Sochi for agora

S

SÃO PAULO | Há quem diga que, quando chegou ali no cheiro e chamego da parte fechada do box da Mercedes, Nicole Scherzinger recebeu Hamilton com dois beijos e cantou uma de suas bandas preferidas, Jota Quest. Fácil, extremamente fácil, e nem se importaram com a cara tristonha de Rosberg. Do combalido Rosberg. Do cara que ia ganhar o campeonato na base da força mental e, depois de Spa-Francorchamps, murchou como o alecrim da música que diz que as flores já não crescem mais.

Rosberg tomou 0s2, mas são os números mais mentirosos que existem. O próprio reconheceu que não há nada que possa fazer pra alcançar o companheiro. O que significa dizer: ou passa na largada e tenta controlar Hamilton ou chora. Só tem de ter muito cuidado pra não chorar alto porque Steven Seagal está por Sochi, e Steven Seagal não curte muito nego que chora. Steven Seagal é um cara durão.

Bottas vinha com parcial final de quem podia brigar mesmo pela pole. Seria fantástico, não cometesse três erros no trecho final e perdesse a volta. Seguramente Bottas tem carro para pódio na corrida de manhã. O que significa dizer que Massa o teria. Outro problema, agora na bomba de combustível, cortou a potência do motor. E uma Williams de motor cortado é igual à Caterham. É uma equação mais correta que os já falados 0s2 de Hamilton para Rosberg.

Button em quarto demonstra alguma evolução da McLaren, sim. Dizem por aí que ajustaram, enfim, o túnel de vento e o simulador. Magnussen chegou a andar em segundo ontem, foi sexto hoje e vai largar em 11º. Essa é uma conta de louco. E Kvyat em quinto tem três razões: a Toro Rosso casou bem com a pista, ele tem de começar a mostrar 110% de si para chegar chegando na Red Bull e tá em casa, diante dos olhos sanguinários, malévolos e separatistas de Vladimir Putin.

Decepções couberam, em escala crescente, à Ferrari e a Red Bull, sobretudo Vettel, que já na classificação de hoje definiu sua derrota no ‘match’ contra Ricciardo. Está 10 a 6 para o australiano no placar. No caso da primeira equipe, não é de se estranhar tanto pela temporada como um todo, mas mais pelas últimas corridas, cujas performances foram decentes; no da segunda, parece uma exceção. Não era para os rubro-taurinos estarem tanto atrás, ainda mais da Toro Rosso.

Se for pegar como exemplo a corrida da GP2 que acabou há pouco com vitória e título de Palmer – o que deixa Nasr desde já com um carimbo de segundão na testa –, a F1 pode ter grandes emoções e diversões neste domingo, ainda que a pista não desperte grandes suspiros. Seriam quase 2 horas para esquecer por um tempo o que viveu ao longo desta semana por conta do estado de Bianchi. É por ele que todos vão correr. E é por ele que todos estão torcendo.

Sobre o Autor

Victor

Jornaleiro, dinamarquês, bebum, calhorda, galhofeiro, mulambo e autor de selfies com urnas. Tô sempre no Grande Prêmio e às vezes na ESPN

3 Comentários

  • O Nasser acho que foi terceiro ano passado e esse ano vai ser terceiro de novo. Vandoorne está fazendo mais pontos que ele na segunda metade do campeonato

    • O resultado final do brasileiro é o que menos importa. . .
      O que vale mesmo é a constatação inequívoca de que ele é “apenas mais um”, sem aquele diferencial dos que “nasceram para vencer” ( tá até parecendo propaganda de cigarro. . .sorry!).
      Em resumo, esse tal de Nasr só sabe é fazer figuração, fail total, não passa de mais um looser no meio da turma, só se garante porque é bancado pelo BB e pela BR. . .

Por Victor

O dono da bola


É jornalista, palmeirense, dinamarquês por opção e sempre pensou que ia ter de cobrir futebol antes de chegar ao automobilismo, que acompanha desde os 7 anos. E desde que se formou, está na Agência Warm Up e no Grande Prêmio, isso há mais de 13 anos. Neste tempo, foi colunista do iG, escreveu para 'Folha de S.Paulo', 'Lance!' , 'Quatro Rodas' e 'Revista Audi', foi repórter da edição brasileira da 'F1 Racing', cobriu F1, Stock Car, DTM, a Indy e quatro edições das 500 Milhas de Indianápolis, e outras categorias ‘in loco’. Agora também é comentarista dos canais ESPN. Conheceu cidades como Magdeburgo, São Luís, São Bento do Sul e Nova Santa Rita, traduziu um livro da Ferrari e já plantou um monte de árvores. Tem quem fale que seria um grande ator, mas ter ganhado o Troféu ACEESP 2011 como 'Melhor repórter' da imprensa escrita mostrou a escolha menos errada. Adora comida japonesa, música eletrônica e odeia ovo, ervilha e esperar. “Necessariamente nessa ordem", diz.
ASSINE O RSS

Arquivos

Categorias

Tags

Twitter

Publicidade

Facebook

Publicidade