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SÃO PAULO | Elemento 1 da matemática: acabou o campeonato; elemento 2: é Abu Dhabi. Soma 1 com 2, e temos como resultado o treino classificatório deste sábado. Deu tempo de até ir conferir se os maracujás começaram a brotar no quintal. A única coisa digna de emocionante foi a fechada que Pérez deu em Hülkenberg e que não resultou em nada. O alemão nem pra erguer o dedo do meio e tacar na cara do companheiro o fez. Tá todo mundo em clima de fim de ano.

E aproveitando que é época de pedidos, reitero aquele bacana e legal para que haja o feed original da F1 em 2018 para acompanhar o ótimo trabalho da Sky Sports.

Bottas ter conseguido outra pole, a segunda seguida, é uma surpresa e tanto. Porque Hamilton vinha dominando as ações desde o TL2, e já que ele diz que tem de manter o foco pensando em 2018, o foco e ele unidos resultariam no primeiro lugar. Mas Lewis errou em suas tentativas finais. Valtteri aproveitou o ensejo para, ali no grid, falar que é “um bom piloto”. Micão. Parece que está na pós-oferta do Black Friday pedindo para que as pessoas o comprem, que acreditem nele. De qualquer forma, é um recado que Toto Wolff e Niki Lauda têm de guardar. Porque não creio que Bottas vá repetir com frequência os resultados que obteve em Interlagos e no emirado árabe agora.

Hamilton vai tentar resolver as coisas na largada. Adoraria que não passasse para ver qual seria a reação geral: será que Hamilton partiria para a briga? Será que a Mercedes, na última prova, vai vir com coisinhas? Será que Bottas abre sabendo que não vai aguentar o rojão?

Vettel é candidato fortíssimo ao terceiro lugar e nada mais. Sua Ferrari não alcança a Mercedes, mas também fica à frente do companheiro Räikkönen — que tomou mais uma na fuça, hoje para Ricciardo — e da Red Bull. É prova para passear, contar quantos iates tem ali na marina, qual deles tem a bandeira da Dinamarca no topo, quantos caras de turbante estão no camarote principal, que cerveja que é aquela, que não é da patrocinadora principal, que aparecem tomando, e por aí vai.

Mais atrás, dignos de nota os desempenhos de Hülk e Massa. Que o primeiro não tenha o motor estourado; que o segundo venha para os pontos e faça uma prova igualmente digna à do Brasil. Novamente dizendo, Felipe merece todos os aplausos pela carreira notável, e se pra você ele não é nada e ninguém porque não ganhou título ou não foi o mesmo piloto depois que surgiu uma mola em sua vida, lamento por você, e vida que segue.

Mais atrás ainda, Stroll conseguiu tomar 0s9 de Massa no Q2 e 1s1 no Q3. Este rapaz é um fenônemo a ser analisado, mas dá para resumir em poucas palavras: começou o ano bem mal, deu uma bela melhorada e caiu novamente. Ele teve desempenhos satisfatórios em pistas que conhecia e na chuva, além de contar com uma megasorte no Azerbaijão; de resto, é limitado. Não tem 1/3 do talento de jovens como Verstappen, Ocon e até Wehrlein. 2018 vai ser duro para ele ao lado de Kubica.

Palpitão para o domingo: Hamilton-Bottas-Vettel. Parece fácil.

Sobre o Autor

Victor

Jornaleiro, dinamarquês, bebum, calhorda, galhofeiro, mulambo e autor de selfies com urnas. Tô sempre no Grande Prêmio e às vezes na ESPN

1 Comentário

  • Como amante de F1 gosto dela com ou sem piloto brasileiro, faz tempo que não temos piloto pra torcer. Na F1, meu coração aprendeu a não ter pátria, gosto de assistir a F1 e torço por aqueles que realmente merecem, pois tem carisma, são arrojados, disputam uma posição com as facas nos dentes e sobretudo tem personalidade e não aceitam ser capachos (Hamilton, Alonso, Vettel e Verstapen atualmente). Capacho para mim é quando se aceita a condição de segundo piloto, mas não assume publicamente e finge que briga de igual com o primeiro piloto, mas tem sempre uma boa desculpa para a derrota. Ser segundo piloto acaba por ser uma boa profissão, como foi assumidamente o Gerard Berger, quando percebeu que não poderia vencer o Senna. Rubinho, Massa, me desculpem, foram apenas capachos e vão ser lembrados por isto. Daqui a alguns anos voltamos a falar sobre estes dois pilotos e você me diz quem eram, se você ainda lembrar deles…

Por Victor

O dono da bola


É jornalista, palmeirense, dinamarquês por opção e sempre pensou que ia ter de cobrir futebol antes de chegar ao automobilismo, que acompanha desde os 7 anos. E desde que se formou, está na Agência Warm Up e no Grande Prêmio, isso há mais de 13 anos. Neste tempo, foi colunista do iG, escreveu para 'Folha de S.Paulo', 'Lance!' , 'Quatro Rodas' e 'Revista Audi', foi repórter da edição brasileira da 'F1 Racing', cobriu F1, Stock Car, DTM, a Indy e quatro edições das 500 Milhas de Indianápolis, e outras categorias ‘in loco’. Agora também é comentarista dos canais ESPN. Conheceu cidades como Magdeburgo, São Luís, São Bento do Sul e Nova Santa Rita, traduziu um livro da Ferrari e já plantou um monte de árvores. Tem quem fale que seria um grande ator, mas ter ganhado o Troféu ACEESP 2011 como 'Melhor repórter' da imprensa escrita mostrou a escolha menos errada. Adora comida japonesa, música eletrônica e odeia ovo, ervilha e esperar. “Necessariamente nessa ordem", diz.
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