As consequências e a conclusão

A

SÃO PAULO | Três matérias trazem hoje no Grande Prêmio as consequências do caos das não obras do autódromo de Brasília, que prejudicaram as atividades da Stock Car e do Brasileiro de Turismo, e da morte de um não piloto em uma corrida de kart em Carpina, perto de Recife.

A primeira expõe a crítica dos pilotos neste “processo de não cuidar do automobilismo”, pedindo à CBA que aja com rigor. Como consequência, o presidente Cleyton Pinteiro assegura que o autódromo não vai mais receber competições oficiais enquanto não estiver tinindo. OK. Na última, as autoridades do esporte reafirmam que não sabiam do “evento pirata”, mas uma fonte muito bem informada lá de Recife diz o contrário.

A conclusão é a de sempre: que só se espera acontecer para tomar medidas. E as outras são aquelas que são certas e sabidas de todos.

Adendo: o presidente Waldner Bernardes, depois da matéria publicada no GP, negou que sua federação tivesse feito qualquer ameaça aos filiados em não participar dos eventos em Carpina. “Desafio esta fonte a provar isso”, afirmou. “Se ela alega que houve uma punição e depois voltamos atrás, vocês, mais do que ninguém, sabem que punições em automobilismo são dadas por escrito. Não existe punição de ‘boca’”, completou.

Dos briefings dos pilotos da F1 podem surgir avisos dos comissários que, em tais situações, vão aplicar punições nas corridas, e nem sempre estas determinações são documentadas.

Sobre o assunto em si, uma segunda fonte, piloto filiado, disse publicamente nas redes sociais que estava presente quando foi alertada da eventual pena na primeira etapa da tal Carpina Racing. “A federação sabia e tentou barrar, inclusive ameaçaram pilotos federados que participassem, mas foi uma repercussão geral. Escutei quando disseram que não se meteriam, mas que se pegassem ou tivesse algum problema, os pilotos e organizadores participantes iriam ter uma bronca grande. Uma corrida de rua pode ser chancelada, poderiam solicitar a chancela e a federação obrigaria toda a segurança necessária e local adequado, mas para ganhar mais dinheiro, os organizadores não iriam perder tempo e dinheiro com órgãos reguladores.”

Sobre o Autor

Victor

Jornaleiro, dinamarquês, bebum, calhorda, galhofeiro, mulambo e autor de selfies com urnas. Tô sempre no Grande Prêmio e às vezes na ESPN

9 Comentários

    • kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Victor, tudo bem ???

    Domingo tem o jogo da seleção, e como tem que ter o pão e circo pra massa, você sabe se a Sportv vai transmitir a F1 ??

    Abração!!

  • Engraçado como que ninguém é culpado de nada, e até pior: tem gente levando culpa por tentar fazer alguma coisa certa. Acho que no final das contas é bem capaz de o culpado ser eu. Eu não sabia, não tenho nada a ver com o assunto, e não fiz nada para impedir também, então estou praticamente igual às pessoas acusadas.

      • é mesmo… inclusive acho que pra proxima corrida clandestina deveriam trocar o poste pela sua dignissima mãe… pras tetas delas amortecerem quem batesse…

  • Olha infelizmente não é só o automobilismo brasileiro que está uma vergonha.
    O país é uma vergonha!

    Mas como gostamos de corrida e F1 , ficamos com receio de além de tudo perder a chance de assistir , devido aos contratos televisivos da rede plim plim.

    Victor você sabe se a rede globo irá transmitir o GP do Canadá na íntegra, parcialmente ou deixará a cargo do Sport TV?

Por Victor

O dono da bola


É jornalista, palmeirense, dinamarquês por opção e sempre pensou que ia ter de cobrir futebol antes de chegar ao automobilismo, que acompanha desde os 7 anos. E desde que se formou, está na Agência Warm Up e no Grande Prêmio, isso há mais de 13 anos. Neste tempo, foi colunista do iG, escreveu para 'Folha de S.Paulo', 'Lance!' , 'Quatro Rodas' e 'Revista Audi', foi repórter da edição brasileira da 'F1 Racing', cobriu F1, Stock Car, DTM, a Indy e quatro edições das 500 Milhas de Indianápolis, e outras categorias ‘in loco’. Agora também é comentarista dos canais ESPN. Conheceu cidades como Magdeburgo, São Luís, São Bento do Sul e Nova Santa Rita, traduziu um livro da Ferrari e já plantou um monte de árvores. Tem quem fale que seria um grande ator, mas ter ganhado o Troféu ACEESP 2011 como 'Melhor repórter' da imprensa escrita mostrou a escolha menos errada. Adora comida japonesa, música eletrônica e odeia ovo, ervilha e esperar. “Necessariamente nessa ordem", diz.
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