Audi no Brasil

A

SÃO PAULO | A Audi apresentou nesta terça-feira (1°) em São Paulo o DTCC Audi, campeonato brasileiro direcionado a pilotos não profissionais e que usará o modelo A3 da montadora da alemã. Ainda que não tivesse se baseado na ideia da rival, a Audi segue os passos da Mercedes, que também vai estrear uma competição com seus carros.

A categoria nasce graças à união da Audi ao Driver Cup, evento que pertence aos empresários Décio Rodrigues Jr. e Dennis Rolim. “A ideia foi realmente trazer e abrir possibilidades para novos pilotos, que não tiveram chance de pilotar por seguirem uma profissão convencional”, declarou Rodrigues, que reiterou a proposta de não fazer do DTCC Audi um campeonato suporte. “A gente quis fazer um projeto exclusivo nosso, sem juntar com outra categoria. Se a gente juntasse com a Stock Car, seríamos um evento de suporte. Não queríamos conflitar com nenhuma outra.”

A Audi é a segunda montadora alemã que terá uma categoria própria no Brasil. Mês atrás, a Mercedes oficializou seu Challenge, com o modelo C250. Mas Rodrigues descartou que a proposta tenha nascido com base na rival e uma competição entre ambas. “A gente já está com este projeto desde fevereiro do ano passado. Decidiu-se pela Audi em junho, tanto é que em novembro os carros já estavam no Brasil”, falou Décio. “E a gente não vê como categorias conflitantes, até mesmo pelo custo delas. Na Mercedes, a preparação dos carros é feita por equipes próprias, e no nosso caso, nós é que fazemos. Se a gente for falar de concorrente, a mais próxima disso seria a Mini, pelo formato”, completou.

Uma temporada do DTCC Audi poderá ser feita com R$ 178 mil, mais gastos com pneus — os PZero, mas ‘made in’ Turquia —, elevando a conta para algo cerca de R$ 200 mil. No caso da Mercedes, parte-se de uma base de R$ 196 mil e gastos por corrida que podem superar R$ 500 mil por ano. O modelo A3 Sport 2.0 terá 200 cavalos de potência. Os testes de equalização devem acontecer no dia 25 do próximo mês.

O DTCC Audi usará combustível da Petrobras, além dos pneus Pirelli — que serão importados para que se alcance “o máximo de performance e durabilidade”, como definiu Fábio Magliano, diretor da fornecedora. O campeonato conta com as parcerias da Della Via, da Eurobike e da Scorro.

Ao todo, serão seis rodadas duplas, com início em Curitiba, nos dias 8 e 10 de abril. A última etapa está marcada para o circuito do Velopark, entre 7 e 9 de outubro. 

O DTCC Audi vai contar com 16 carros do grid — e de acordo com a organização, 60% do grid já está formado — ou seja, nove ou dez. Cada corrida terá a durante entre 25 e 30 minutos, sendo que a segunda bateria terá a formação das posições de largada invertida de acordo com o resultado da primeira corrida para os oito primeiros colocados.

Cada fim de semana vai contar com quatro treinos livres. No treino classificatório, os pilotos terão direito a algumas voltas lançadas para a definição da pole-position.

O DTCC Audi é igual para TV e público: será fechado. Uma emissora a cabo é quem vai transmitir a categoria, que não vai contar com público nas três primeiras etapas — o que considero um erro estupendo.

Sobre o Autor

19 Comentários

  • Cara é R$178 ou R$181.500, qual que é a certa? Agora pergunto: POr que não colocar esses carros junto ao de marcas e faz uma categoria unica. Vai saber.

    • Ai tenho que concordar. Embora o envolvimento da Audi no campeonato pareça só oferecer os carros e talvez know-how, bem que ela podia se juntar ao novo brasileiro de marcas.

  • Olá Victor, vi que você colocou meu post sobre o pedido de informações da categoria da Audi. Se não for problema ou dar trabalho pra você peço novamente se você pode me informar algum contato ou lugar que eu possa encontrar os procedimentos de inscrição, etc. Procurei no google e só encontro notícias de divulgação, sem nenhuma informação de contato da categoria. Não precisa colocar esse post…pode me responder no meu e-mail: raphaelmendes@hotmail.com
    Grato.
    Raphael

  • Não sei que furor é esse do povo. É só mais um campeonato que objetiva vender mais carros. Não entendi a demonização precoce da categoria. Tem gente querendo correr? Tem quem banque? Tem estrutura mínima para tal? Corram e sejam felizes! Se eu tivesse dinheiro tempo sobrando (embora ache que aliar as duas coisas à um trabalho honesto seja quase impossível) eu sem dúvida correria a temporada toda. O pessoal que tá chiando deve estar é com inveja.

  • Olá Victor, tudo bem? Acompanho há tempos o Grande Prêmio e seu blog. Seguinte, sou piloto e estou tentanto levantar patrocínio para correr em categorias de turismo. Me interessei pela categoria da Audi. Você tem algum contato da categoria onde eu possa conseguir mais informações e material? Agradeço desde já. Abraços.

  • Um monte de gente brincado de piloto. Só isso. Categoria que não tem outro objetivo que não divertir os afortunados que podem participar da brincadeira, já que nem público para entreter tem. Quero ver quando não tiver mais pista no Brasil para esse tipo de coisa. A próxima pista na fila rumo o abismo é o Autódromo de Brasília. O automobilismo no Brasil já acabou. O que se vê por aí é apenas uma pálida lembrança do que foi. A categoria que traz mais público é de corrida de caminhões. Precisa dizer mais?

  • Mas qual emissora de TV a cabo irá transmitir? E porque não vai ter público nas primeiras provas? Qual é a “vantagem”????

  • Quem tem tempo, não tem dinheiro para ficar viajando para corridas, e quem tem dinheiro as vezes não tem tempo… e teremos mais 3 campeonatos brasileiros….. tomara que de certo…. rs

  • É DTCC anunciando grid de 16 carros, é F-Future limitando o número de bólidos a 15… porra, ninguém mais tem uma mínima vontade de fazer um grid de 20 carros, não? 30, então, é utopia…

    Vão pro inferno todos. Tá tudo errado.

  • O fato de não ter público é proposital. A categoria (assim como os eventos promovidos pela revista Driver) serão fechados a um determinado clube. É a diversão de fim de semana de ricaços e uma ótima oportunidade de promover encontros empresariais e fechar negócios. Eles náo querem os “comedores de coxinha” tão comuns na Stock nem a galera nas arquibancadas comendo churrasco, como é comum na Truck aqui no sul do país.

  • lavando , lavando , lavando , fica mais branco seu din din ….. O que vai aparecer de notinha de serviços “especializados” em rental… Pilotos não profissionais , sem patrocinio , sem publico , sem tv … 4 treinos livres pra que ?? o que tem de tão supra sumo em uma categoria monomarca de preparação limitada ?? Nem falar da mercedes que é mais mal contada ainda …

  • Ridícula! Evento para brincadeira de ricaços, assim como a Copa Mercedes. A Pirelli e a Petrobras provavelmente só entraram aí para faturar $$$$… Não é um evento sério. Bem do estilo da revista Driver que poucos conhecem e focada nos milionários que podem bancar isso. Eu é que não vou perder meu tempo com isso. Já temos a Stock e agora o Marcas. Quero ver arrumar patrocinadores para tanta categoria turismo no Brasil.

Por

O dono da bola


É jornalista, palmeirense, dinamarquês por opção e sempre pensou que ia ter de cobrir futebol antes de chegar ao automobilismo, que acompanha desde os 7 anos. E desde que se formou, está na Agência Warm Up e no Grande Prêmio, isso há mais de 13 anos. Neste tempo, foi colunista do iG, escreveu para 'Folha de S.Paulo', 'Lance!' , 'Quatro Rodas' e 'Revista Audi', foi repórter da edição brasileira da 'F1 Racing', cobriu F1, Stock Car, DTM, a Indy e quatro edições das 500 Milhas de Indianápolis, e outras categorias ‘in loco’. Agora também é comentarista dos canais ESPN. Conheceu cidades como Magdeburgo, São Luís, São Bento do Sul e Nova Santa Rita, traduziu um livro da Ferrari e já plantou um monte de árvores. Tem quem fale que seria um grande ator, mas ter ganhado o Troféu ACEESP 2011 como 'Melhor repórter' da imprensa escrita mostrou a escolha menos errada. Adora comida japonesa, música eletrônica e odeia ovo, ervilha e esperar. “Necessariamente nessa ordem", diz.
ASSINE O RSS

Arquivos

Categorias

Tags

Twitter

Publicidade

Facebook

Publicidade