Terra do Sinal de Botrange, 2

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Kobayashi, o Mito

SÃO PAULO | Faz-se incrivelmente importante e essencial manter a calma neste momento VAI MITO GANHA ESSA PORRA CARA VAI PRA CIMA JÁ PASSA NA LARGADA ACIONA O KERS O DRS O JRS E O MARS E JÁ ERA. Button chegou com peito de pavão no fim de semana e soltou um “nem pensar”, talvez querendo usar um verbo um pouco mais chulo, quando vieram com o papo de que seria escudo e joguete na mão da McLaren para favorecer Hamilton na luta pelo título, com um retrospecto em 2012 só não totalmente ruim por causa de sua vitória na Austrália e do pódio na Alemanha e de zero poles em 49 corridas pela McLaren.

Aí o cara vai e me consegue o primeiro lugar no grid.

Button não é exatamente o cara mais rápido do mundo em volta rápida, nota-se, então dá para se ter uma ideia do quanto está rápida esta McLaren. Sem depreciação, este mesmo acerto na mão de Hamilton deveria baixar o tempo em uns 2 ou 3 décimos. Lewis, aliás, não veio na mesma toada justamente porque usou um acerto de asa traseira que beirou o “desastre”, como o próprio disse, e já que não se pode triscar no carro até a corrida, Hamilton não deve ter tanta chance assim de vitória quanto seu companheiro.

Jenson se pôs na pole para não deixar que Kobayashi a pegasse. Maldito lorde. Tanta corrida aí pra ser pole e justamente nesta. Que seja. Baita alegria da Sauber, da Monisha Kaltenborn e seu sorriso indiano, as palmas que vieram depois nos boxes… os caras tão na 20ª temporada desse negócio que se chama F1 esperando pelo grande dia, que quase veio pelas mãos de Pérez na Malásia e que dá, sim, dá pra vir amanhã.

A Sauber é reconhecidamente o melhor carro no cuidado com os pneus, embora a temperatura esteja absurdamente baixa em Spa-Francorchamps e os tipos de pneus oferecidos pela Pirelli não desgastam tanto. Mas desgastam, de qualquer forma, e em algum momento este fino trato há de aparecer na prova. A largada será evidentemente importante, e aí está um grande problema: Kamui não é dos melhores largadores. E é meio louco. O medo é ele destruir tudo no contorno da La Source à direita.

Mas a Sauber vem para o ataque também com Pérez, que com a punição de Maldonado vai largar fisicamente atrás de Kobayashi, em quarto. Ligeirinho faz um campeonato melhor que Mito e tem se habituado a andar na frente com muita compostura. Um pódio para os dois? Seria excelente. E uma dobradinha, então? A F1 ficaria em chamas.

Só que tem ali Raikkonen. O cara é mestre em vencer em Spa. Nasceu pra isso, além da vodca. E a Lotus tem um carro excelente, também, prontinho pra ganhar. Se Kimi falou em oportunidade, ei-la.

Então temos um cara formidável que quer se manter a todo custo na briga pelo caneco, um japonês excelente porém kamizake num carro que nunca ganhou nada, um alheio à vida absurdamente fantástico que só precisa de uma chance para voltar a vencer e um mexicano que já teve a sua, perdeu, mas aprendeu com isso e se faz um dos grandes do ano. Todos à frente de Alonso, quietinho, na dele, em quinto. Com Maldonado do lado. O grid não poderia ser melhor.

Mas Brasilino Pacheco resmunga aqui, “como não, seu idiota?”. Entendo a raiva, Brasilino. Não tá fácil. Massa lá, 14º, com bete balanço ruim. Senna, mais lá, 17º, de asas abertas nas curvas. Brasilino tem sofrido mais que tido alegrias.

Por fim, o palpite: se eu tivesse de apostar meu parco dinheirinho, jogaria em Button. Só que tudo em que aposto erro. Assim, ouviremos amanhã pela primeira vez o hino nipônico VAI MITO GANHA CACETE NÃO DECEPCIONA.

Sobre o Autor

Victor

Jornaleiro, dinamarquês, bebum, calhorda, galhofeiro, mulambo e autor de selfies com urnas. Tô sempre no Grande Prêmio e às vezes na ESPN

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Por Victor

O dono da bola


É jornalista, palmeirense, dinamarquês por opção e sempre pensou que ia ter de cobrir futebol antes de chegar ao automobilismo, que acompanha desde os 7 anos. E desde que se formou, está na Agência Warm Up e no Grande Prêmio, isso há mais de 13 anos. Neste tempo, foi colunista do iG, escreveu para 'Folha de S.Paulo', 'Lance!' , 'Quatro Rodas' e 'Revista Audi', foi repórter da edição brasileira da 'F1 Racing', cobriu F1, Stock Car, DTM, a Indy e quatro edições das 500 Milhas de Indianápolis, e outras categorias ‘in loco’. Agora também é comentarista dos canais ESPN. Conheceu cidades como Magdeburgo, São Luís, São Bento do Sul e Nova Santa Rita, traduziu um livro da Ferrari e já plantou um monte de árvores. Tem quem fale que seria um grande ator, mas ter ganhado o Troféu ACEESP 2011 como 'Melhor repórter' da imprensa escrita mostrou a escolha menos errada. Adora comida japonesa, música eletrônica e odeia ovo, ervilha e esperar. “Necessariamente nessa ordem", diz.
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