MENU

12 de dezembro de 2014 - 18:40F-E

Filhos da Punta del Este, 3

Team China

PUNTA DEL ESTE | Quando o relógio deu 15 nesta sexta-feira em Punta del Este, o safety-car de tecnologia híbrida da BMW saiu dos boxes levando a primeira leva de carros e aqueles que estivessem na parte de dentro do circuito de rua para cerca dos alambrados. Os câmeras das TVs locais usarm as arquibancadas e o espaço do hospitality-center para, além de exercerem suas funções, saciar a curiosidade; o mesmo fizeram os moradores dos prédios que têm visão mais-que-privilegiada.

Era uma série de voltas de reconhecimento do traçado estreito e lotado de curvas de baixa velocidade. De longe ou perto, era possível ver o espanto mesclado à surpresa.

As definições do ruído foram atualizadas, mediante a constatação de que o safety-car tinha um som mais potente: “é um sopro em papel de bala”, “parece um raio criado eletronicamente”, “dá a impressão que o carro está em ponto morto eterno, “é um choro futurista”, “é a categoria dos Jetsons”.

Do lado de fora, os contrapontos eram notórios. O fiscal que controlava a passagem dos credenciados próximo à entrada da reta principal escutou bem o som. “Eu consegui ouvir bem, gostei muito”. Perguntado se não havia se impressionado com o barulho do carro de segurança, ergueu os olhos sem esconder o sorriso pelo momento. “Seria melhor se fosse a F1, mas já estou contente”. A policial mais baixa que se postou próxima aos gazebos da comissão médica, a caminho dos boxes, nem havia notado que o treino começara. “Já foram para a pista?”

A F-E sempre se colocou como uma categoria completamente diferente de qualquer uma que já existiu por seu caráter de sustentabilidade e ecologicamente permitido, usando um sistema de recuperação de energia e baterias exclusivamente feitos pela Williams, a eletrônica da McLaren e a integração do conjunto pela Renault. O resultado em termos de impressão sonora deixa a desejar para quem está acostumado com aquele estouro de tímpanos dos V10 ou V12, até mesmo o V8, e que não aceita de maneira alguma no que os V6 turbo transformaram a F1 nesta temporada.

Dizer que causa uma má impressão, então, é aceitável e compreensível. A melhor definição é de que é diferente. Bem de acordo como a F-E se apresenta.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>