Bafanadas, 5

B

SÃO PAULO | Assim que terminou o jogo em que a Coreia marcou dois gols aos 7 minutos, um em cada tempo, percebi que pode existir um time pior que o da Nova Zelândia nesta Copa. A Grecia é ruim demais. É daquelas seleções que nos fazem pensar no porquê de a Fifa ter aumentado o número de participantes para 32 ou na divisão de grupos que a Uefa acaba promovendo em suas eliminatórias, colocando esta patifaria como cabeça-de-chave. O ruim é que a Coreia foi tão superior que não se sabe realmente se os asiáticos foram bem, mesmo, ou se só foram bem porque o adversário é simplesmente ridículo. Prefiro pensar que os coreanos da parte meridional têm um grupo tão bem acertadinho que podem, sim, enfrentar essa Argentina que, ao fim e ao cabo, não é tão perigosa.

E como se suspeitava, não é perigosa porque tem um técnico que mais se vale de seu passado e de seu carisma, digamos assim, do que sua competência como tático. A Argentina que começou contra a Nigeria é um primor, lançando-se ao ataque com uma volúpia que dificilmente se imaginaria que levaria durante o jogo todo. Mas a Argentina que se seguiu, embora tivesse perdido dois ou três gols, caiu tanto de produção que permitiu à Nigéria sonhar com um empate. A Nigéria até tem uma seleção boazinha, mas é bem ordinária. Num confronto com a Coreia, é bem capaz que perca. Tem até certo volume de jogo, mas não sabe finalizar. E aí o caminho é o beleléu.

De Inglaterra × EUA eu só vi o primeiro tempo — e do pouco que ouvi o segundo, já que estava mergulhado nas regras abissais da F1, não perdi nada. Mas imagino que este time inglês foi superestimado. Pobre de criação, não conseguiu se refazer do frango de Green, que ainda está verde para ser seu goleiro. O jogo foi fraco, lamentavelmente. Aliás, a Copa ainda não engatou. Foram alguns bons momentos no jogo da Argentina, o primeiro tempo do jogo anglicano e pouca coisa mais. Está ainda na segunda marcha.

Vai ver que Argélia × Eslovênia, o vira-lata dessa primeira rodada, seja um espetáculo. Mas é bom nem criar muita expectativa, não.

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1 Comentário

  • “Aliás, a Copa ainda não engatou”. Mais uma vez, os guerreiros da nossa seleção tinham razão e ninguém deu ouvidos: a culpa só pode ser da bola! hahaha

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O dono da bola


É jornalista, palmeirense, dinamarquês por opção e sempre pensou que ia ter de cobrir futebol antes de chegar ao automobilismo, que acompanha desde os 7 anos. E desde que se formou, está na Agência Warm Up e no Grande Prêmio, isso há mais de 13 anos. Neste tempo, foi colunista do iG, escreveu para 'Folha de S.Paulo', 'Lance!' , 'Quatro Rodas' e 'Revista Audi', foi repórter da edição brasileira da 'F1 Racing', cobriu F1, Stock Car, DTM, a Indy e quatro edições das 500 Milhas de Indianápolis, e outras categorias ‘in loco’. Agora também é comentarista dos canais ESPN. Conheceu cidades como Magdeburgo, São Luís, São Bento do Sul e Nova Santa Rita, traduziu um livro da Ferrari e já plantou um monte de árvores. Tem quem fale que seria um grande ator, mas ter ganhado o Troféu ACEESP 2011 como 'Melhor repórter' da imprensa escrita mostrou a escolha menos errada. Adora comida japonesa, música eletrônica e odeia ovo, ervilha e esperar. “Necessariamente nessa ordem", diz.
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