Sobre Tuka Rocha, erro e lição

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Hoje, passadas 10 da manhã, havia recebido a informação de fonte que tinha ligação com quem estava no hospital na Bahia de que Tuka Rocha havia morrido. Como sempre fazemos neste caso, esperamos a confirmação. Pedi que Vitor Fazio já deixasse preparadas duas notícias, uma da morte em si e outra do vida e obra. Desde então, entrei em contato quatro vezes com a assessora de Tuka, Glauce Schütz, que me informou a respeito de uma nova cirurgia para limpeza de pernas e tórax e da necessidade de acompanhamento pelos próximos cinco dias, e que a situação era complexa.

Voltei à fonte da informação, que tornou a confirmar que já estavam sabendo da notícia. Tornei à Glauce, dizendo que tinha essa informação. Sua reação foi de surpresa, e ela só me falou que estava torcendo para que não fosse verdade. Seguimos aguardando a confirmação.

Veio o treino livre. Acompanhei pela transmissão do SporTV. No fim, o narrador Sergio Maurício disse que tinha recebido a informação da morte de Tuka. Fui conferir se tinha ouvido corretamente e vi que nas redes sociais começou a borbulhar a informação. Naquele momento, havia entendido que ele estava lendo uma nota – só depois fui saber que a fonte era Luciano Burti. Na mesma hora, pedi que fosse publicado o que tínhamos no site. Na sequência, chamei Glauce novamente, que não me respondeu. Deduzi que ela não estava disponível por conta da notícia.

Logo comecei a receber informações que desmentiam a informação – que, sobretudo, a família garantia que Tuka estava vivo. Não recebi qualquer confirmação de uma junta médica, em primeiro, ou dos familiares. Foi assim que fizemos, por exemplo, quando Niki Lauda morreu. Naquela noite, quando todos já tinham dado a notícia citando uma agência austríaca, optamos, com correção, por apurar melhor. Levou uma hora, mas a condução foi a ideal. Aliás, todas as vezes que fizemos uma cobertura de morte no Grande Prêmio foram impecáveis neste sentido.

A sequência dos fatos comprovam que eu não agi em conformidade com nossa conduta de sempre. Errei bastante.

Quando todos discutíamos sobre tirar as notas do ar ou não, conversei com Evelyn Guimarães como faríamos. Escrevi, então, a nota de retificação assinando e assumindo a culpa enquanto deixávamos as notas publicadas no rascunho.

Passada a pendenga, chamei a Glauce para lhe pedir desculpas. É um desrespeito, acima de tudo, com os envolvidos e com a família. Pedi a ela que transmitisse este recado a todos lá – ainda que fosse realmente o menor dos problemas para a barra que estão vivendo. Agora peço desculpas a todos, já que é nosso nome que está envolvido como um todo, e agradeço pelo apoio de sempre. Por mais que se saiba como agir, é uma lição que se põe como dogma para nunca mais errar. Não vai mais acontecer.

E-mail que mandei ao time do GRANDE PRÊMIO e aos parceiros de conteúdo

Sobre o Autor

Victor

Jornaleiro, dinamarquês, bebum, calhorda, galhofeiro, mulambo e autor de selfies com urnas. Tô sempre no Grande Prêmio e às vezes na ESPN

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Por Victor

O dono da bola


É jornalista, palmeirense, dinamarquês por opção e sempre pensou que ia ter de cobrir futebol antes de chegar ao automobilismo, que acompanha desde os 7 anos. E desde que se formou, está na Agência Warm Up e no Grande Prêmio, isso há mais de 13 anos. Neste tempo, foi colunista do iG, escreveu para 'Folha de S.Paulo', 'Lance!' , 'Quatro Rodas' e 'Revista Audi', foi repórter da edição brasileira da 'F1 Racing', cobriu F1, Stock Car, DTM, a Indy e quatro edições das 500 Milhas de Indianápolis, e outras categorias ‘in loco’. Agora também é comentarista dos canais ESPN. Conheceu cidades como Magdeburgo, São Luís, São Bento do Sul e Nova Santa Rita, traduziu um livro da Ferrari e já plantou um monte de árvores. Tem quem fale que seria um grande ator, mas ter ganhado o Troféu ACEESP 2011 como 'Melhor repórter' da imprensa escrita mostrou a escolha menos errada. Adora comida japonesa, música eletrônica e odeia ovo, ervilha e esperar. “Necessariamente nessa ordem", diz.
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