção ou necessidade do time, ter na base Kvyat e Sainz Jr, e garantir o Max Verstappen para estrear em 2017 ou 2018 na Toro Rosso, mas já fazendo campeonatos de base pela Red Bull como o Gasly fez.

    Porém a Red Bull errou muito, dispensou o Felix da Costa, promoveu o Kvyat antes da hora tanto pra Toro Rosso como para Red Bull, dispensou o Vergne, promoveu o Verstappen antes do Sainz Jr, e dps corrigiu o erro da promoção do Kvyat cometendo outro erro, promovendo o Verstappen tbm antes da hora.

    Hoje, a Red Bull simplesmente não tem ninguém depois do Pierre Gasly, pois também dispensou o Sergio Sette Camara, e não mostra piloto algum que poderia já estar trabalhando como a Mclaren faz com o Lando Norris, a Ferrari faz com o Max Gunther e os pilotos da Shell, a Mercedes faz com George Russell.

    Talvez seja a hora de ver os erros de Helmut Marko nesse trabalho longo.

  7. Andryj disse:

    Esse cara poderá ser o maior fogo de palha desse século na fórmula 1.

    Um cara que consegue até bater em retardatário, nunca vai conseguir quebrar as marcas de Senna, Hamilton e Schumacher. Sejamos francos, já é o quarto ano de campeonato do cara… F1 não é mais como na década de 70-80, que se tu ganhasse 7 corridas e batia outras 8, tú era campeão. O sistema de pontuação mudou muito, mais corridas, mais regularidade dos pilotos é exigida.

    Eu acho que sempre haverá um lugar para ele na F1, interlagos 2016 garantiu isso, só que ele pode morrer numa equipe intermediária.

  8. Rafa mr disse:

    Talento da mãe. Cabeça do pai

  9. Diego disse:

    A comparação de Verstappen com Mansell faz sentido?

  10. Duarte disse:

    É engraçado como as pessoas superestimam o Verstappen. Quem acompanha corridas há mais de 20 anos, como eu, já viu alguns pilotos da mesma estirpe do Max não chegar em lugar algum. Agressividade não é sinônimo de irresponsabilidade. O Max é ambos e as pessoas confundem as coisas: ninguém quer que ele seja menos agressivo na pista (Hamilton, Bottas, Vettel, Riccardo, Ocon, Perez, todos o são); querem que ele largue a mão de ser barbeiro e irresponsável. A pessoa que se recusa a mudar geralmente não vai muito pra frente, pois as contingências mudam e o tempo passa. Agora, se ele acha que continuar fazendo essas presepadas vai dar-lhe título, ele tá muito enganado; como o Vitor ponderou no texto, deram um tamanho ao Max que ele não tem. Não tô dizendo que ele não é bom, ele é bom; também não tô dizendo que ele não é agressivo e rápido, ele é; tô dizendo que ele não é o melhor do grid nem o da nova geração como dizem, ele não é. Tomou ferro do Sainz e está tomando do Riccardo. Se ele não repensar a irresponsabilidade dentro da pista, ele vai levar ferro sempre.

  11. Fábio Ferreira disse:

    F-1 não é lugar para aprendizado, para isso tem as categorias menores, e passar 3 anos aprendendo o básico é não querer enchergar o óbvio, errar assim só na primeira temporada, o cara tá sentindo a pressão.

  12. Wesley Andrade disse:

    O moleque é talentoso, só que demonstra a cada atitude fora das pista que é um completo babaca, graças a má educação que teve com seu pai. Ficaria triste, mas não surpreso, se o contrato que possui com a RedBull não for renovado.

  13. Alexandre Ferreira disse:

    Marcos Zamponi que Deus o tenha ,diria que esse Andreia De Cesaris ,não tem jeito mas tem patrocínio. E eu ainda era mas o De Cesaris.

  14. Kleber Acquesta disse:

    Tudo que as pessoas pedem são pilotos que falam o que pensam e que pilote de forma agressiva. Ai quando aparece vem as pessoas querendo o politicamente correto e sendo um piloto bunda mole.

  15. Manoel Henrique disse:

    Victor Martins será o René Simões daqui a alguns meses. Tanto ódio…. Se parar pra pensar que em todas as corridas que o Verstappen errou, o “genio Ricciardo” estava atrás dele… Mais três ou quatro corridas tudo volta ao normal.

    • Victor disse:

      VM responde: Opa, vamos lá:
      Austrália – Ricciardo andou à frente
      Bahrein – Ricciardo estava à frente até abandonar
      China – Ricciardo estava atrás, passou e ganhou
      Azerbaijão – Andaram juntos o tempo todo
      Espanha – Ricciardo andou atrás
      Mônaco – Ricciardo andou o fim de semana todo à frente

      Gênio Ricciardo tem mais que o dobro de pontos no campeonato.

      Mas você dizia?

      • Airton disse:

        Só completando, caso o Verstappen estivesse andando do Ricciardo em todas as vezes em que errou, seria ainda pior.
        No atual cenário, mais 3 ou 4 corridas, são mais 3 ou 4 erros dele.

  16. Amaral disse:

    Eu venho pensando nisso há tempos. E essas atitudes só comprovam o que penso dele. Que é um puta piloto, provavelmente o melhor, o mais talentoso dessa geração dele. Melhor que Leclerc, Wehrlein, Vandoorne, Gasly, Sette Câmara, Stroll, Ocon ou mesmo Norris, o novo modinha do momento. Tem potencial claro pra ser campeão do mundo, algo que poucos no grid atual têm.
    Mas um puta talento fica em segundo plano quando o dono desse talento é arrogante, prepotente, irascível, avesso a críticas e se mostra mimado e superestimado. Ainda mais em comparação com um Ricciardo que, se não é um fora de série, é claramente acima da média, é piloto de equipe (no sentido coletivo da palavra), se relaciona bem, se apresenta bem, e aproveita as chances que tem. E com isso mostra mais resultados, que, no final, é o que a equipe quer. Ainda mais com chefes tão pragmáticos e impacientes como ele tem.
    Periga o mini gênio ficar a pé no final do ano, tendo que mendigar vaga numa equipe menor, e ainda se achando a última bolacha do pacote. E não terei pena dele. Nessas horas acho esse jeitão do caciquezão alemão positivo. Passa a faca, mesmo, doa a quem doer. Se fosse preciso, acho que ele passaria a faca no próprio pescoço.
    E queria ver mesmo um repórter cabelo na venta perguntar de novo sobre os acidentes dele, e perguntar se ele cumpriria a promessa. Babaquice clara de garoto mimado que não pode ser contrariado. Duvido ele cumprir, vai querer queimar a própria carreira? Comentário totalmente desnecessário.

  17. Me incomoda a RBR ter uma equipe B, que está lá apenas em função da vontade da equipe A. É como duplicar a relação entre pilotos como Schummi e Barrichello. Imploro por novos donos.

    Por outro lado digo que apesar da falta de um brasileiro nesta temporada – o que me deixou bem fora do ar com a F1 – existem caras como Verstappen pra dar uma quebrada em certos marasmos. MAS, claro: renderia muito mais se tivesse a inteligência de um Alonso.

    • Silvestre disse:

      Eu estava querendo entender o motivo da comparação entre Rubens, Michael e RBR. Daí bastou ler as primeiras palavras do segundo parágrafo.

    • Pedro disse:

      Se a Toro Rosso não existisse, bem provável que nunca veríamos pilotos como Vettel, Ricciardo, Verstappen, Sainz, Gasly… A Toro Rosso é uma das equipes que não podem deixar a F1 de jeito nenhum.

  18. Marques disse:

    Excelente texto. O moleque é um nada.

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