Fogo no parquinho do motor

F

Deodoro

SÃO PAULO | Diego Garcia e Carlos Petrocilo saíram na frente pra mostrar, na Folha de S.Paulo, quem é um dos caras que compõe o consórcio que sonha em fazer um autódromo no Rio. JR Pereira — cujo nome é José Antonio Soares Pereira Júnior — foi responsável por uma companhia chamada Crown Telecon, que faliu e deve quase 25 milhões de talkeis à União. A ótima matéria está aqui.

À Folha, Pereira se recusou a dar informações e responder às indagações alegando, via assessoria, que o jornal tem “viés de pré-julgamento e pouca vontade de esclarecer os fatos de modo a bem informar o leitor”. Ao Globo, tem cavado espaço com alguma frequência.

José Antonio fez carreira nos EUA na área de segurança e defesa. Foi assim que ele fez contato com as Forças Armadas/militares brasileiros e chegou em Bolsonaro. Que, como se nota, tem tido estranhíssimo interesse em arrancar a F1 de São Paulo para levar ao Rio de Janeiro — onde a família é detentora de uma vastidão de imóveis.

O consórcio se chama Rio Motorpark. Mudou de nome, do nada. Era Rio Motorsports. Foi o único a participar da rápida licitação para construir a tal pista em Deodoro — mesmo havendo um estudo da prefeitura do Rio indicando cinco outros espaços na cidade melhores para tal obra.

O Rio Motorsports é uma empresa de brasileiros com sede em Dover — a meros 12 km do Speedway local que recebe a Nascar —, no Delaware, cuja reputação é de um estado com amplo sigilo sobre a operação de empresas.  Um dos componentes é Luiz Fernando Mendes de Almeida Junior. Que, segundo revelação do Panama Papers — conjunto de documentos que revelou milhares de companhias em paraísos fiscais —, teve uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, a Kennedia Management. A empresa foi aberta no começo de 2014 e encerrada antes do fim de 2015.

Sobre o Autor

Victor

Jornaleiro, dinamarquês, bebum, calhorda, galhofeiro, mulambo e autor de selfies com urnas. Tô sempre no Grande Prêmio e às vezes na ESPN

4 Comentários

  • Absurdo! Como esse tipo de gente pode sequer sonhar em construir algo nessa cidade? Tem caroço nesse angu!

    PS: Acho que o contrato deveria ter sido entregue para a Odebretch! Isso sim é empresa séria!

  • Só isso?
    E a origem do dinheiro dos 700+Mi?
    Qual a construtora mágica que vai construir tudo isso ai em menos de 2 anos, em uma área de mata semi virgem? Quem é o dono dela?
    E, importante, porque caralhas El Bigodón continua se reunindo com SP e RJ? Tá rolando leilão por um esporte que só vai ladeira abaixo, no mesmo instante em que o mundo “rico” vira as costas pra F1 e seus pedidos por montanhas de dinheiro, reestruturando/cancelando contratos?
    Se alguém acredita que a F1 está feliz da vida em ter assinado com Vietnã (Índia 2.0) e Holanda por causa de UM piloto, numa pista de kart, e cancelar pistas históricas como Espanha (já vai tarde) e México, outras correndo sério risco, como Inglaterra e Itália, porque todo esse interesse repentino? Temos um novo Senna correndo e não nos avisaram?

    Pronto, tá ai as perguntas. Agora, aguardo a “reportagem” completa :) Te pago uma coxinha de mortadela

    • Deve haver quem pense que é igual joguinho, você clica pra construir uma coisa, coloca moeda em cima e o negócio fica pronto na hora. Só nos sonhos pra esse “otódro” ficar pronto.
      Pelas informações trazidas, a gente começa a juntar as peças e conclui que não pode ser boa coisa. Enfim, o óbvio.
      Não, não temos um novo Senna correndo. Sergio e Pietro juntos não dão um Barrichello, quanto mais um Senna. Se um dos dois chegar a F-1, já é pra soltar foguete. Estão perto? Mais ou menos. Muitos chegaram perto da porta, quando correram pra abrir, bateram de cara nela.

Por Victor

O dono da bola


É jornalista, palmeirense, dinamarquês por opção e sempre pensou que ia ter de cobrir futebol antes de chegar ao automobilismo, que acompanha desde os 7 anos. E desde que se formou, está na Agência Warm Up e no Grande Prêmio, isso há mais de 13 anos. Neste tempo, foi colunista do iG, escreveu para 'Folha de S.Paulo', 'Lance!' , 'Quatro Rodas' e 'Revista Audi', foi repórter da edição brasileira da 'F1 Racing', cobriu F1, Stock Car, DTM, a Indy e quatro edições das 500 Milhas de Indianápolis, e outras categorias ‘in loco’. Agora também é comentarista dos canais ESPN. Conheceu cidades como Magdeburgo, São Luís, São Bento do Sul e Nova Santa Rita, traduziu um livro da Ferrari e já plantou um monte de árvores. Tem quem fale que seria um grande ator, mas ter ganhado o Troféu ACEESP 2011 como 'Melhor repórter' da imprensa escrita mostrou a escolha menos errada. Adora comida japonesa, música eletrônica e odeia ovo, ervilha e esperar. “Necessariamente nessa ordem", diz.
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