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23 de outubro de 2015 - 22:20F1

Austin Powers

SÃO PAULO | De novo, a F1 se encontra numa sinuca-de-bico que a FIA ajuda a não encaçapar. A chegada a Austin e um tempo raramente de ruim a péssimo traz à tona uma falha do regulamento que já era para há tempos ter sido apontada e solucionada. Com a realização de um só treino livre nesta sexta e a alta possibilidade de não realização de nenhuma atividade no sábado, não se sabe como é que o grid de largada do GP dos EUA será definido — claro, considerando que aconteça no domingo.

É a partir da página 25 e do artigo 33 do regulamento esportivo da F1 que se começa a falar do assunto classificação. Não há a remota menção de uma luz do que se faz quando a sessão que define o grid não é realizada porque o primeiro artigo já aponta, quase como uma cláusula petrea, que o treino só pode acontecer no dia anterior à corrida entre às 14h e 15h locais de todas as corridas da temporada. A F1, não tem muito tempo, viu a classificação do GP do Japão ser definida num domingo de manhã, horas antes a prova. É de se estranhar, pois, que não tenha uma linha sequer aventando tal possibilidade.

Até 2013, no entanto, havia. O grid de largada era definido pela numeração dos carros. A regra caiu naturalmente quando os pilotos passaram a escolher seus números e carregá-los para sempre na F1.

Daí, então, surgem uma série de possibilidades e teorias, desde a própria numeração — que beneficiaria o #3 de Ricciardo, o pole — até a adoção da mesma cartilha que os próprios americanos aplicam para as categorias locais, Indy e Nascar, de se basear na classificação do campeonato — o que daria o primeiro lugar no grid a Hamilton —, passando por um improvável sorteio.

O que parece dedutível da situação, até pegando por alguns parágrafos dentro dos artigos, é que o fim de semana da F1 é uma evolução dos treinos, que culminam na classificação e, pois, na corrida. Assim, o TL3 parece ser a escala natural caso não haja nenhuma chance de realização da qualificação. Dentro deste raciocínio, se não houver o TL3, passa a ser o TL2; como este não aconteceu, então o TL1 passaria a ser o grid. Aí, então, Rosberg seria o pole-position do GP dos EUA. E dentro das regras, Maldonado, que não treinou na sessão, não poderia alinhar seu carro no grid porque o regulamento estabelece que nenhum carro pode largar se não tiver participado de treino algum.

Toda a celeuma tem base na aparição do furacão Patricia, que está para aterrorizar o México e a região sul dos EUA e já traz estas consequentes tempestades à região. O que a F1 pode entender é que a previsão do tempo aponta que a segunda-feira em Austin é de sol entre nuvens, sem possibilidade de chuva. Assim, a solução natural seria transferir todas as atividades para este dia. Claro que a categoria enfrentaria um problema ainda maior: a logística para seguir rumo à capital mexicana, que vai receber a F1, se possível, na semana que vem. Tudo já está programado para ser despachado logo depois da prova, no domingo mesmo.

Serão fortes emoções na expectativa do que as mentes brilhantes de Ecclestone e seus blue caps vão decidir.

1 comentário

  1. Ricardo disse:

    Que você é um crítico contumaz da FIA e suas regras todos nos sabemos mas você esqueceu de um detalhe chamado tecnologia. A previsão era de chuva forte até as 10:00, horário local e a partir de então sem chuva o restante do dia. Esta informação estava disponível no accuweather.com desde sexta. Então menos Victor! Se eu sabia disso imagina a FIA, equipes e principalmente os torcedores. E para coroar o domingo, a melhor corrida do ano, mesmo a contragosto de alguns.

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