Nelsão rompeu com Nelsinho

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SÃO PAULO | A notável Barbara Gancia colocou uma informação interessante em seu blog hoje. Citando uma boa fonte — e bota boa nisso —, diz a jornalista que Nelsão Piquet, ao saber do ocorrido em Cingapura, brigou com Nelsinho e ficou dois meses sem falar com o rebento. O original está aqui.

Ou seja, no GP do Brasil, em que Nelsão fez a denúncia para Charlie Whiting — notícia também confirmada pela Barbara — e que “negociou” o fico de Nelsinho na Renault, pai e filho não se falavam.

À medida que as informações vêm à tona, todo esse caso sórdido de armação de resultado vai concentrando a culpa no trio Briatore/Symonds/Nelsinho. Ou num eventual quarteto, com Alonso, que foi chamado às pressas para dar mais declarações antes do julgamento do Conselho da FIA.

O que significa que tem algumas coisinhas ainda meio sem explicação. E Alonso, vale dizer, tem a fichinha suja, com envolvimento no caso de espionagem entre McLaren e Ferrari e da atuação de seu massagista na classificação do GP da Hungria, para atrapalhar Lewis Hamilton na disputa pela pole. É um ponto que a Barbara levantou na conversa que tivemos há pouco.

Alguma punição tem de haver nessa segunda. O caso ficou tão explícito e a sujeira está tão exposta e espalhada que uma multa, módica ou exacerbada, faz a F1 ficar ao nível de um truco, em que o roubo faz parte do jogo.

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13 Comentários

  • Olá Victor. Gostaria de saber qual foi a efetiva participação do massagista do Alonso naqueleepisódio da classificação do GP da Hungria de 2007. É que vc levantou esse episódio na coluna.

    • VM responde: No fim do Q3, Alonso ficou parado nos pits propositalmente, esperando o sinal do seu massagista, para atrapalhar Hamilton, que não conseguiu abrir volta rápida a tempo de tentar a pole.

  • Será que o Nelsinho também ficou sem falar com o Nelsão quando o pai disfarçou um F3 de protótipo com um pedaço de fibra de vidro?
    Ou quando acharam uma vela de avião no motor do seu kart?
    Ou quando ele fechou o autódromo de brasília para a Amir Nasr não treinar em sua pista sede?
    Ou…
    Ah, chega, esse tal de Nelson é um santo mesmo!

  • Tremenda injustiça você comete neste comentário, caro Victor!

    Apesar de chamamos os jogadores de truco de “ladrão safado” na verdade o que se comete é um blefe!

    Entre blefar e roubar vai uma grande diferença.

    Eu como um honesto blefador, e não ladrão como você afirma, do truco fico ofendido ao ser comparado a certas figuras da F1!

    Só me resta lhe mandar um sonoro: Vale 6, ladrão safado!

  • Vejam só como as coisas vão fechando com o passar do tempo. Nelson pai percebeu o tamanho da burrada que o filho cometeu (sujando o sobrenome Piquet) e ficou sem falar com o muleque. Imagino a decepção do pai ao saber dessa proeza do filho. Um campeão que nunca fugiu de uma briga derepente descobre que seu filho já no primeiro ano de F1 é um entreguista covarde. Gira mondo, gira..

  • Desde a saída de Schumi, a F-1 não passou 1 ano em branco ainda eu acho. Todo ano tem uma bomba nova. Vamo ver no ano que vem quem vai entrar no lugar do Max, porque o Vatanen já tá querendo apitar, dando opinião de graça por ai.

  • Mentira ! Isso sim é hipocrisia. Como bem disse a Barbara na sua coluna da folha, o Nelsinho foi criado para dizer SIM.
    E foi criado por quem ???

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O dono da bola


É jornalista, palmeirense, dinamarquês por opção e sempre pensou que ia ter de cobrir futebol antes de chegar ao automobilismo, que acompanha desde os 7 anos. E desde que se formou, está na Agência Warm Up e no Grande Prêmio, isso há mais de 13 anos. Neste tempo, foi colunista do iG, escreveu para 'Folha de S.Paulo', 'Lance!' , 'Quatro Rodas' e 'Revista Audi', foi repórter da edição brasileira da 'F1 Racing', cobriu F1, Stock Car, DTM, a Indy e quatro edições das 500 Milhas de Indianápolis, e outras categorias ‘in loco’. Agora também é comentarista dos canais ESPN. Conheceu cidades como Magdeburgo, São Luís, São Bento do Sul e Nova Santa Rita, traduziu um livro da Ferrari e já plantou um monte de árvores. Tem quem fale que seria um grande ator, mas ter ganhado o Troféu ACEESP 2011 como 'Melhor repórter' da imprensa escrita mostrou a escolha menos errada. Adora comida japonesa, música eletrônica e odeia ovo, ervilha e esperar. “Necessariamente nessa ordem", diz.
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