Pale Ale

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SÃO PAULO | Alonso e Webber, Webber e Alonso. Chega no domingo, sobra quem para tentar a vitória, faça chuva ou faça sol? Desnecessário dizer. Fato é que, se no começo do ano era a McLaren a grande concorrente da Red Bull, a Ferrari quem ocupa a pleno este posto. E a McLaren atual é muito abaixo da Ferrari das primeiras corridas. Não há endplate, flap, new wing ou whatever que dê jeito nos carros prateados. Vez ou outra, acabam atrás até da Mercedes. Como hoje. Hamilton foi sétimo, e mal dá para dizer que se trata de estratégia de combustível ou acerto para a chuva, que são os pneus, que estão escondendo o jogo. A McLaren simplesmente regrediu. Jenson Button foi só o 11º. Muitíssimo pouco para quem, até outro dia, era vice-líder do Mundial. A McLaren de hoje é a McLaren da pré-temporada, aquela que fazia feio.

Vettel ficou ali em terceiro, só na espreita, tomando 0s3 dos líderes nas duas sessões. Não se pode dizer que não tenha sido constante, pelo menos. Mas, como sempre, nada que deva preocupá-lo. Amanhã ele estará na briga pela pole, de certo, com os dois primeiros de hoje. A Ferrari — que tem uma interessante abertura na cobertura do motor, funcionando como escapamento; parece que a peça está mal encaixada e amarrada com ‘cadarços’ — de Massa tem de ser melhor alimentada com um feijãozinho para pensar em largar na primeira fila.

Ali atrás, a Williams continua pastando para tentar acompanhar Toro Rosso e Sauber e tem sido pouca coisa mais eficiente que a Lotus. A Virgin e a Hispania seguem sendo dois esboços do comboio do horror. HRT, aliás, eles vão reforçar a sigla, agora com novos donos. Nenhum dos pilotos andou abaixo do tempo dos 107%. Aí chega amanhã, acontece o mesmo, e a dona FIA, toda pimpa e descarada, permite que corram, enquanto seus representantes analisam se o logo da entidade está pintado e bordado de forma correta no macacão alheio. A CBA realmente tem a quem puxar, mesmo.

Verdade seja dita, como sempre… esses treinos de sexta, votecontá, viu… alguém tinha de dar um jeito de valer alguma coisa. A Evelyn Guimarães, beberrona, define-os como pior que porre de Chalise. Para as equipes, foi um alento não ter chovido. Para quem vê (e ouve alguns petardos), é dureza.

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10 Comentários

  • Você está certo meu caro, a FIA é a mãe de todos os problemas já ha algum tempo. Politica demais e esporte de menos.
    O livro de regras da F1 ta mais parecendo uma soma de biblia com corão. Enorme, cheio de firulas. Quanto maior e mais complexa a regra, mais facil encontrar brechas e realisar fraudes. Mais fácil fica manipular as situações cinzas.
    Quanto ao evento dos macacões chamo de nulidade politica. Em linguagem jornalistica: FACTOIDE.

    • Concordo contigo, comentar F1 por pré-temporada e treinos livres é como falar de alienígenas, pode ser que existe, mas é difícil provar alguma coisa. Treino é treino e jogo é jogo! Olha a McLaren de volta! Mas, creio que a perda de desempenho da Ferrari nesse GP se deve à baixa temperatura do ambiente e da pista!

  • não sei porque treinos tem de ter emoção. são treinos e não corridas. a equipe deve ter o que testar sem o públcio ter necessidade de ficar vibrando e comentaristas de tv, de QI limitado fazendo suas narrações senis. atrás dessa conversa toda é que já estão limitados e prejudicando o esporte. é muito marketing que não devia ter. já chega o da corrida. porque o treino da seleção brasileira não vale alguma coisa para o jogo? seria emociante o brasil ganharia o jogo no treino e os “baitas” craques forjados por jornalistas que nem o r sabem falar ganhariam o jogo por antecipação.

  • Mas se é regra, tem de cumprir. A questão dos 107% é uma conivência das demais equipes, portanto é válido. Não tem nada de errado com a FIA.

  • Posso estar enganado, mas vejo esta temporada ocorrendo da mesma forma que a anterior. No início de 2010, viu-se uma Red Bull dominante nas classificações e corridas, sendo ameaçada no início do ano apenas pela McLaren, com vitórias de Button e Hamilton. Posteriormente, houve uma recuperação da Ferrari, com o “Fernandito” sempre detonando o Massa e vencendo algumas corridas. As outras equipes brigavam pelas migalhas, assim como na atual temporada. Na temporada 2011 o que há de diferente é resultado da utilização da “farinha” Pirelli, do “DRS” e do famoso difusor aquecido, agora difundido entre as equipes. Destaque para os novatos Pérez e di Resta, e para o Schumacher, que ainda demonstra excelente nível de pilotagem quando o carro rende bem.

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O dono da bola


É jornalista, palmeirense, dinamarquês por opção e sempre pensou que ia ter de cobrir futebol antes de chegar ao automobilismo, que acompanha desde os 7 anos. E desde que se formou, está na Agência Warm Up e no Grande Prêmio, isso há mais de 13 anos. Neste tempo, foi colunista do iG, escreveu para 'Folha de S.Paulo', 'Lance!' , 'Quatro Rodas' e 'Revista Audi', foi repórter da edição brasileira da 'F1 Racing', cobriu F1, Stock Car, DTM, a Indy e quatro edições das 500 Milhas de Indianápolis, e outras categorias ‘in loco’. Agora também é comentarista dos canais ESPN. Conheceu cidades como Magdeburgo, São Luís, São Bento do Sul e Nova Santa Rita, traduziu um livro da Ferrari e já plantou um monte de árvores. Tem quem fale que seria um grande ator, mas ter ganhado o Troféu ACEESP 2011 como 'Melhor repórter' da imprensa escrita mostrou a escolha menos errada. Adora comida japonesa, música eletrônica e odeia ovo, ervilha e esperar. “Necessariamente nessa ordem", diz.
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