Como sempre deveria ser

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SÃO PAULO | Depois de uma semana sabática, eis-me aqui para falar de coisa boa — e não é da iogurteira Top Therm. Foi a Juliana Tesser, levemente apaixonada por motocas, quem alertou: no último fim de semana foi disputada a segunda etapa do campeonato da Superbike Series, que se auto-intitula “o maior campeonato de motovelocidade da América Latina”. E pelo que se viu nas arquibancadas, é mesmo.

Vi esta foto no Facebook, e é do José Igor Moraes. Há muitíssimo tempo não se via Interlagos assim sem ser GP do Brasil de F1 ou F-Truck — ou quando tem campeonato de arrancada, que é um caso à parte. Falam que até no S estava tudo entupido de gente.

Em menores detalhes, dá para ver que o campeonato também é apoiado por grandes empresas, como Honda, Pirelli e Ducati. Mesmo sem uma ampla divulgação na mídia, lotou um autódromo, deixando aquele fio de esperança de que o esporte tem seus admiradores em duas ou quatro rodas e que se deslocam até as praças automobilísticas quando sabem que um evento é bom.

Os vencedores do domingo foram Douglas Figueiredo (600cc Supersport), Fabiano Cazzai (600cc Supersport Pro Amador), Lucas Teodoro (Copa Honda CBR 600F), Marcelo Cristal (Copa Kawasaki Ninja 250R Pro), Cristiano Aires (Copa Kawasaki Ninja 250R Pro Light), André Gama (Copa Kawasaki Ninja 300cc) e Erinaldo Bezerra (Copa Kawasaki Ninja 300cc Light). Os vencedores do domingo são todos aqueles que estiveram em Interlagos — tem alguém aí que foi? — e os organizadores da Superbike Series.

Como deveria ser sempre.

Sobre o Autor

Victor

Jornaleiro, dinamarquês, bebum, calhorda, galhofeiro, mulambo e autor de selfies com urnas. Tô sempre no Grande Prêmio e às vezes na ESPN

8 Comentários

  • Trabalho bem feito sempre dá bom resultado. Agora é se basear no que funcionou esse ano pra fazer ainda melhor ano que vem.

  • “Falam que até no S estava tudo entupido de gente”
    Esse ´falam´ não pode sair de um jornalista…
    Eu ouvi falar que tinha gente parando a Av. Interlagos, sem conseguir entrar. Acredita?

  • Eu estive ontem no autódromo, e realmente as arquibancadas estavam cheias.

    A entrada era gratuita, e tinha a opção de visitar os boxes por R$ 10,00.
    O estacionamento custava R$ 20,00, valor que não é caro… mas deu trabalho na hora de ir embora, fila para conseguir sair do autódromo.

    Na chegada ao autódromo o que atrapalhou (e muito!!) foi a ciclofaixa, o trânsito parou bem antes de chegar na Avenida Interlagos.

    Realmente eu não vi divulgação nenhuma das corridas de ontem (em TV, rádio, faixas na rua ou internet), com relação a estrutura poderia melhorar os acessos aos banheiros (a maioria estava fechado) e as barracas de comida e bebida (filas gigantes).

    Na parte que realmente importa, as dispustas na pistas foram muito boas. Teve uma corrida com 55 motos no grid. O que é impressionante…

  • Acompanho essa categoria desde 2005, quando ainda se chamava Brasileiro de Motovelocidade, e as arquibancadas sempre estão cheias. A organização costuma fazer bastante divulgação entre os motociclistas e motoboys em geral, e o resultado é esse! Uma pena que tal evento seja ignorado pela mídia, teria tudo pra crescer ainda mais e formar pilotos para categorias de nível mundial.

    Não moro mais em São Paulo, então desde 2010 que não assisto uma corrida. Na época a entrada era grátis.

    • O domingo foi de arquibancadas cheias e padock também. Vale lembrar que antes da primeira prova do dia já estava como na foto.
      Sobre criação de talentos para a motovelocidade hoje temos a Sabrina Paiuta competindo na Europa e que foi revelada pela Copa Kawasaki Ninja.
      A categoria principal tem transmissão ao vivo pela RedeTV e as demais pela internet, mas com certeza seria muito bom ter mais espaço de mídia. Ajudaria bastante aos pilotos na busca por patrocínios.

      • Então Rafael…Mesmo que a transmissão seja feita via TV aberta é importante a divulgação do evento por outras mídias, afinal nem todo mundo acompanha canais de TV. o tempo todo…
        E outra super importante no meu modo de ver as coisas…
        Sabemos que a SBK sempre trás publico de vulto ao autodromo, e ainda acho que esse não foi o melhor dia em termos de publico..
        lembro que acho no ano passado o estacionamento de motos e carro ali no sol ficou repleto de carros e motos…Mesmo assimé um presente ver o autodromo lotado…
        Resta ver se os ADMINISTRADORES tomem vergonha na cara e façam o seu papel abrindo e liberando os banheiros para um publico desse porte….
        E também, foi muito precisa a informação de que quem mandou essa foto foi um bandeirinha que estava trabalhando na central..
        O Igor, meu amigo e companheiro de bandeiradas…Será queninguem mais tirou essa foto?Será que só o meu amigo é que percebeu a importancia desse publico no autodromo? E será que a SBK também não percebeu isso??
        Uns falam de ingressos grauitos, outros falam de preços baixos, outros falam de brindes e sorteios até de moto zero.. Acho que é essa mesma a receita, arrumar um jeito de atrair publico…Ideal seria ainda ver a SBK superar os números da F-1 e, ainda acho possível isso…Pena que a mídia deixou de lado apenas o dever de informar pra primeiro cobrar de quem organiza e só depois é que faz as suas chamadas em seus meios de comunicação….
        Com esse público em outros tempos seria certo que a divulgação seria ampla…E outra coisa que precisa ser revista é quanto aos preços cobrados pela Prefeitura de SP através da SPTuris no aluguel das dependências do Templo…Não sei nem o valor cobrado. Mas pelas tabelas apresentadas a um tempo atrás cobravam até pelo uso dos banheiros, seguranças e outros mais estranhas ainda..Sea F-1 a Indy e a WEC trazem dinheiro para a prefeitura como dizem. A SBK e eventos pareceidos também devem trazer algum retorno financeiro para a cidade.. Ou será que não??????Ou melhor, será que “”pessoas”” não envolvidas diretamente com o evento não viram ainda a oportunidade de ganhar o costumeiro pr fora????
        Mas de resto a SBK é um sucessão danado, e veio pra ficar…Valeu…

Por Victor

O dono da bola


É jornalista, palmeirense, dinamarquês por opção e sempre pensou que ia ter de cobrir futebol antes de chegar ao automobilismo, que acompanha desde os 7 anos. E desde que se formou, está na Agência Warm Up e no Grande Prêmio, isso há mais de 13 anos. Neste tempo, foi colunista do iG, escreveu para 'Folha de S.Paulo', 'Lance!' , 'Quatro Rodas' e 'Revista Audi', foi repórter da edição brasileira da 'F1 Racing', cobriu F1, Stock Car, DTM, a Indy e quatro edições das 500 Milhas de Indianápolis, e outras categorias ‘in loco’. Agora também é comentarista dos canais ESPN. Conheceu cidades como Magdeburgo, São Luís, São Bento do Sul e Nova Santa Rita, traduziu um livro da Ferrari e já plantou um monte de árvores. Tem quem fale que seria um grande ator, mas ter ganhado o Troféu ACEESP 2011 como 'Melhor repórter' da imprensa escrita mostrou a escolha menos errada. Adora comida japonesa, música eletrônica e odeia ovo, ervilha e esperar. “Necessariamente nessa ordem", diz.
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