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21 de fevereiro de 2018 - 8:00F1

Óleo brasileiro

SÃO PAULO | McLaren e Petrobras confirmaram ontem a informação que o GRANDE PRÊMIO havia trazido na segunda-feira: a parceria que vale a partir de 2019. Para quem está há uma década sem mexer com gasolina e lubrificante para a F1, é um tempo e tanto, e a petrolífera terá um tempo escasso para estar em um nível de competição aceitável para ajudar a tradicional equipe inglesa.

Pouco se foi além na coletiva sobre a questão técnica e o cronograma. Não houve, inclusive, menção à Renault. Por e-mail, o blog fez três perguntas à Petrobras. Que explicou que serão feitas “gasolinas candidatas” em aliança com a McLaren, e só no fim a montadora francesa vai entrar na jogada.

— Não soube de detalhes sobre questões de logística e desenvolvimento da gasolina. Como será feito, a partir de agora, a produção e envio do material para uso dos motores da McLaren?
Em 2018, será realizado o desenvolvimento da gasolina e os testes para homologação nos motores Renault, que equipam os carros da McLaren. O desenvolvimento será feito no Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) em um trabalho conjunto, envolvendo técnicos e engenheiros da Petrobras e da McLaren. A previsão é que tanto a gasolina quanto o óleo lubrificante de motor sejam utilizados a partir da temporada 2019, após esta homologação.

— Como será feito o trabalho com a Renault? Há algum trabalho conjunto com a montadora, seja aqui ou lá fora?
O trabalho de desenvolvimento será em conjunto, feito com a participação de engenheiros e técnicos da Petrobras e da McLaren. A participação da Renault se dará na fase final de aprovação dos produtos, com testes de performance e durabilidade nos motores V6.

— Considerando o que foi falado, um carro faz uma corrida com 100 kg e não mais 160 kg como no passado, o que significa uma mudança total nas tecnologias e um trabalho que se inicia praticamente do zero em um curto período de tempo. As antigas fornecedoras, BP/Castrol e Mobil, forneciam até três gasolinas diferentes por ano para que a McLaren usasse conforme a pista. Como vai ser esse trabalho?
O trabalho visa ao desenvolvimento contínuo de tecnologia de combustíveis e lubrificantes, levando em conta diferentes objetivos que impactam na escolha dos componentes e no desenvolvimento das gasolinas. Serão desenvolvidas e testadas várias “gasolinas candidatas” até que se chegue em produtos que tenham melhor performance em características como potência, economia e durabilidade, por exemplo, a depender das demandas de cada motor. E, a partir do momento que uma gasolina é aprovada, já se iniciam a pesquisa e os testes para buscar uma nova versão, ainda melhor, dentro de um trabalho de inovação contínua.

A Petrobras vai ter de trabalhar intensamente e sob pressão porque a gasolina e o lubrificante têm um papel fundamental. Tem quem acredite — e pela larga experiência no funcionamento da empresa — que a companhia consiga de cara desenvolver um produto de ponta para 2019, “a não ser que a McLaren aceite perda de desempenho”.

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