Bafanadas, 4

B

SÃO PAULO | Que o sábado não decepcione, copisticamente falando. O dia não começa lá com um jogo daqueles, mas só vai melhorar.

A Coreia meridional, fashion, agradável, renascida desde a última grande guerra, com 7 Kim e 6 Lee, enfrenta a Grécia de Charisteas, Papadopoulos e Papastathopoulos. O primeiro é aquele que leva os helênicos nas costas, responsável pelos gols e homem remanescente da conquista histórica e estranha da Euro 2004. Os demais chamam atenção porque serão um terror para os narradores. Que aprendam que são proparoxítonas, em termos fonéticos. Sabia que ter um amigo descendente de grego serviria para algo um dia…

Pois os coreanos tem muito mais tradição e história que os gregos em Copa. O futebol asiático é muito mais baseado na correria e no preparo físico, embora a técnica já tenha chegado por aqueles cantos. Chu Yong Park e Sung Ji Park jogam no futebol europeu, Monaco e Manchester United, se não me engano. A Grécia, talvez, seja a mais fraca europeia, pouca coisa atrás da França em frangalhos. Classificou-se num grupo que tinha Suíça e Letônia. E nunca marcou um gol na competição. Aplicando isso em placar, aposto nos xing-lings, que não vão comemorar fazendo ‘tchá-tchá’ como a Hyundai tentou sugerir, por 2 a 1.

Aí vem Argentina × Nigéria. A Argentina podia ter um timaço, muito melhor que o do Brasil. Até tem — individualmente. O grande entrave ali é Maradona. Não é a dele, ser técnico. Geralmente, grandes jogadores, foras-de-série, não vingam no comando das equipes. Não abre mão dos quatro zagueiros e pode até ter três atacantes, mas não se pode dizer que é o armador de um esquema. Em suma, a Argentina vai para a Copa mais liderado pela genialidade de Messi. A Nigéria não é aquela que costumamos ver em outras Copas. Mas tem um Martins, o Oba Oba. E os caras estão com um esquema ousado, cheio de atacantes, meio ‘kamikazum’, como dizem no idioma deles falando em parquíssimas regiões do país.

Promessa de jogão, muito ataque e, creio, muitas Jabulanis na rede. Argentina 3 a 1.

Inglaterra × EUA. Outro jogo bom. É tipo um Portugal × Brasil, muito embora não haja essa relação de colonialismo tão aflorada por lá. Aliás, a Copa para aquele país é quase um dar de ombros. Para os jogadores, não. Donovan é o nome. Não é o melhor EUA de todos os tempos, mas é um EUA respeitável, que há não muito tempo quase bateu o Brasil — na final da Copa das Confederações — e que impôs a única derrota à Espanha nos últimos 48 jogos da fúria.

É que a Inglaterra vem forte demais, ainda mais com Fabio Capello e um meio-campo extremamente bom, com Rooney e Crouch na frente. E sem Beckham e Ferdinand. Tudo conspira a favor, pois. Ouso dizer que a Inglaterra, mal ou bem, chega às semis. E começa a caminhada amanhã com um 2 a 1.

Sobre o Autor

1 Comentário

Por

O dono da bola


É jornalista, palmeirense, dinamarquês por opção e sempre pensou que ia ter de cobrir futebol antes de chegar ao automobilismo, que acompanha desde os 7 anos. E desde que se formou, está na Agência Warm Up e no Grande Prêmio, isso há mais de 13 anos. Neste tempo, foi colunista do iG, escreveu para 'Folha de S.Paulo', 'Lance!' , 'Quatro Rodas' e 'Revista Audi', foi repórter da edição brasileira da 'F1 Racing', cobriu F1, Stock Car, DTM, a Indy e quatro edições das 500 Milhas de Indianápolis, e outras categorias ‘in loco’. Agora também é comentarista dos canais ESPN. Conheceu cidades como Magdeburgo, São Luís, São Bento do Sul e Nova Santa Rita, traduziu um livro da Ferrari e já plantou um monte de árvores. Tem quem fale que seria um grande ator, mas ter ganhado o Troféu ACEESP 2011 como 'Melhor repórter' da imprensa escrita mostrou a escolha menos errada. Adora comida japonesa, música eletrônica e odeia ovo, ervilha e esperar. “Necessariamente nessa ordem", diz.
ASSINE O RSS

Arquivos

Categorias

Tags

Twitter

Publicidade

Facebook

Publicidade