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31 de maio de 2012 - 1:30Stock Car

A volta do doping

SÃO PAULO | Tá lá no Grande Prêmio a matéria que mostra o novo caso de doping do automobilismo brasileiro, ilustrado pelo catarinense radicado no Paraná Alceu Feldmann. Semana passada, havia mencionado aqui no blog, superfluamente, sobre o caso.

Feldmann espera há um tempo — perto de dois anos, segundo pessoas próximas — o TUE, uma autorização da WADA que lhe permite fazer uso de remédios com substâncias teoricamente proibidas para um atleta por questões hormonais. Alceu tem uma garantia, verbal, do Dr. Dino Altmann, responsável pela realização dos exames no Brasil.

A garantia, no entanto, não foi suficiente. Aconselhado por advogados, Feldmann não realizou o exame obrigatório no Velopark, terceira etapa da Stock Car, ocorrida no início de maio. A coisa vai parar na esfera judicial, claro, porque em análise superficial há erro das duas partes — a CBA, enquanto autoridade nacional e vinculada à WADA, deveria tê-lo afastado das pistas por dois anos, e não por 30 dias; e tem a questão da palavra de Altmann.

E só um acréscimo: outros cinco pilotos proveram suas respectivas urinas para o exame. Favor não estranhar se um deles for solicitado a fornecer uma contraprova.

Adendo 1: uma questãozinha aqui, na chegada da noite: se a CBA já sabia que Alceu havia se recusado a fazer o exame, isso no dia 6, por que demorou 19 dias para anunciar sua punição?

Por que esperou acontecer a prova de Ribeirão Preto e deixou que Alceu corresse, hein? A CBA achava que ninguém sabia do caso até então?

Será que houve, digamos, um acordo entre Alceu e a CBA? Até porque, sabendo do caso, a WA Mattheis correu no dia seguinte para arrumar um piloto substituto para o lugar de Feldmann…

34 comentários

  1. Dionisio disse:

    Que chateação. Isso é a prática do anti-automobilismo e não leva a nada.

  2. Tiago disse:

    O problema é se for algo parecido com o dopping de Lance Armstrong, ciclista, maior vencedor do Tour de Frace. Tinha câncer nos testículos e alegava que usava esteróides anabólicos (hormônios) por causa disso, mas se discute se ele usava esteróides por causa do câncer ou se tinha câncer por causa dos hormônios.

  3. Mauricio disse:

    O exame anti-doping não é feito para detectar apenas reposições hormonais, mas qualquer substância proibida.
    Se o cara se recusou a fazer o exame, quem garante que não havia mais substâncias na parada?
    Suspeito que se o problema fosse só os hormônios, seus advogados o orientariam a fazer o exame e fazer a defesa depois. Mas como todo mundo têm direito à presunção de inocência, vá lá…

  4. José Morelli disse:

    Isso tudo é conversalhada….esses cara tudo cheira coca…..é verdade, pronto falei. Eles abrem uma garrafa de coca-cola e cheiram pra ver se está na consistência correta para matar a sede depois da corrida ué……os caras já pensam maldade…..mas não coloco minha mão no fogo não!

  5. Gerson Vecchi disse:

    Até os guardrails de Interlagos sabem que esses pilotos são o target da cocaína: ricos, sem graduação acadêmica ou profissão definida. O Renato Russo já tinha dado essa dica, naquele outro episódio de doping, acho que do Tarso Marques.

    • Gerson, hoje o target da cocaína não se restringe a esse grupo que você citou. Pessoas não ricas, com profissão definida também usam aos montes.

      Nos anos que trabalhei com automobilismo nunca presenciei nada sobre drogas, mas já ouvi muita gente comentando sobre isso nos paddocks.

      A dizer, apenas que não me espanto com casos de doping no automobilismo, em geral, por drogas sociais. Mas me surpreenderia caso certos pilotos fossem pegos.

    • Aline Mattheis disse:

      Gerson,
      Não generalise.

  6. Marcos Ferreira disse:

    Victor, se o vencedor e mais 5 sorteados fazem o exame, quem é o 5o, já que na sua lista aparecem o vencedor mais 4 nomes: Feldmann, Marcos Gomes, Ricardo Maurício, Valdeno Brito e Galid Osman.

  7. Marcão disse:

    Quanto ao Alceu já era sabido que precisa de certos medicamentos de uso constante. Só que, ninguem sabia que eram produtos da lista com dúvidas ou proibitivas…
    O Dr. Dino sabe o que se passa, é respeitado, e tem condições de dizer se o piloto tem condições ou não de correr com lucides ao fazer uso de algum tipo de medicamento…
    Se ele aprovou ou não viu problemas o certo seria se acreditar nele….
    Nesse caso fico com a palavra de quem sabe o que acontece, nesse caso a do Dr Dino…
    Nos outros casos que não sei quais são, esperemos se sai algum resultado, e se a CBA. dilvulgará tal resultado… O certo mesmo seria fazer uso dos taís copos em todos os envolvidos e em todas as provas…
    Deveriam fazer também pra esses dirigentes da CBA, lá sim, seriam encontradas muitas das piores “””drogas”” do esporte a motor…
    Mais um problema sério pro Alceu resolver, que foi criado apenas por politicagem das mais baixas, como sempre…..

  8. Luciano Silveira disse:

    Os advogados erraram. Feldmann deveria ter feito o exame e, com a constatação somente do hormônio proibido no exame, utilizado por razoes medicas (consequentemente amparado de laudos/receitas), contestaria a punição judicialmente, anexando os pedidos da TUE para a Wada. A mora de 2 anos pela entidade é injustificável, visto que impediria o atleta de desempenhar sua função e, havendo efetivamente a necessidade médica, a punição seria facilmente derrubada.
    .
    Nao fazer o exame abre espaço para dúvidas de que poderiam haver outras substâncias além do tal hormônio presentes na urina. E aí, entendo que a punição deva ser adequada, conforme o regulamento da entidade – 2 anos.

  9. Claudio La7 disse:

    Não Acho que o Feldmann tenha culpa. Ele espera há 2 anos receber a autorização. Ele ficaria todo esse tempo parado esperando para poder correr? Quanto a contraprova: tomara que não seja do Valdeno.

  10. MIP disse:

    Qual a substancia?

  11. SANDRO SHIMABUKURO disse:

    se vcs quizerem eu posso correr no lugar dele posso ganhar eu amo velocidade
    tenho serteza que ningem ganha de min
    eu naõ precizo de droga nenhuma
    corro sam como sempre

  12. periclis disse:

    Mas o uso terapeutico é para qual substancia? O certo nao seria ele ter feito e depois mostrado essa documentacao? uma pessoa que precisa de uso de substancias dopantes nao deveria ser proibido de correr?

    • Ricardo Sarmento disse:

      Mas nesse caso não são substâncias dopantes ou que aumentem o desempenho dele no exercício do esporte. Se a verdade for igual ao que foi alegado, trata-se do uso de substâncias com fins terapêuticos.

      Acredito que o caso do Alceu deva ser o mesmo que ocorre com o Charlie Kimball, na Indy, que tem diabetes e toma insulina controladamente.

      Como o Leandro falou anteriormente, tem que saber se ele está esperando a autorização há dois anos ou se ele tentou essa liberação e lhe foi negada, e mesmo assim ele continua tentando. Se foi pelo primeiro motivo, quem tem que ser suspensa por dois anos, melhor, pelo resto dos anos, é a CBA.

    • Ricardo Sarmento disse:

      E outra coisa, nesse período de 25/05 a 25/06, ele não perde corridas da stock car, mas perde uma do Brasileiro de Marcas, e caso venha a correr, perde da Top Series.

      • antonio patricio da silva disse:

        olá bom dia a todos, profissional da área de motorista do brasil. gostária de conta um pequeno trecho da minha vida, quando eu tinha meus 12 anos pensei na profissão da minha vida.parei pensei mas dois meses ai para papai e minha mãe ser um grande motorista ou piloto de automobilismo ter grande emoção para minha familia, hoje estó na categoria de motorista mas quero realizar um sonho ser piloto da stock car.

  13. Mauricio disse:

    Enlight me.

    A coisa ta tão feia assim? Os pilotos da Stock andam pilotando drogados mesmo? Isso é sério?

  14. Leandro disse:

    Oque significa 2 anos esperando o TUE, ele foi negado e ele continua tentando, ou estamos falando de uma demora de 2 anos para analizar o pedido, porque se for isso aí realmente é rídiculo. O cara alega que não pode parar de tomar a substância, então ou ele fica dois anos ou mais sem correr até que alguém resolva tomar uma decisão ou corre o risco como ele fez. Entendo que neste caso tem que haver uma decisão rápida, mesmo que seja negando o pedido, a morosidade na decisão contribuiu para o problema, e neste caso não vejo má-fé do esportista.

  15. Carlos disse:

    Caro Victor, se são somente os hormônios de reposição, os advogados deste cara erraram feio em não deixá-lo fazer os exames.
    Agora, desculpe se te ofendo, mas acho meio leviana esta frase “nao estranhe se outros forem chamados pra fazer a contra prova”.
    Sei que você está no meio e sabe de detalhes que são alheios ao público, mas pelo menos temos que dá-los o direito da dúvida e nao insinuar algo sem prova concreta… As vezes a sede por um furo de reportagem pode ser perigosa.
    Obs: admiro sua competência profissional por isso me dei ao direito dessa crítica.

    • Mauricio disse:

      A orientação dos advogados dá margem à suspeita de que outras substâncias, além dos hormônios, tenham sido utilizadas.

    • Rodrigo Pinheiro disse:

      Concordo plenamente com você, Carlos!

      Caro Victor, ou se dá nome aos bois, indicando quem seria pego no doping, ou não se fala nada. Isso em nome da boa-fé e do jornalismo ético.

      A sua frase: “outros cinco pilotos proveram suas respectivas urinas para o exame. Favor não estranhar se um deles for solicitado a fornecer uma contraprova.”, aliado ao fato da indicação do nome dos pilotos, tal qual consta na notícia do Grande Prêmio, deixa clara sua intenção em dizer que algum dos pilotos está fora da regra. Qual?
      A ausência dessa informação, deixa evidente prejuízo aos referidos pilotos, que ficam, TODOS ELES, NA “BERLINDA”, deixando margem a inúmeros leitores possam criar um juízo precipitado do assunto e sobre o caráter de cada um.

      A alternativa correta, caso queira manter aquela frase, seria não indicar o nome dos pilotos que fizeram realizaram o exame de doping.

      Enfim, são as considerações a serem feitas.

      Att.

  16. Ricardo Arcuri disse:

    Caceta!!! É provado que o cara precisa por questoes medicas. Ai fica um tempao pra liberar o uso e ele nao pode praticar a profissao dele?

    Falo isso baseado que Dr. Dino Altmann nao colocaria a boa fé publica dele em jogo por alguns trocados. Que se providenciasse algo a respeito.

    Do que adianta ter um orgao regulador do esporte, se o seu administrativo é tao ruim quanto o serviço publico brasileiro?

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