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11 de setembro de 2014 - 11:17F1

Câmbio desligo

SÃO PAULO | A gente acorda para a vida hoje e encontra a seguinte manchete: ‘FIA decide proibir instruções via rádio que ajudem a melhorar desempenho dos carros e dos pilotos‘. É necessário um café mais forte para verificar que tudo está bem, que o dia tem um sol, etc. Aí relê e vê que é esta a realidade.

A chamada não está errada, e a primeira coisa que se pensa é: as mensagens via rádio agora se destinam a piorar a performance dos pilotos?

Segue a notícia: “Em uma diretiva técnica, enviada aos 11 times do grid nesta quinta, ficou claro que dados sobre velocidade, performance, mesmo sobre os rivais, não serão mais permitidos.” Então surge a segunda ilação: se não vai poder falar de algo que auxilie, por que cazzo então não limam logo a comunicação de uma vez por todas?

E se vai além: como é que se vai controlar o que vai ser falado em um mundo facílimo de se criar códigos, vide Multi 21 e tal? E se sempre houve uma tal regra que determina que o piloto deve conduzir o carro por si só, já que a FIA é tão rigorosa, por que nunca aplicou as punições a quem a desobedecia? Complacência? Erro?

Mas aí a gente lembra que é a FIA, a mãe da CBA e de todas as outras confederações nacionais, aquela que determina punições como a de Magnussen no GP da Itália, e a gente tende o porquê da ideia ser tão tosca. E que nos leva à reflexão de sempre: o que estão fazendo com a F1?

28 comentários

  1. Luciano disse:

    Eu acho que deveriam permitir apenas as placas, como antigamente.
    Hoje os pilotos são uns meros robôs que obedecem o que os engenheiros (com a telemetria) dizem para fazer. A comunicação com as placas deve ser codificada pela FIA e deveria informar a posição, quantos segundos à frente e atrás, a volta de parada no box. Só isso e mais nada. Assim veríamos quais pilotos são mais capazes do que os outros. É inadmissível que o sujeito seja orientado como freiar, onde acelerar mais, etc.
    Também acho que a telemetria deveria ser permitida apenas quando o piloto para no box. Alguém conecta o cabo de rede e descarrega as informações. Depois é só placa. A FIA pra chamar a F1 de campeonato de pilotos deveria deixar o piloto pilotar sozinho, coisa que não acontece hoje.

  2. Paulo Silva disse:

    Assisto corridas de carro desde que tinha 6 anos de idade, no Circuito da Gávea. Vi Pintacuda correr. Gosto de todos os gêneros, do kart à às fórmulas e rallys. Mas desde os últimos quatro anos, a F1 passou do limite: está chata demais. Pneu que não aguenta 100 quilômetros, artifícios que impedem sair da trilha (parece corrida de trem!) e o DRS, valha-me Deus que idiotice!
    Migrei para a Indy, onde existe disputa.

  3. Eduardo Schmidt disse:

    Acho o fim dos tempos cortar o rádio, não tem nada a haver, ou contra, absolutamente contra!!!! Sabe o que vão fazer agora? Aumentar os painéis indicadores de tudo, pronto, daqui a pouco os pilotos terão todos os dados dentro do carro….

  4. Luiz Carlos disse:

    Corta a telemetria, sem telemetria sem ajuda aos pilotos, eles que devem saber se o pneu esta piorando, se tem algum problema de drigibilidade, vide a NASCAR, o radio e muito utilizado mas não tem telemetria, como eles dizem por la a telemetria a a peça entre o volante e o banco!

  5. Cristiano disse:

    Aliás, fora do tópico Victor, mas no texto do GP onde fala do calendário, USA/México também é dobradinha do calendário 2015.

  6. Cristiano disse:

    Depois que casei consegui fazer minha mulher gostar de corridas. Ela se interessa, assiste, comenta, torce. Mas o que vejo é que ela está com dificuldade de entender muita coisa em relação ao regulamento desse ano, não é fácil para uma “iniciante”, e nem eu que assisto desde criança tenho paciência de ficar procurando a regra de tudo, muita coisa fico sem responder. Aí querem atrair mais público que jeito? Eu já vi algumas vezes videos de voltas completas onde a comunicação com o rádio não para em momento algum, creio que piloto gosta de ter informações, mas deve ter um saco blindado por ter alguém falando no ouvido o tempo todo. Ou é o Kimi, claro. hehehe

  7. Eric M. Souza disse:

    Estamos falando de equipes e pilotos, gente que sobrevive burlando regras, achando brechas. Claro que tentarão criar códigos. Mas aí entra o papel dos comissários. Eles vão ouvir o que foi dito e observar se o piloto mudou sua conduta logo em seguida, ou o impacto que teve em sua corrida. Certamente algumas vezes será tão bem feito que passará. Noutras, quando forem pegos com a boca na botija, é só punir.

  8. Sieg disse:

    Não sei se a grande questão da F1 é a comunicação via rádio. Não é o rádio do piloto com a equipe que tira a graça quando exageram na punição às manobras mais arrojadas ou quando os carros escapam da pista sem que isso se torne desvantagem. Não é o rádio que tira a graça de uma ultrapassagem via DRS em que o carro perseguido é superado como se estivesse parado. Não é a comunicação via rádio que cria circuitos desinteressantes.

  9. Fabricio disse:

    Concordo com a proibição. Qto ao que será permitido dizer no rádio sáo assuntos relativos a segurança, como um acidente, bandeira amarela, este tipo de coisa.

  10. roxxon valdez disse:

    devia ser ao contrário: liberar todas as transmissões, muito mais interessante para quem assiste e quer compreender o que está acontecendo.

  11. Rodrigo disse:

    A F1 está melhor do que nunca.
    O problema é o excesso de mimimi na mídia.

    Passem um mês vendo as corridas sem ler blogs, sites.
    Dúvido alguém reclamar de ronco do motor, falta de ultrapassagens, mensagem de rádio ou qualquer outra coisa.

    É muito mimimi.

    • Victor disse:

      VM responde: Se nem você que está a-do-ran-do consegue ficar sem ler…

      • Leonardo disse:

        Concordo com você Victor. Fica difícil , a FIA cria regrinhas e mais regrinhas, a maioria muito vagas, dando brechas para várias interpretações ou deixando lacunas. Acho que deveria proibir as comunicações, tipo anos 80/90, usar mais placas mesmo. Ou então limitar a comunicação apenas para avisar de perigos para vida dos pilotos, visto que hoje os carros têm muito mais tecnologia embarcada, esses motores elétricos etc.

        • Luciano disse:

          O carro deve ter um painel que informe a temperatura, alrmes, etc, e o piloto que se vire sozinho, isso é pilotar um carro e não apenas obedecer ordens que vem de um monte de engenheiros escondidos atrás do box analisando a telemetria o tempo inteiro. Isso não é disputa de pilotos, é disputa de equipe de engenheiros.

    • Walter Borges disse:

      Concordo com você que a F1 está ótima em relação às corridas. Muitas ultrapassagens, o som do motor com o turbo enchendo e sibilando nas reduções de marcha está lindo também. Não vejo isto tudo que estão dizendo. No entanto, querer alijar as discussões e especulações deste mundo, é querer muito. Até porque algumas normas recém criadas parecem não fazer muito sentido ou trazer muitas melhorias. Claro que cada um tem sua opinião, e no fundo, o bom é poder discutir sobre um assunto que todos gostamos – as corridas de automóveis.

  12. Fernando disse:

    O rádio é a placa moderna, ora, proíbam o rádio completamente e limitem as infos que podem ser mostradas nas placas, simples. Quanto à ridícula punição de Magnussen, foi apenas tão ridícula quanto a ridícula “não punição” de Rosberg em Spa, digo isso não porque goste destas frescuras de punições, mas concordo com elas quando causa um estrago enorme na corrida do outro, o que não foi o caso de Magnussen.

  13. Leonardo disse:

    Os caras estão completamente loucos… se os responsáveis pelas decisões da F1 fossem políticos brasileiros eu até entenderia….
    Mas um negócio popular, lucrativo e amado como a Formula 1 ser administrado desta forma, não dá mesmo para entender.

  14. Mauricio disse:

    A leitura do problema da F1 está errada. O problema não são as comunicações via radio entre piloto e box e sim o regulamento extremamente complexo da F1. Apesar de não concordar com muita coisa que o Montezemolo diz, a entrevista dele vai direto ao ponto. A F1 precisa se simplificar, andar alguns passos para traz para poder caminhar para frente. Entre os muitos pontos onde tem de melhorar vão:
    -Maior liberdade técnica no desenvolvimento do motor;
    -Abolir o limite de consumo mas manter a proibição de reabastecimento;
    -Liberar a entrada de outros fornecedores de pneus;
    -Liberar a venda de chassis entre escuderias;
    -Tornar menos complexas e claras as regras de condução/punição de pilotos (condução disciplinar);

    Como se pode ver a coisa é muito mais simples e menos panaca do que discutir se os motores fazem muito ou pouco barulho ou usar o radio ou não. Uma coisa para mim é muito importante e limitar a choradeira pelo rádio de pilotos reclamando punições ou o que é pior, punir os pilotos que, apesar de serem agressivos, ainda assim são responsáveis no que fazem.

    • Eric M. Souza disse:

      Nisso aí, concordo. Deviam limitar o tamanho do tanque (como nos atuais 100 litros) e só. Cada um que se virasse para fazer o motor do jeito que quisesse. V6 turbo, v8, v10, 4 cilindros turbo, dane-se. Quem conseguisse extrair a maior potência com o menor consumo venceria. No ano seguinte, outros imitariam. A F1 sempre foi assim e sempre funcionou.

      Por conta do avanço extraordinário da aerodinâmica a partir de 98, algo que aos poucos foi matando a ultrapassagem, concordo que deviam simplificar os carros também. Além das medidas, determinar, por exemplo, que a asa dianteira seja contínua, sem degraus. Seria um visual mais limpo e com menos downforce, o que favoreceria erros, perseguições, ultrapassagens.

      E deixar que todo mundo tivesse um pouco mais de liberdade, inclusive em tecnologia. Se não me engano, a última grande invenção que a F1 trouxe pras ruas foi o câmbio automatizado e as borboletas, e isso já faz 25 anos.

      • luiz alberto disse:

        Caro Eric ,não foi a F 1 que criou o cambio automatizado o De Lage já o usava em Le Mans no inicio da década de 50 assim como a primeira equipe a usar comunicação via radio com o box foi a equipe Cadillac em Le Mans 1950 ,como também o cambio sequencial e de dupla embreagem foi criado pela Porsche para o 956 vencedor em Le Mans 82/83/84 e 85 e substituído pelo 962 vencedor nos dois anos seguintes e usando o mesmo tipo de cambio.Portanto meu caro muitas dos avanços tecnológicos que aqueles que não são aprofundados no automobilismo acreditam ser da F1 na verdade vieram do Endurance como a aerodinâmica e freios a disco (Malcon Sayer e Jaguar D type -1954)asas e chassis em composite(Capahall 2C de Jim Hall- 1962) e outras coisinhas que a F 1 só adicionou a seus carros mas que não foram propriamente criadas pela F1.

  15. Thiago disse:

    Deveriam remover qualquer comunicação via rádio e voltar a usar as placas…

  16. eduardo costa disse:

    Só restou uma alternativa para o rádio: colocar música.
    Palhaçada.

  17. Arthur Luz disse:

    Victor,

    Todos sabemos que isso não acontece só na F1, mas nos esportes em geral. Sobre esportes a motor, nos Estados Unidos, aonde a FIA não manda muito, a coisa lá ou é várzea pura ou é aquela coisa que eles chamam de show. Se a Indy não tivesse rachado e os carros não fossem tão feios, nós, que gostamos de corridas já saberíamos pra onde olhar, mas não é caso.

    Sobre a F1, acredito que essas regras estúpidas sejam um aumento da bola de neve que começou fazem uns anos.

    Não vejo problema no rádio. Vejo problema nas pistas, no desenvolvimento do motor, no excesso de pilotos pagantes, no DRS…

    abraço.

    • Eric M. Souza disse:

      Não vejo problema algum nas pistas. Aliás, crucificam o Tilke, mas ele só fez o que pediram, e fez alguns circuitos muito legais, como Turquia e Texas.

      Sou a favor do fim do DRS, tanto que se observarem, o que aumentou mesmo o número de ultrapassagens foram os pneus farelli. Tanto que quando passaram a entendê-los, elas diminuíram. E agora, com o novo conceito da RB de asa minúscula (que logo logo todo mundo começa a copiar), descobrindo downforce noutro lugar, o DRS vai perder o sentido de vez.

      Sobre os pagantes, sempre existiram. Muita gente entrou na F1 como pagante. Inclusive mitos como Niki Lauda. O lance é que os custos, desde os anos 80, foram subindo a níveis estratosféricos, e hoje não há mais o cigarro para bancar. Então a F1 está numa encruzilhada. Ou corta os custos, simplificando-se (e viraria algo como a Indy, o que acho que tiraria sua identidade), ou vai mesmo para aquela ideia de 3 carros por equipe. Ou mesmo 4.

  18. Pedro Simoes disse:

    Continuo sem entender a proibição. O que vai poder ser dito?

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