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SÃO PAULO | O que fica depois do calor do GP da China:

1) A imagem que fica da prova é o carinho que Hamilton e Vettel têm por si. Carinho não é exatamente o que se busca numa disputa esportiva entre dois competidores de altíssimo nível, mas denota o grande respeito que os dois protagonistas da temporada nunca tiveram por qualquer um de seus companheiros. O abraço e o levantar de viseira para que um falasse olhando no olho do outro é emblemático. É algo como o que acontece entre Federer e Nadal no tênis, com as devidas diferenças. Pode ser que 2017 tenha até mais corridas ruins do que boas, mas será um campeonato de alto nível.

2) Sinceramente ainda não entendi o desempenho de Massa. OK, ele estava “guiando no gelo“, mas o que o fez guiar no gelo sendo que todo mundo tinha a borracha dos patins iguais? A Williams já não tinha um carro muito bom em chuva no passado, mas ter um carro pior ainda numa quase-chuva é jogar toda a impressão bem causada na pré-temporada. Pior que não há como ter qualquer indicação mais conclusiva porque o outro piloto, Stroll, não dá.

3) A falta de pegada e vontade de Räikkönen já deixaram a cúpula da Ferrari levemente preocupada, para usar de um eufemismo — italiano não fica levemente preocupado nunca, é sempre irritado e puto. O presida Marchionne pediu para o chefe Arrivabene chamar o finlandês para a sala da justiça para ter uma conversinha. É só olhar para Vettel e ver como é possível tirar mais do carro #7. Ontem, Kimi atrapalhou a vida de Sebastian na eventual luta pela vitória porque não tinha ação sobre Ricciardo.

O problema para a Ferrari é ainda maior quando ela pensa a médio e longo prazo. Quem é que poderia ocupar seu lugar? Se Giovinazzi havia deixado uma impressão das mais satisfatórias na Austrália, já a apagou com os dois acidentes na China. Outros nomes que nos últimos anos passaram pela lista de Maranello: a) Bottas: está na Mercedes se lamuriando do erro tosco que cometeu na corrida em Xangai e já é assumidamente um segundo piloto. Esquece; b) Grosjean: é 8 ou 80 também: ótimo na Austrália, ruim na China; c) Pérez: está em sua 12ª corrida consecutiva nos pontos. Seria hoje a melhor solução.

4) Um ponto menor, mas que vai gerar discussão: por que diabos Vettel parou fora do colchete, levemente à esquerda? Ainda que não tenha levado vantagem, se cada um for parar onde bem entender obedecendo a linha, vira várzea. A Red Bull foi questionar a FIA.

5) Ao que parece, Verstappen largou em segunda marcha. E tem quem fale demais duvidando da inteligência e qualidade dele…

Sobre o Autor

Victor

Jornaleiro, dinamarquês, bebum, calhorda, galhofeiro, mulambo e autor de selfies com urnas. Tô sempre no Grande Prêmio e às vezes na ESPN

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Por Victor

O dono da bola


É jornalista, palmeirense, dinamarquês por opção e sempre pensou que ia ter de cobrir futebol antes de chegar ao automobilismo, que acompanha desde os 7 anos. E desde que se formou, está na Agência Warm Up e no Grande Prêmio, isso há mais de 13 anos. Neste tempo, foi colunista do iG, escreveu para 'Folha de S.Paulo', 'Lance!' , 'Quatro Rodas' e 'Revista Audi', foi repórter da edição brasileira da 'F1 Racing', cobriu F1, Stock Car, DTM, a Indy e quatro edições das 500 Milhas de Indianápolis, e outras categorias ‘in loco’. Agora também é comentarista dos canais ESPN. Conheceu cidades como Magdeburgo, São Luís, São Bento do Sul e Nova Santa Rita, traduziu um livro da Ferrari e já plantou um monte de árvores. Tem quem fale que seria um grande ator, mas ter ganhado o Troféu ACEESP 2011 como 'Melhor repórter' da imprensa escrita mostrou a escolha menos errada. Adora comida japonesa, música eletrônica e odeia ovo, ervilha e esperar. “Necessariamente nessa ordem", diz.
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