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21 de julho de 2018 - 12:30F1

S18E11 Alemanha 1

HAM2

SÃO PAULO | E tivemos o modo festa amplamente ativado em Hockenheim: do carro ao piloto. Com uma Ferrari que parece imbatível nas melhores condições e nos melhores braços, Vettel fez a mesma festa que Hamilton quando este conquistou a pole na Inglaterra. Ser o melhor diante do público provoca uma emoção que faz até mesmo o piloto quebrar o protocolo e começar a falar em sua língua natal – como algumas vezes Massa fez em Interlagos, por exemplo.

Vettel possivelmente vive sua melhor fase em tempos de Ferrari e conta com um Hamilton que oscila muito em 2018 – embora a classificação geral não aponte isso; a diferença de 8 pontos não condiz com que os dois pilotos fizeram na temporada. Talvez neste domingo, a vitória de Seb combinada com um provável quinto lugar de Lewis seja mais expressiva.

A oscilação de Hamilton, mais uma vez, se deve a um problema. Desta vez, não houve nenhum envolvimento de Ferrari no balaio. O carro da Mercedes, outrora tão confiável e perfeito, acusou uma falha hidráulica que levou à trava do câmbio. Mas o inglês já não fazia um Q1 bom, não. Foram vários os erros cometidos ao longo das voltas. É como se ele não tivesse totalmente focado ou imbuído em si mesmo. E muitas das coisas extrapista levam a crer isso.

Primeiro, a queixa sobre a comemoração de Vettel na Inglaterra. Hamilton falou em “fraqueza”. É quase incompreensível. Qual foi a cena que o mundo não acompanhou de qualquer desrespeito de Vettel ao celebrar uma vitória na casa do concorrente? Todo aquele blá-blá-blá de Lewis após a corrida, acusando Räikkönen de tê-lo acertado deliberadamente, e que parecia ter ficado para trás com seu pedido de desculpas no dia seguinte vem novamente à tona e demonstra que Hamilton ainda remói infantilmente um fim de semana que deveria ter ficado bem para trás.

E mais recentemente com a informação de que Hamilton vetou Rosberg como entrevistador do pódio. O cara não consegue engolir o ex-companheiro que há um ano e meio saiu da F1, o que explica como sua dificuldade em engolir algo de duas semanas atrás, mas também uma imaturidade nível hard na escala Verstappen – e, também, uma falta imensa do que fazer. Neste sentido, poderia se preocupar em ler o regulamento e entender que empurrar o carro não é permitido. A punitiva FIA vai lhe aplicar uma punição? Ou o que lhe tem acontecido é quase, digamos, um mérito divinal?

É espantoso, também, que a F1 aceite tal ordem. Ela deveria IMPOR Rosberg, na realidade, como o repórter: o cara se expressa bem, está na casa da Mercedes e traria um esperadíssimo encontro entre dois pilotos – um que considera o outro desafeto, outro que passa incólume ao caso. É que agora dificilmente há de acontecer.

Pena…

Gostei da expressão gostosa de espanto de Toto Wolff quando viu Bottas assumindo provisoriamente o primeiro lugar no Q3. Esta aí, ó.


A volta não parecia tão boa, e de repente, catapimba!, lá estava o piloto da Mercedes em primeiro depois de ter acionado o modo festinha. Na sequência, então, Vettel sapateou, mas é válido ver um Valtteri combativo, agora devidamente garantido para 2019. Bottas teve muitos azares neste ano e já deveria estar com uma vitória no bolso. O ritmo de corrida da Ferrari parece melhor que o da Mercedes pelo que foi visto nos treinos livres, então a chance do finlandês é na curtíssima largada. Se deixar Vettel se posicionar em primeiro e abrir mais de 1 segundo até o momento em que o pífio DRS for acionado, é meio caminho andado para mais um amargor.

Räikkönen em terceiro. Como diria ele, OK. Verstappen em quarto. Também OK. Aí vem as Haas, que com os problemas de Hamilton e Ricciardo – vai largar em último –, sobem uma fila. São a quarta força do fim de semana. Fosse uma equipe com pilotos normais, diria que farão uma corrida só delas, mas é claro que alguma coisa eles hão de fazer para cercar a merda. E, então, temos as Renault e Leclerc. Já disse o quanto me espanta ver seu desempenho? Acho que sim.

No mais, a Williams, com Sirotkin, apresentou alguma evolução. Stroll, este aí que vai definir a sobrevida ou de Force India ou de Williams, não vai. Ficou pelo Q1 junto com um horrível Vandoorne – que deve sair da F1 –, as duas Toro Rosso e um Ocon que não costuma ficar pelo meio do caminho.

Não há como não apostar numa vitória de Vettel e numa provável abertura de 23 pontos para Hamilton. Se este tem tanto tempo livre para se preocupar com amenidades, que ele procure uma casa de vodu rapidamente na região e torça para uma quebra ou uma hecatombe contra o rival. Até porque, considerando que a Hungria não é nada boa para a Mercedes, as coisas só tendem a piorar se ele realmente quer ser pentacampeão.

7 comentários

  1. Wilson Silva disse:

    Todo piloto campeão é temperamental, sim, mas no caso desse inglês a coisa pega mais embaixo, ele simplesmente não aceita derrotas, foi apadrinhado pela mercedes desde que veio da gp2, acostumado a ter tudo de bandeja. Por isso tem essa imaturidade toda, de quem está sempre debaixo das asas dos grandões do paddock.

  2. Eduardo Antonio Moreira disse:

    Pilotos da F1 são temperamentais e muito competitivos. Não têm tolerância à frustração. Toda vez que algum deles dá um pitizinho já vem o Victor escrever textão. Ano passado era sobre o Vettel, esse ano Verstappen e agora o Hamilton. Não que não goste do seus textos, te acho um jornalista fantástico, mas você precisa aceitar que os campeões neste esporte são todos assim.

  3. Zé Maria disse:

    Mais uma vez uma análise certeira, VM!
    E esse Hamilton, irmão univitelino do neymala/neymarketing, apenas que separados na maternidade, mas ainda juntinhos na infantilidade e na imaturidade, dois nutellinhas que são, já deu no saco de tanto mimimi.
    Tá na hora de alguém chegar na orelha dele e dar um grito:” VIRA HOMEM!!!”
    Da ridícula F1, aceitando a demanda do birrento afrodescendente, melhor nem comentar. . .

  4. Billy disse:

    Essa coisa de o Hamilton se desculpar com a Ferrari pelas redes sociais – que, na maioria dos casos, são um mundo de mentira – é ridícula. Quando o Vettel fez a merda que fez com o Bottas na França, procurou imediatamente o finlandês após a prova para pedir desculpas. Se ele não as aceitou, não coube a Vettel fazer mais nada.

  5. Wanderson Marçal disse:

    O Hamilton ainda tá na briga. Foram dois problemas seguidos, um na casa dele após conseguir a pole, que realmente devem ter tirado ele do prumo. Mas não acho a temporada do Vettel essa Coca-Cola toda, não. No começo da temporada várias vezes o Raikkonen andou na frente dele e o alemão vem vencendo como sempre as corridas em que ele larga na primeira fila. É preciso ter calma. Num campeonato longoooooo como o atual da ex-F1 é preciso esperar. Até porque a Ferrari vai ter problema também.

  6. Paulo Lopes disse:

    Victor Martins, você escreveu seu texto e, com direito, expressou sua opinião. Só acho uma coisa nisso tudo: vocês aq do GP estão fazendo uma crítica pesada com a história do veto de Hamilton a Rosberg, baseando-se numa fonte do “Bild”. Acho que seria interessante primeiro perguntar ao Rosberg se isso, de fato, aconteceu. Não sou jornalista, mas não é crucial da profissão de vocês, que ouçam todas as partes? Até porque só se falou isso no “Bild” e em nenhum outro lugar. Ou então, não seria interessante orientar a repórter que está lá na Alemanha a fazer essa pergunta ao próprio Hamilton. Afinal ela foi enviada lá, para, inclusive, investigar esses fatos. Vocês têm uma repórter em loco e podem fazer esse tipo de investigação antes de lançarem julgamento se baseando numa fonte externa. Abraços!

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